14 de abril de 2013

Cap. 20 De volta para casa


Cap 20



De volta para casa






- Está preparada Demi?
- Estou! Não vejo a hora de sair daqui.
- Ok. Só precisa ficar quieta. – Dizia o doutor. Dois enfermeiros vieram em minha direção, me tiraram da cama, que vamos combinar não suportava mais ficar nela, e me colocaram na cadeira. – Tudo bem?
- Sim. – Disse com um enorme sorriso.
- Você é uma pessoa incrível Demi. Desejo a você toda felicidade lá fora.
- Obrigada.
- E já sabe, qualquer coisa aqui estou eu.
- Muito obrigada pela paciência...
- Não precisa agradecer. Agora vai viver sua liberdade. – Me deu um beijo na testa e abriu espaço para que o enfermeiro me levasse para fora, pude notar lágrimas formando em seus olhos.
Pois é meus movimentos voltaram, bem... tirando os da perna, mas quem chegou próximo a morte não se importa em viver em uma cadeira de rodas. O importante é que estou aqui e bem.
Passamos por um longo corredor e quando viramos dei de cara com todos meus amigos do lado de fora gritando meu nome. Ao vê-los ali chorei muito, senti tanta saudade. Todos vieram me abraçar meus pais, meu irmão, Sel, Ricardo, Justin, Taylor, Doug, Tifanny, Brandon, Allisyn e ate a Dani. Senti falta dele, Joe, mas não estava ali, o procurei em todos os lados mas nada, também como sou idiota, o que ele iria querer com uma invalida como eu.
David me tirou de dentro do carro ao chegarmos em casa, com todo o cuidado me colocou na cadeira.
- Minha princesa! – Minha mão veio ate mim. – Saudades de casa?
- Muita mãe! – Ela apertou minha mãe e me deu um beijo na testa.
- Seja bem – vinda. – Meu pai também estava do meu lado e abriu a porta pra mim.
Ao ver minha casa depois de tanto tempo, chorei emocionada. Estava sentindo tanta falta. A decoração, os móveis tudo em seu devido lugar. Me levaram ate a cozinha para ver se eu queria comer algo. Ao me aproximar do balcão vi como estava alto e não podia alcança-lo, sendo que tempo atrás fazia isso com tanta facilidade.
- Quer dar uma olhada no seu quarto? – David me perguntou.
- O que vocês aprontaram? – Ele apenas me pegou no colo e subiu as escadas comigo, meu pai veio com a cadeira atrás, quando me colocaram na cadeira meu pai pergunta:
- E aí? Preparada?!
- Estou, rápido! Curiosidade mata sabia?
- Calma filha. – minha mãe ria, logo atrás de mim. David abri a porta e nem acredito no que vejo. Meu quarto todo enfeitado, cheio de balões, fitas e em cima da cama muitas cartas e um coração enorme de pelúcia com meu nome, na parede um quadro cheio de fotos de momentos incríveis.
- Nossa! Lindo, lindo. Obrigada!
- Todos os seus amigos fizeram isso pra você. – meu pai parecia mais feliz que eu.
- Vou agradecer a todos.
- Então o que acham de deixarmos Demi sozinha pra curtir seu quarto e seus presentes? – Minha mãe já disse isso levando meu pai pra fora.
- Demi... Só quero dizer que... sinto muito...
- Não David, esquece. Juro que não me importo, eu te amo e saber que está aqui comigo é o mais importante, você é meu mano do coração, lembra? – Ele riu da minha piada.
- Obrigada mana. – Me deu um beijo na testa. – Também te amo. Vou deixar você a vontade. – Saiu fechando a porta atrás de si.
Dei uma olhada na festa que estava em meu quarto, comecei a rir sozinha, tinha fitas pregadas ate no teto e desciam ate o chão. Ideia da Selena, só pode ser. Rsrsr. Girando as rodas cheguei mais perto da cama e vi a quantidade de cartas, todas as pessoas do colégio escreveram, todos os funcionários e alunos, mas não estava com muita disposição pra ler, estava exausta. Mas uma coisa me chamou muita atenção, minha cama estava cheia de bombons. Abri um e comecei a comer, quando olhei para a mesinha do lado vi uma carta e em cima dela uma rosa vermelha, ao pega-la notei ser de Joe abri rapidamente, nela estava escrito:
Dear Demi
Peço desculpas por não poder estar ao seu lado,
Estava resolvendo algumas coisas
e sei que não se torna desculpa sobre minha ausência.
Mas para me retificar do grave erro
Peço que vá ate a varanda de seu quarto
E aceite de coração o que te trouxe.
Claro que fiquei super curiosa e fui o mais rápido pra janela e me surpreendi ao vê-lo lá em baixo e comecei a rir quando me mostrou um pote de sorvete e duas colheres. Ele então com muita facilidade subiu ate onde estava.
- Estava sentindo minha falta? – E depositou um beijo suave e demorado em meus lábios. – Pois estava sentindo a sua.
- Pensei que não voltaria.
- Por que acha que seria capaz de esquecer da minha Demi?
- Bem ... agora eu estou...
- Nem pense em dizer isso. De forma alguma se torna motivo. Demi quero ficar com você independente de qualquer coisa. É você que quero.
Me derreti toda ao ouvi-lo falar assim, estava parecendo uma boba apaixonada.
- Aceita sorvete? – Apenas ri da cara linda que ele fez. Como ele é lindo! Sinalizei que sim. Ele se divertiu com a bagunça em meu quarto e disse que não tinha nada a ver com aquilo. Arrumou minha cama e deitamos juntos de frente um pro outro comendo e jogando conversa fora. Impossível melhor.
- Me perdoe Demi!
- Você não teve culpa Joe.
- Tive. Eu bati em você Demi.
- Esquece isso, o importante é que está aqui.
-Me senti tão culpado pelo que aconteceu que sumi um tempo. Voltei à aquele lugar que estávamos e lembrei de cada passo que demos. O medico disse que você não... não iria sair dessa. Sabe como eu me senti Demi? Um lixo... Não sabia o que fazer sem você.
- Já disse Joe, deixa pra lá.
- Você estava imóvel, não falava, não comia, não se movia e a culpa era toda minha. E o medo de te perder?! Era o maior de todos. Eu sei que o melhor pra você é eu me afastar, mas não consigo...
- Não Joe, para! Se pensa assim, não sabe o que é melhor pra mim. Eu preciso de você. Não me abandone.
- Não vou Demi, não vou. – Ele me abraçou, beijando o topo de minha cabeça. Me sentou entre suas pernas e começou a brincar com meu cabelo, eu fazia de leve caricias em suas pernas ( Não pensem o que não devem!), estávamos assim, em silencio, só aproveitando o momento e a presença um do outro.
- Demi me responda. Quantos anos você tem?
Ele me pegou de surpresa, porque isso interessa agora?
- Por que está me perguntando isso?
- Só me responda.
- Dezessete.
- Por que nunca me disse? E não diga que é porque achava que não importava...
- Não. Não é por isso. Achei que não gostaria de mim se soubesse que era tão... novinha, já que sua amiga bonitona afim de você é bem mais velha.
- Como é que é? Como assim?
- Para né Joe! Não precisa ser nenhum exper. Pra notar isso.
- Eu e Camilla somos só amigos, grandes amigos.
- Não por gosto dela posso assegurar.
- Vamos mudar de assunto então.
- Você que começou.
- Me responde uma duvida. Quando Kevin viu uma Demi e Selena no bosque brigando eram vocês?
Engoli seco, como ele se lembrava disso? faz tanto tempo.
- É... Sim. E isso é uma longa história e já está tudo resolvido.
- Ok então. E... como você entrou pela boate?
- Ai que interrogatório.
- Não precisa responder se não quiser.
- Foi pela janela do banheiro. RSRS Foi muito engraçado.
- Imagino.
- E aí mais perguntas?
- Não. Não tenho.
- Mas eu tenho. – Ele me olhou atencioso.- Como foi depois que voltou para casa?
Ele deu um longo e profundo suspiro antes de responder.
- Estão todos contra mim. Ninguém concordou com minha decisão, nem com meu namoro. Só Kevin que foi mais tranquilo já que está namorando uma humana. O que pesou mais foi seu irmão. E o olho roxo ficou bastante tempo, mas eu também deixei minha marca nele.
- Nem acredito que fizeram isso. Os homens que mais amo, são inimigos.
- Pois é. Mas um dia você entenderá.
- Já entendo. – Olhou pra mim curioso.
- Como assim?
- Vocês não conseguem esconder as coisas de mim por muito tempo.
Ele ficou pensativo e continuou a mexer em meu cabelo, mas dava pra perceber que estava em outro mundo.Escutamos duas batidas na porta e minha mãe entra.
- Joe! Não sabia que estava aqui. Como entrou? – Ficamos em silencio. – Ok não importa. Demi, tem visita.
Joe continuou no quarto, já eu desci para ver quem era e quando chego me deparo com:
- Sterling! Que surpresa.
- Oi Demi! – Veio e me deu um forte abraço. – Estava tão preocupado com você.
- Nossa! É... Como ficou sabendo?
- Vim aqui para te ver e a vizinha me contou o que aconteceu.
- Claro. É pra isso que servem os vizinho, passar informação.
- Não gostou da minha visita?
- Não, não é isso. É só que estou muito zangada com esses trapos que chamo de vizinhos. Sente-se.
-É tão bom vê-la bem. Fui várias vezes ao hospital, mas não podia te ver.
- Não pude ver muitas pessoas.
- Ate discuti com aquele seu amiguinho o Joe.
- O que?
- Foi. Sabe acho que ele tem ciúmes de nós dois. Mas também não é pra menos tá na cara que ele é afim de você e eu não escondo que sou louco por você.
- Por favor Sterling .
- Não. Desculpe, não vou mais te atormentar com isso. Você já sabe o que sinto e se for pra dar certo dará.
Abaixei o olhar, não conseguia encara-lo, não me fazia bem, olhar em seus olhos me trazia muitas lembranças que doía saber que não passavam de detalhes do passado.
- Trouxe pra você. – Me entregou uma caixa na forma de estrela com vários bombons dentro e uma rosa da cor rosa. Ele sempre me dava os bombons quando namorávamos, sabe que são os meus preferidos e a rosa também.
- Obrigada.
-Sei que gosta.
- A tanto tempo não como um desses. – Abri a caixa com água na boca. Peguei um e mordi com muito gosto. – Pegue um.
- Prefiro que escolha um pra mim. – O olhei surpresa. Costumávamos fazer isso quando namorávamos, escolhíamos o bombom do outro, já que são vários sabores. Sabia qual era seu preferido então peguei e lhe entreguei.
- Se lembra quando fazíamos isso?
- Lembro.
- Aquele dia na chuva foi inesquecível. Nós dois correndo na rua, nos escondemos dela no meio dos brinquedos de um parque e começamos a comer. – Não contive e tive que rir, realmente foi muito engraçado.
- Sim me lembro. O melhor foi ver você cair na lama.
- Ei! Detalhes a parte, mas não se esqueça que você também caiu.
- Você me puxou. Eu não cai.
- E depois entraram na minha casa fazendo a maior bagunça. – Minha mãe apareceu do nada trazendo dois copos de suco.
- Pena que nunca mais poderei sentir a chuva, a lama como aquele dia.
- Não diga isso Demi. Você pode ser totalmente curada. Já passou por tantas coisas e está aqui firme e forte.
- Por favor filha não diga isso.
- Vocês tem razão. Ter fé, não é mesmo?
- Sterling quer ficar pra jantar?
- Adoraria sinceramente, mas preciso ir. Meu pai está esperando. Que bom que está melhor Demi. Isso vai me dar força pra continuar daqui pra frente.
- Obrigada pela visita.
- Pretendo faze-la mais vezes.
- Será bem vindo - Minha mãe respondeu.
- Ate mais Demi. – Deu um beijo em minha mão e saiu minha mãe o seguiu.
Fiquei lá parada pensando no que acabou de acontecer.
- Que lindo!
Me assustei com a voz de Joe, não o esperava ali.
- Porque não disse a ele que estávamos namorando?
- Eu.. Joe achei que não fosse o momento certo.
- Por que? Ainda tem chance de voltarem?
- Não, não é isso.
- É o que então.
- Joe estávamos tão bem agora mesmo, esquece isso.
- Demi você ainda não esqueceu ele.
- Estou com você, é de você que gosto.
- Já estou indo.
- Joe volta aqui. – Mas ele saiu sem dizer mais nada. Ouvi de longe minha mãe perguntar.
- Não vai ficar pro jantar?
- Não, Sra. Lovato, preciso ir, mas mesmo assim obrigado pelo convite.
- Tudo bem então né. Venha jantar com agente qualquer dia desses.
- Tudo bem. Agora já vou.
Escuto o fechar da porta. Ele se foi e depois dessa nem sei se vai voltar.
- Nossa filha que namorado gato você tem. – Começou a rir sozinha.- Que é não gostou do comentário que fiz?
- Não é isso. É que... Joe não gostou de ver Sterling aqui e porque não disse a ele que estava namorando.
- Ohm minha menina. As coisas são assim mesmo. E Senhorita Demi não quero saber de Joe entrando pela janela. E vocês dois sozinhos no quarto, esquece!
- Para né mãe!
- Estou falando sério.
- Você sabe que não é uma boa ideia ele e David se esbarrarem por aí.
- Porque não? – Como assim? Será que não contaram a verdade pra minha mãe?
- Assim, os dois não se entendem.
- Pois vão ter que aprender a se entender.
- Se fosse tão fácil.
- Demi não quero mais que fale que não vai voltar a andar. Nós vamos continuar com seu tratamento e você vai se recuperar. Seus amigos estão loucos que você volte pra escola...
- E eu vou voltar. Amanha estarei lá.
- O que? De jeito nenhum!
- Mãe! Já perdi quase três meses de aula. Minhas provas com certeza estão chegando é meu ultimo ano e não quero reprovar e assunto encerrado.
- EI, eu sou a mãe aqui.
- Eu quero ir mãe. Por favor!
- Ok, mas vou pedir pro Ricardo levar e trazer você todos os dias.
- Tudo bem mãe. – Nunca pensei que diria isso mas estou tão feliz por voltar pra escola! Este é meu ultimo ano e quero aproveitar o máximo.


CONTINUA........
Espero que tenham gostado meus amores!!!! Pretendo terminar a história o mais rápido possível, por isso as partes mais emocionantes estão por vir!!!!! Bjinssss





9 de abril de 2013

Cap. 19 Uma Nova Realidade

Oiiii!!! Estou aki d novo : D  
Mais um cap pra vcs lerem e dizer o que acharam...
E pra melhorar aki está outra música q podem começar a escutar logo no inicio da história
Espero que gostem bjoss ....


Cap. 19


Uma Nova Realidade


 





Acordei com a claridade em meu rosto, fui me espreguiçando aos poucos e aproveitando a luz que tocava minha pele, estava tão feliz, nem podia acreditar, estiquei meu braço para acordar Joe, mas levei um grande susto ao não notar  sua presença.

Há algum tempo agora
Você me faz sentir como uma criança agora
Por que toda vez que vejo seu rosto animado
Eu sinto um arrepio em um lugar bobo

- Bom Dia dorminhoca.
- Bom dia. – Disse simplesmente com um sorriso bobo.
- Você é linda dormindo.
- Ah não Joe! – Cobri meu rosto de vergonha com o edredom.
- Ei – Ele se sentou ao meu lado me levando a  sentar entre suas pernas. – Não precisa ficar com vergonha.
- Não estou. – Tentei parecer forte.
- Então porque essas bochechas vermelhas? – Corei mais ainda, ele riu ainda mais e deu um beijo em meu pescoço me fazendo arrepiar, o que o fez se divertir ainda mais. Logo em nossa frente havia um pássaro cantando, dando uma melhor visão da bela paisagem a nossa frente. Ontem não havia notado como aqui era lindo, havia um riacho e escutávamos seu som bem de leve, árvores lindas da medida e quantidade certa.

Começa na ponta dos meus pés
Me faz enrugar o nariz
Pra onde for, sempre sei
Que você me faz sorrir
Por favor fique agora por um instante
Não tenha pressa
            Em qualquer lugar que você vá

- No que está pensando?
- Nada de mais. Só apreciando o lugar e sua presença.- Ele me abraçava de forma que me aquecia enquanto abraçava seus fortes braços que estavam ao meu redor. – O que vai acontecer com agente a partir de agora?
- Quer mesmo falar sobre isso? – Sinalizei que sim com a cabeça o fazendo dar um beijo no meu nariz. – Amo quando faz essa carinha, mas não pense que sempre vou ceder. O que sei Demi é que sempre estaremos juntos, Não serão meus amigos, nem seu irmão a nos separar.
Me senti tão bem o ouvindo falar desse jeito. Com ele me sentia segura e poderia enfrentar o que fosse.

A chuva está caindo no vidro da minha janela
Mas nós estamos nos escondendo em um lugar seguro
Debaixo das cobertas ficando secos e quentes
Você me da sentimento que eu adoro

- O que gosta de comer no café da manha? – Me perguntou me abraçando mais aconchegante.
- Uhm... O que acha de umas torradas e leite com chocolate?
- Uma ótima pedida. – Rimos juntos.
Depois de tomarmos café da manha no mesmo lugar e de termos conversado mais bobeiras do que coisas realmente serias, me lembrei de meu irmão e meus pais.
- Oh Joe! Preciso ir pra casa! – Me levantei apresada.
- Calma Demi.
- Eles devem ter colocado a policia atrás de mim. – Estava desesperada, recolhendo algumas coisas jogadas como pulseira, colar, brinco... -  E vão me matar em seguida.
- Então pra que ir. Não sou mais um risco pra você mesmo.
- Para de gracinhas Joe Jonas. – Em um momento de distração, ele puxou meu braço, fazendo nossos corpos colarem e nossas respirações pesadas se misturarem.

Começa na ponta dos meus pés
Me faz enrugar o nariz
Pra onde for, sempre sei
Que você me faz sorrir
Por favor fique agora por um instante
Não tenha pressa
            Em qualquer lugar que você vá

- Fique tranquila. Vou te levar.
- Eu sei... – Estava tão atordoada que só sabia olhar para seus lábios incrivelmente convidativos a mim.

O que eu vou dizer?
Quando você faz com que eu me sinta desse jeito?
Eu apenas......
Hum........

Sem mais demoras selamos nosso primeiro beijo da manha, com muito calor e intensidade. Oh nossa! Devo tomar cuidado pra não perder o controle quando estiver com ele.

Começa na ponta dos meus pés
Me faz enrugar o nariz
Pra onde for, sempre sei
Que você me faz sorrir
Por favor fique agora por um instante
Não tenha pressa
            Em qualquer lugar que você vá


- Então vamos. – Interrompi
- Ah não Demi! – Fez bico me fazendo rir. Ele apenas me observou. – Seu sorriso é o mais lindo de todos.. – Lógico que corei de vergonha. – Você é linda. – Tive que desviar os olhos não consegui fita-lo já que estava fazendo isso tão intensamente.- Então já que quer tanto ir, vamos. – Me deu mais um beijo, em comparação aos outros esse foi rápido.
Um tempo depois....
- Pronto chegamos. – Estacionou na porta de casa.
- Obrigada meu amor! – Fui em direção a ele lhe dando um selinho. – Já disse que não gosto do seu carro?
- Porque? Ele não é bonito, confortável?
- Não é isso é que.... deixa pra lá é bobeira minha.
- Mas já que você não gosta dele, posso fazer um esforço e trocar.
- Serio? – Ele afirmou com a cabeça. – E vê se compra um que chame menos atenção.
- Ei eu gosto de chamar atenção! Faz parte do pacote tem que acostumar.
- Ah Joe, como você é bobo!
- Você ama meu jeito bobo de ser. - Se levantou e abriu a porta pra mim, me ajudando a sair do carro.
- Não precisa de tudo isso. Não estou doente nem nada do tipo. – Ainda segurando minhas mãos as colocou por trás de seu pescoço.
- Não posso querer agradar minha primeira namorada?
- O que ? Você nunca namorou antes? – Não consegui esconder a surpresa.
- Não. Pode ficar feliz. – É claro que estava feliz, eu era a primeira namorada de Joe, a única que ele teve como relacionamento serio.
Nos beijamos novamente, nunca vou cansar de dizer o quanto é bom senti-lo, tê-lo só pra mim.
- Me deixa entrar agora.
- Depois venho te ver.
- OK. Beijo. – Me virei, mas ele me puxou me convidando pra outro longo beijo.
- É só pra não se esquecer de mim.
- Uhr Joe! Impossivel... – Fui saindo mas ele ainda me deu um selinho, nos fazendo rir entre o beijo. – Tchau. – Estava flutuando, me sentindo a pessoa mais realizada do mundo, abri a  porta e ouvi um barulho estranho, quando me viro vejo Joe caído no chão com a boca sangrando e meu irmão o olhando furioso, Joe rapidamente se levanta e revida e os dois começam a se atracar na rua. Fico em estado de pânico e pessoas que estavam na rua começam a parar para observar.
- Parem já com isso! – Saio correndo, tentando separa-los, Lógico que foi em vão. – Alguém ajude por favor! Para Joe! David! - Eles estavam se matando, nunca vi uma briga tão feia como aquela e olha que já vi varias, estávamos ficando com um enorme publico, o que não é nada legal. – Vocês só vão ficar parados olhando?! Bando de manés! Não tem homem aqui não! – Estava irritada com aqueles curiosos fofoqueiros. Então me enfiei no meio com o intuito de conseguir separa-los, mas recebi uma forte pancada no estômago, me fazendo voar e vomitar sangue. Muito sangue. Além de um baque na minha perna direita. Estava jogada na rua com metade do corpo na calçada e a outra metade no asfalto.
- Demi! – Os escutei gritar, mas estava perdendo os sentidos, perdendo o ar, só sentia uma movimentação perto de mim, e o bolo de algo que nem sei mais, sair de meu estômago, até tudo escurecer...

....

Uma luz fraca. Estava começando a enxergar, está fazendo muito frio e um silencio total.... mas agora consigo escutar um pip... pip... Não sei de onde vem, mal consigo abrir os olhos, minha cabeça dói.
Enfim abro os olhos, ainda meio zonza, olhando para cima só enxergo branco, então olho ao redor, não sei onde estou.... A maldita dor de cabeça não passa.... Tudo escurece..........
Ainda no escuro escuto vozes, uma eu conheço, não me lembro de quem é, mas não me é estranha, está tremula e parece preocupada, a outra não conheço, volto ao vazio......

....


Claridade, agora de olhos abertos tento reconhecer o local, mas nada. Estou deitada, tento me levantar mas não consigo um simples movimento sequer, apenas uma dor insuportável que nem consigo distinguir onde. O sinistro barulho continua pip... pip..., não sei de onde vem. Olho de relance para meu braço, uma agulha! Entro em desespero e tento levar minha outra mão para tira-la, mas por mais que meu cérebro dissesse uma coisa o corpo reagia totalmente diferente, não movia um sequer dedo.
Do lado esquerdo soro, do lado direito um sofá com alguém que não reconheço, não consigo ver direito está deitado ou deitada. Noto o ar condicionado, explicação para o frio, mas e esse tanto de agulha em mim? Sala toda fechada, a única iluminação é a da lâmpada, que faz minha cabeça explodir de dor.
Respiro fundo, tenho cede, mas não consigo pedir, minha voz não sai. Por mais que eu faça força. É como se uma tábua estivesse em minha garganta que por sinal está doendo muito. Tento chamar alguém mas não consigo, entro em desespero, mas não consigo fazer um movimento sequer. Oh nossa! O que tem de errado comigo?
Meu coração começa a doer dentro do peito do tanto que bate forte dentro dele, mas por fora nenhuma reação.  A porta abri, um homem com sorriso amigável vem ate mim.
- Tudo bem Demi?! – Foi só ele dizer isso, pra pessoa que estava deitada no sofá se por de pé no mesmo instante. – Deve estar perdida. Mas aos poucos lhe dirão oque aconteceu.
- Filha! – Senti uma grande dor no ouvido ao escutar a estridente voz de minha mãe.
- Senhora Lovato, fale baixo. Demi está muito sensível agora.
Ela se ajoelhou do meu lado, me fazendo caricias no braço que não sentia, só sabia por que estava vendo.
- Está assustada imagino! Mas preciso que você me diga como esta se sentindo. – Ele ficou em silencio esperando que dissesse algo, mas não conseguia, nem um simples ruído. – Demi estou esperando que fale. – Ele se assustou com meu silencio.
- Filha o medico esta falando com você.
- Então vamos fazer assim Demi. Levante sua mão. – Mas não consegui mostrar nada. Minha mãe entrou em desespero.
- Filha! O que está acontecendo? Isso é normal doutor?! Não esconde nada de mim. Tenho o direito de saber!
- Calma senhora. Ainda é cedo pra dizer qualquer coisa. Mas não é normal. Isso posso adiantar.
- Ahhh não!!! – Ela começou a chorar compulsivamente, não conseguia entender nada parece que estava forçando muito o cérebro, fazendo com que a cabeça doesse mais.- Não deixe ela morrer doutor! Te imploro! – Como assim morrer? Quem vai morrer? Eu??? Escuto o pip... pip... mais acelerado, despertando a atenção do medico a frente. Ele aperta um botão.
- Desculpe senhora mas não vai poder ficar aqui. – Entra duas enfermeiras, me assustando mais ainda.- Preciso que saia ela não pode ter fortes emoções. Sua presença aqui não pode ajudar em nada. – Minha mãe chora mais ainda, mas o medico a tira de lá, estava eufórica, tentava gritar minha mãe pra que ela se acalmasse, pra que ficasse ali comigo. Uma das enfermeiras veio com um agulha e injetou algo no soro, senti de imediato algo esquentar em meu sangue, como se estive competindo espaço com o sangue, doía... Mas foi por pouco tempo, já que dormi novamente.

...

- Ela deve acordar a qualquer momento, quero que fique aqui e qualquer coisa me chame.
- Pode deixar doutor.
Passos, era o que escutava agora. Água, agora ela estava colocando água em um copo e tomando, escutava gole por gole. Abro os olhos, dou uma olhada rápida por onde meus olhos alcançam.
- Oh! Boa tarde Demi! O doutor disse que você acordaria logo, foi atender outros pacientes mas não demora. Sou Marisa. – Me tocou, desta vez senti, e ela percebeu.
 Ela tinha uma voz tão doce e suave, que me lembrava açúcar, ou melhor Taylor eca! Credo estou quase a beira da morte e pensando coisas assim. Mas agora não teremos que competir mais a atenção de Ricardo, ela venceu.
- Está se sentindo melhor? – Novamente não disse nada, não conseguia. – Espero que sim. Por mais que não consiga fazer movimentos sei que me escuta e sei também que seremos grandes amigas. – Tocou meus braços. – Nossa você está com frio. – Pelo menos ela notou.
Pegou um controle e diminuiu a temperatura, não senti a mudança na hora, mas aos poucos fui notando.
- Deve ser diferente pra você, mas acredite que tudo vai ficar bem.
A olhava andar de um lado para o outro, organizando algumas coisas.
- Já está na hora do seu medicamento.
Ela pegou alguns vidrinhos e fez algo que não consegui visualizar, mas vi muito bem o tamanho da agulha na mão dela quando estava vindo em minha direção. Tentei dizer, gritar que estava melhor, que não queria, tenho pavor de agulhas desde criança. A enfermeira me virou de lado, abaixou uma calça frouxa que estava usando e aplicou o remédio. A agulha era tão grossa que senti como se estivesse perfurando minha pele, o pior é que a dor não passava era como se a agulha estive lá enganchada.
- Pronto! Acho que você vai preferir ficar nesta posição por enquanto.
A dor era tão grande que meus olhos arderam querendo fazer com que as lágrimas descessem, mas com muito esforço não permiti.
- Confio em você Demi, é forte, sei que vai sair dessa. Tem uma torcida imensa lá fora. Seus pais, irmão.- Me lembrei deles como se fosse fotografias. – Seus amigos. – Sel e Ricardo com certeza estavam lá. – E seu namorado. O conheci, você tem um ótimo gosto, ele é lindo e super educado. – Que novidade uma mulher dizer isso... Mas Joe estava aqui, não me abandonou. Só quero ver como ele e meu irmão estão.
Me recordei do terrível momento, mas... se Joe é tão forte não era pra ter saído tão machucado, ele teria acabado com David em um piscar de olhos, mas David mostrou ser tão forte quanto Joe. Estou ficando louca! Mas sempre que acho estar ficando louca, descubro coisas sobrenaturais.
- Está longe em! Isso é um bom avanço para o seu estado. Já que pensamos que não fosse sobreviver.
Ah??? Então estive a beira da morte..... Se a morte for tão silenciosa e calma desse jeito não sei porque tanto medo. Se tivesse morrido, não teria sofrido, não me lembro de nada, nem de dor, emoções. Só..... um sonho. Sei que sonhei mas não me lembro o que. Uma luz começando a iluminar a escuridão e uma mulher de longos cabelos linda, começa a aparecer. Sei que tem mais coisas, só não consigo lembrar. Faço mais esforço e lembro que meu irmão estava envolvido, ele dizia que tinha que agir, muitas pessoas contavam com ele, os mumiagyps estava pra atacar.
Que sonho mais estranho, misturo muito as coisas, mas é também muito estranho meu irmão saber toda a verdade. Se unir meu sonho, com o que vi no notebook e a briga só seria possível se meu irmão fosse como ele.... Joe! Não impossível. Primeiro eles seriam amigos, e tipo é meu irmão. Mas Joe disse que ele não é meu irmão, (Lembre-se estou trabalhando com hipóteses, não quer dizer que seja verdade), que seria impossível, mas por que? Porque David também é especial? Mas pra eles se detestarem tanto, só se David fosse..... Oh, não.... Special Homo!

.....

Já havia mais de quarenta dias que estava naquele hospital, só me deixavam ver minha mãe e meu pai. Olhei no relógio, eram quatorze e cinquenta e cinco. A porta se abre, minha fisioterapeuta entra.
- Bom dia Demi! Cheguei na hora hoje.  – Deixou sua maleta no sofá e se aproximou.-  Você está ótima, vejo que te maquiaram.
Engulo a saliva.
- Pois é.... A pedido da Sel. – Respirei fundo. Voltei a falar, mas falo com muita dificuldade, e dói um pouco, por isso falo lentamente. Milagre!!! Só assim mesmo pra aprender a falar devagar rsrsr
- Vamos começar então? Você precisa voltar a fazer seus movimentos. – Pisquei os olhos lentamente, essa agora é a forma de dizer que concordo com algo.
Ela começou pelo pé, massageou e ate apertou várias vezes com a esperança de que voltasse a sentir algo. Ela se formou na melhor faculdade do Rio Grande do Sul, fiquei sabendo que veio pra cá só pra cuidar de mim, acho muito estranho meus pais não a conhecem e nem tem dinheiro pra toda essa atenção que estou recebendo de todos os especialistas já que ate fonoaudiólogo tenho agora.
- Os... meus pais... que ... chamou você... pra vir..
- Não se esforce Demi, não faz bem a você.
- Responde..! – Respirei fundo várias vezes pois fiquei sem ar.
- Desculpe Demi, isso não posso responder. – Fiquei zangada com ela, virei meu rosto pro lado já que não podia rebater.
Ao término da seção a enfermeira me deu uma medicação e me deixou a sós com a fisioterapeuta Marcela.
 - Bem... Por hoje é só. Já vou indo, sei que já está prestes a cair no sono. – Realmente estava, toda vez que a enfermeira me dava este remédio, que nem sei qual é, sinto um sono incontrolado.
- O...Briga..da. – Tentei dar o melhor dos meus sorriso.
- Só estou fazendo meu trabalho. Que aliás minha paciente agora se tornou amiga. – Começou a guardar suas coisas. – Sabe Demi, aprendi a ter um carinho muito grande por você, é uma boa pessoa e não merece passar por isso. – Apenas consenti, do nosso jeito. – Pode dormir, sei que não está aguentando mais. – Riu da situação. Apenas fechei os olhos e já estava quase dormindo quando o doutor entra.
- Como ela está?
- Acabou de dormir doutor.
- Alguma melhora no quadro clinico da paciente.
- Infelizmente não. Nunca vi nada parecido, em uma hora está mal e depois de uma hora pra outra se recupera em algum ponto.
- É realmente também me surpreendi. E também penso que não foi se envolvendo em uma briga que ela ficou desse jeito, é impossível, só se tivessem partido uma barra de ferro nela. Honestamente pensei que não iria sobreviver, mesmo depois da cirurgia.
- É, fiquei sabendo, que foi cirurgia de risco.
- Foi muito serio. Depois ela não respondia, ficou dias de olhos abertos mas sem dizer e mover nada.
- Doutor, está sendo um momento muito difícil pra família e os amigos.
- Está sim. E todos querem vim vê-la, mas não posso permitir.
- Eu entendo. Bem já vou, tenho outra paciente pra atender, aproveito e dou noticias pra família.
- Marcela, não minta ao falar sobre Demi, precisam saber a verdade.- Então Marcela saiu da sala, estava de olhos fechados, mas prestava bastante atenção no que diziam. Pude perceber a presença do medico me observando, como se seus olhos perfurassem minha pele. Não suportando mais dormi.
Quando acordei olhei o relógio do lado e vi que já era outro dia dez horas da manha, mas como o quarto estava todo fechado diria ser noite ainda. Como ultimamente não tenho nada pra fazer e estou sozinha comecei a pensar, lembrei de minha infância, eu,  Sel, Ricardo e David de nossas brincadeiras e como gostavam de nos passar a perna só por serem mais velhos, dos aniversários, dos sorrisos, meus pais costumava organizar acampamento no quintal de casa, chamavam meus amigos e ficávamos lá nós seis nos divertindo, das loucas aventuras no colégio rsrsrs que vida! Quando meu irmão foi embora pela primeira vez e a alegria quando voltou. Meu primeiro namorado kkkk sinceramente não sei oque Sterling viu em mim, era tão novinha, feia pra matar rsrsr. A tristeza que fiquei quando acabou, e como minha vida mudou de ponta cabeça quando conheci Joe. Mas sinceramente não me arrependo de nada... Me desviando dos pensamentos olho em direção dos lentos passos que se aproxima da cama.
- Oi Demi! – Não acreditei que meu irmão estava ali a poucos metros de mim. Estava tão feliz em vê-lo, faz tanto tempo. – Quanto tempo em. – Sentou na cadeira ao meu lado. – Esta melhor? – Um silencio se estendeu. – Não pode falar? – Seus olhos encheram de lagrimas, me cortando por dentro. – Me perdoe Demi! Me perdoe irmãzinha! – Deitou sobre minha mão e começou a chorar, sentia suas lagrimas quentes escorrem nela. – Me perdoe...
Foi tão forte que pela primeira vez desde que entrei neste hospital demonstrei uma emoção. Lágrimas escorreram de meus olhos.
- Oh Dem... não chore por favor. – Foi como se ele pedisse pra que eu chorasse. – Juro que não foi proposital, nunca faria isso com você, eu te amo irmã, com todas  as minhas forças. E sei que é minha culpa por você estar aqui.
Queria tanto toca-lo, abraça-lo, dizer que perdoou, que somos irmãos e nos amamos, mas não conseguia...
- Só queria te proteger... Não suportei ver você com aquele.... Pra mim foi de mais vê-lo à abraçando e saber que passaram a noite juntos, porque ele não é bom o suficiente pra você.  Só quero o seu bem. Me perdoe por ser assim, mas... – Mais lagrimas escorreram. – não posso... não consigo ser diferente. – Abaixou novamente a cabeça.
Com muito custo, com toda minha força tentei levar a mão sobre ele, por mais que fosse tudo que meu coração queria meu cérebro não correspondia. Mas continuei tentando... ate me surpreender com o levantar do meu dedo. Fiquei tão feliz que comecei a rir, silenciosamente. Agora sim, sei que sou capaz e não posso desistir. Continuei tentando e com muito custo minha mão cai sobre a dele, o braço intacto, só a mão se movimentou.
- Demi você.... você.... – Agora caia sobre seus olhos lagrimas de alegria, ele me deu um forte abraço que foi o mais acolhedor e caloroso de minha vida.
- Como estou feliz por você minha pequena... Eu sei que você vai sair dessa, acredito em você.
O doutor entrou cuidadosamente, esperando não nos atrapalhar.
- Ele moveu a mão! Ela está se curando! Eu sabia que iria melhorar!
- Como assim? O que está dizendo?
- Ela colocou a mão sobre a minha doutor! Minha irmã se moveu, ela está voltando pra nos!
- Isso realmente é muito bom! – O doutor o abraçou- É uma vitória meu jovem.
- Estou tão feliz...
- Eu sei. Me desculpe mas precisa ir.
- Obrigado por ter aberto uma exceção. Foi muito importante pra mim.
- E parece que pra Demi também.
- Vou avisar a todos. Te amo Dem.– Saiu super empolgado. Mas eu também estava feliz, não via a hora de voltar pra casa.
- Que bom Demi que está melhorando. Você superou minhas expectativas, é o que os médicos chamam de milagre. Você tem muito a agradecer quando sair daqui. – Saiu me deixando sozinha novamente, mas agora estava mais feliz do que nunca. Sou um milagre!



CONTINUA...........

 Juh Lovato N pulei o cap 17 é q postei o 16 e 17 juntos de uma olhada depois bjinss pra ti !!!

1 de abril de 2013

Cap. 18 Finalmente Juntos



Pra deixar o capitulo mais emocionante vou pedir pra vocês colocarem uma musica para ouvirem enquanto lerem no momento certo. 
https://www.youtube.com/watch?v=3o--wbO-K6E


Cap. 18


Finalmente Juntos



Entrei em pânico, meu coração estava a mil por hora, não conseguia mais sentir minhas pernas. Me lembrei então de como estava desesperada na boate quando fiquei presa na janela, como gostaria que estivesse como naquela noite, meu medo agora não é nada comparado.

- Deixa que da Demi cuido eu. – Joe disse com um sorriso maléfico nos lábios.
- Mas Joe...
- Mas nada Camilla. Eu sei me virar quando se trata da Demi.
- Sei muito bem como você se vira com ela. Ok continua então com essa brincadeira, vamos ver onde isso vai dar... depois não diga que não avisei.
Ela saiu pisando fundo. Tudo naquele lugar estava acabando comigo.
- Fiquem tranquilos, vou tomar a decisão certa. – Joe disse aos amigos.
- Espero mesmo Joe. – Nick o olhava nos olhos em reprovação. Joe então se virou pra mim.
- Então... vamos brincar Demi? – Pela primeira vez eu realmente com toda minha força o queria longe de mim. Ele apenas me puxou pelo braço me levando para fora do apartamento, descendo apressadamente as escadas, como estava muito rápido tropeçava em minhas próprias pernas varias vezes só não caia porque ele me puxava, ficamos assim ate ele se aborrecer e me pegar no colo.
- Vocês humanos são tão patéticos.
Então chegamos ao estacionamento e com toda a força me jogou no banco de trás do carro. Este não era o Joe que conhecia. Apenas arrancou o carro e saiu em disparada sem dizer nada, suas curvas eram bruscas me fazendo bater nas portas dentro do carro, ate seguirmos uma estrada reta me fazendo adormecer...

David Henri Narrando

A esta altura estava em minha moto em alta velocidade, já havia escurecido e a lua estava alta. Tenho certeza que Demi mexeu em meu notebook e não está com a Sel, conheço a irmã que tenho, e clamo para que esteja com pensamentos errados sobre onde e com quem possa estar. Desci da moto em disparada e toquei a campainha.
- Já vai! – Ouço a voz que não ouvia a tanto tempo atrás da porta. Ao abri-la Sel fica em estado de choque. – Da...vid... ou meu Deus, não acredito é você mesmo. – Me da um forte abraço. – Quanto tempo, pensei que nunca mais fosse te ver.
- Sel... Demi não está aqui... não é mesmo?
Ela me olhou profundo meio confusa. – Não. Porque? Deveria?
Entrei em desespero, passando a mão pela cabeça diversas vezes, tentando achar uma solução.
- David o que aconteceu?, você está me assustando.
- Sel preciso que venha comigo agora.
- Oque? Pra onde?
- Rápido Selena! É   a vida de Demi que está em jogo. Seus pais estão?
- Não. Não vão dormir em casa hoje. Da pra você me explicar o que está acontecendo? Onde está a Demi?! – Sua voz estava em total pânico.
- No caminho te explico, fecha a casa e sobe na moto. – Ela afirmou com a cabeça e quando se virou para fazer o que mandei a puxei pelo braço.
- E se alguém ligar lembre-se você e Demi estão em casa, vai rápido! – Ela entrou desesperada e voltou rapidamente, subindo na moto.
- Sabe onde Joe mora?
- Sei sim.
- ótimo. – No caminho expliquei o que ela precisava saber, lógico que ficou apavorada, já era de se esperar.


Demi Narrando
Acordei devagar, meio zonza e com muito frio, demorou para me lembrar de tudo o que aconteceu, mas quando chegou a lucidez me levantei assustada, olhando ao redor, já havia escurecido, somente a lua era a luz do ambiente, estava em um terraço alto por isso ventava tanto. Me senti sozinha ate ouvir uns passos lentos atrás de mim, nem precisei me virar para saber quem era.
- Torne isso mais fácil e me mate de uma vez. – Disse por fim. Lógico que estava morrendo de medo, mas não suportava mais isso.
- Porque você fez isso? Eu pedi para que ficasse fora disso! – Me virei e o vi de costas olhando para a bela vista a nossa frente.
- Mas como? Nos envolvemos demais pra no fim não descobrir a verdade. Por isso não perca mais tempo e faça o que tem que fazer. – Sabia que iria morrer, de uma forma ou de outra, então que fosse logo. Ele então lentamente se virou para mim e me fitou.
-  Você acha mesmo que seria capaz de fazer isso com você? Se toca Demi, você também não é tão burra.
Me levantei o olhando com meu coração a mil, ele estava tão lindo, seus cabelos ao vento e a camisa aberta dando visão a outra que estava em baixo, seguia a leve brisa que passava por nós. Dei alguns passos pra frente mas não pude continuar, deveria me lembrar de quem ele era.
- Porque está fazendo tudo isso então?
- Não percebe? É a única maneira de te manter viva. Demi você é a única coisa pela qual não consigo viver... – Um silencio se estendeu, ao término desta frase. Fiquei imóvel, em estado de choque, não acreditei que pudesse ter entendido o que realmente foi dito. – Você me mostrou a alegria em coisas simples da vida, em um simples som de piano... no sorriso de uma criança....
Então não pude mais segurar cheguei mais perto, com receio mas precisava disso. Mas ele se afastou começando andar de um lado para o outro.
- Por  mais que eu seja um monstro Demi, não é isso que eu quero... Mas é meu destino, nasci assim, e tenho um caminho a percorrer.
- Como assim?
- Depois que eu morrer pra vocês humanos, eu viverei como múmiagipys em minha terra, junto de meu pai. Longe de tudo isso.
- Mas ... como isso é possível? – Estava tão confusa.
- Da mesma forma que tenho a facilidade de seduzir alguém, que Camilla é mais forte que qualquer homem, que Nick é o mais inteligente e Kevin por ler as pessoas.
- Ler pessoas?
- Ele percebe as sensações só com o olhar, com os passos de cada um, sabe o que está sentindo e sabe usar isso a seu favor.
- Isso tudo é tão......diferente.
- Legal sua definição pra tudo isso. Tentei ficar longe de você, mas não consegui, é mais forte que eu. Me desculpe por te envolver nisso tudo.
Cheguei por trás, ficando ao seu lado e me virando pra ele, mas continuava com os olhos fixos para frente.
- Você não é um monstro. Mas sim uma pessoa incrível que conquistou minha admiração. Gosto de você Joe, de estar com você. – Mas continuava a olhar para frente. Então me virei para a lua que estava a nossa frente segurando o corrimão.
- Está vendo aquele monte de árvores ali? – Ele apontou para o lado, e mesmo no escuro ainda consegui visualizar. – Estive aqui aos cinco anos, eu e meu pai construímos uma casa na árvore, foi... divertido – Riu como se estivesse se lembrando do momento. - Aos oito anos voltei e quase tive minha primeira namorada. – Rimos bastante.
- Você não acha que era muito novinho pra isso não em?
- Não pude evitar, ela se apaixonou por mim.
- Convencido. – Continuamos a rir, ate perceber que ele estava observando o céu.
- Foi a última vez que me senti normal nesta minha vida.
- Pare de falar assim, Joe olhe pra mim. – Nossos olhares se fixaram. – Você não é normal mas tem um coração imenso, você teve pena de mim e me tirou dessa roubada... serei sempre grata.
- Na verdade sou egoísta por estar pensando mais em mim do que em você.
- O importante é que estamos bem. – Segurei seu rosto e o fitei com mais intensidade.- ...Ainda tenho tantas perguntas.... – Me soltei dele. – Mas a primeira é, onde estamos?
Joe riu da pergunta que fiz, e isso me fez sentir melhor, o ver sorrindo de novo só agora percebi o quanto me faz feliz.
- Estamos quase na divisa de Goiás com Mato Grosso.
- Ou nossa! Meus pais e me irmão vão pirar. Sabe né ele falou pra me afastar de você. – Ate agora estava falando na esportiva, mas me lembrei de outras perguntas. – Joe me responda... O que David tem haver com isso? Como ele sabe sobre você? Onde se conheceram? Por que te detesta tanto?
- Demi qualquer pessoa que soubesse o que sou me detestaria.
- Eu não detesto você.
- Exceção.
- Você ainda não respondeu o que perguntei.
- Desculpe mas isso não posso te dizer.
- Porque não? Isso também diz respeito a mim, não pode me esconder nada.
- Só ele pode te responder. Pergunte, vamos ver se ele tem a mesma confiança que tenho em você?
- Porque ... Você disse que ele não é meu irmão?
- Isso seria impossível.
- O que seria impossível? Você responder ou ele ser meu irmão.
- Os dois. Demi não me faça mais perguntas, sabe que não posse te dizer tudo, principalmente sobre “ele”.
- É tão difícil entender. – Me sentei abaixando a cabeça entre as mãos. Ele se sentou ao meu lado me abraçando de lado e me dando um beijo no topo da cabeça.
- Não precisa viver isso. Sabe disso.
Levantei meus olhos ficando quase da mesma altura que ele, percebi que ficou um pouco perturbado com nossa proximidade, mas não o deixei se afastar, não desta vez.
- Se for pra ficar perto de você...
-.... O que quer dizer com isso?
- Joe não podemos mais esconder... você tentava me alertar e eu escapar, mas não consigo mais. – Ficamos em silencio por um tempo só nos olhando no fundo dos olhos. – Preciso de você... a coisa pela qual não consigo viver... – Rimos brevemente. Mas ele não dizia nada, só me observava. – O que foi? Não quer mais ficar comigo?

Coloque a música agora!!!
Nós escreveremos uma música
Que apagará todas as luzes,
Quando, tanto garoto e garota
Começarem a se sacudir por dentro,
Não desperdice seu tempo
Acelere sua respiração
Apenas feche seus olhos
Nós vamos esperar que não seja nada em vão.

- Só não consigo entender como necessito tanto de você... – Ficamos em pé de frente um pro outro. Nossas respirações ficaram pesadas, meu coração estava a mil, não pude fazer nada só por extinto fechar os olhos e o senti a milímetros de distancia de mim, então... sinto um leve toque em meus lábios, tão doce e delicado que me fez explodir faíscas dentro do peito.

Beijo suave e vinho
Que bons amigos meus
Nós finalmente estamos entrelaçados
Nervosos e tímidos pelo momento que irá ganhar vida esta noite
Namorada secreta

Nossos lábios encostados mas sem movimentos, acredito que estava com medo de ter me assustado, mas ele é que não sabe o quanto esperava por isso, então comecei a  aprofundar nosso beijo. Senti paixão em seu toque, seus lábios quentes que só me davam satisfação, necessidade por mais .....

Nós escreveremos uma música
Que apagará todas as luzes,
Quando, tanto garoto e garota
Começarem a se sacudir por dentro,
Não desperdice seu tempo
Acelere sua respiração
Apenas feche seus olhos
Nós vamos esperar que não seja nada em vão.

 Pela primeira vez estava beijando Joe Jonas o homem que ganhou meu coração. Me fazia caricias e me deixei perder em seu toque, já não poderia responder por mim. Senti um fogo subir por todo meu corpo e não podíamos mais continuar assim, nossos toques passaram a ser mais intensos, tirei sua camiseta que estava aberta, e ele deslizava suas mãos em minhas pernas nuas já que estava com um short. Acabei me deitando por cima dele, totalmente ofegantes sentindo que precisávamos um do outro.

Deite-se e continue não se preocupe com o que eles vão falar
Eu estarei te amando ate.....
                                       O primeiro raio de luz aparecer amanha                
Eu cuidarei de você esta noite
Namorada secreta

Começamos a sorrir maliciosamente já imaginando no que aquilo poderia dar, mas não queria pensar, só me entregar ....

Nós escreveremos uma música
Que apagará todas as luzes,
Quando, tanto garoto e garota
Começarem a se sacudir por dentro,
Não desperdice seu tempo
Acelere sua respiração
Apenas feche seus olhos
Nós vamos esperar que não seja nada em vão.

-Demi calma.... Tem certeza do que está fazendo?
- Não. Mas preciso de você.

Quando a culpa enche a sua cabeça
Varra para fora a elevação da morte
Este é o momento que nós vamos ganhar a vida
Se abra para o amor,
Doce amor, Amor secreto,

Por falta de ar nos separamos, eu ainda estava em cima dele, ele apenas pegou uma mecha do meu cabelo e colocou atrás da minha orelha, fez um carinho em meu rosto, deu o mais belo de todos os sorrisos e me beijou com mais intensidade me levando para debaixo de seu peitoral.

Nós escreveremos uma música
Que apagará todas as luzes,
Quando, tanto garoto e garota
Começarem a se sacudir por dentro,
Não desperdice seu tempo
Acelere sua respiração
Apenas feche seus olhos
Nós vamos esperar que não seja nada em vão.

- Meu irmão vai me matar... – Ri ao imaginar a cara de David.
- Fique tranquila, tenho uma gangue dentro de casa. – Enquanto ele ria observei suas feições logo acima de mim, realmente estava apaixonada.
- Mas nada vai me fazer afastar de você. Nada.... Você agora é meu Joseph Jonas. – Demos um selinho demorado. – Já está tarde.
- Como assim? Você faz a fogueira e de uma hora pra outra quer apagar o fogo?
- Lembre-se que pra mim só depois do casamento.
- Vamos ver ate quando vai ficar com essa teoria.
- Joe! Tô falando sério. – Nos silenciamos, o único som que ouvia era de seu coração. - E agora?
- Não se preocupe, ficaremos bem por aqui.
- O que? – Não acredito que iriamos passar a noite ali.
- Sim. Isso mesmo, tem quartos lá dentro mas não acho uma má ideia trazer um colchão pra cá e acordarmos ao por do sol.
- Uhm.... Como é romântico. – Me abraçou por trás, me aquecendo, já que o “fogo” diminuiu. – Mas quase passamos da conta.
- Obrigado Demi. Por me dar sentido a vida. – Apenas fechei os olhos e aproveitei aquele momento. Nada podia estar melhor nós dois nos acertamos depois de tantas intrigas e confusões.



CONTINUA..............




Mais um capitulo postado!!! Como sempre espero q gostem. Não se esqueçam de comentar!!!
Bjinss.
Não sei quando vou postar o próximo mas vou fazer de tudo pra não demorar....