12 de setembro de 2014

I'm a fire starter – Parte 1


Galera nova Mini-fic pra vocês de 4 capítulos... Eu estou escrevendo o último capítulo e resolvi postar logo, estou gostando muito, espero que vocês também gostem. Comentem pra que nós podermos saber suas reações.

Let's go.




Oh não! Por favor, me diga que é apenas um pesadelo...

                Não podia acreditar que estava voltando praquele lugar.

                Eu olhava a pequena cidade onde nasci pela janela do carro, sentia meu estomago esmagado, minhas lágrimas loucas pra saírem, minha cabeça girando. Minha tia me olhou pelo banco do motorista e deu um sorriso fraco. Apenas respirei fundo, coloquei meu fone no ouvido e deitei no banco traseiro fechando meus olhos o mais forte possível.

                Passamos pelas ruas que eu sabia muito bem até mesmo sem olhar e paramos em frente a minha casa.

_Vamos Demi, está na hora da realidade._ Falou pegando em minha perna e fazendo um carinho para me reconfortar. Deu vontade de gritar, espernear e chorar... Mas a única coisa que fiz foi abrir a porta do carro e sair como se nada estivesse acontecido, já estava escuro, o sol havia acabado de se por. Ouvi minha mãe correr e abrir a porta o mais rápido que pôde, ela respirou antes de correr e me abraçar, ou melhor, me esmagar. Fiquei quieta, não a abracei e nem esbanjei nenhuma reação, vi meu pai também sair e ficar na porta me olhando incrédulo, com certeza ele não estava me reconhecendo.

_Oh minha filha, graças a Deus._ Falou chorando e me apertando.

_Mãe... Será que podemos entrar, não quero que me vejam._ falei com a voz seca. Minha mãe se afastou de mim e me olhou e depois sorriu.

_Vamos querida, deve estar com saudades de casa né._ falou e me puxou. Ah claro, estava morrendo de saudades de casa, estava com tanta saudade que dava vontade de vomitar. Sentei no sofá e comecei a respirar fundo, não podia ser fraca agora, não podia chorar.

_O que houve com você?_ Meu pai perguntou com aquele tom autoritário, mas seus olhos mostravam a saudade. Olhei pra mim... As botas pretas, calças rasgadas, regata branca, uma blusa de frio preta enorme que tampava a metade de meus dedos, as unhas pretas, o cabelo tingido de preto e claro a maquiagem mais escura que ele já viu em toda a sua vida, sorte que não havia visto ainda o tanto de brinco que estava sendo tampado pela toca da blusa de frio. Apenas dei de ombros.

_ Por que fizeram isso comigo?_ Perguntei enfim. Meus pais se olharam.

_Por que você fez isso com a gente. Três anos Demi... Sabe o que é isso? Três anos sem saber onde sua única filha está. Você pirou?..._ Minha mãe não conseguiu terminar e começou a chorar.

_E olha como volta? Demi, você não tem noção do que passamos.

_NÃO, VOCÊS NÃO TEM NOÇÃO DO QUE PASSEI AQUI, EU PRECISAVA...._ Gritei já deixando minhas lágrimas caírem.

_Ela precisava, isso ajudou muito ela._ Minha tia Lícia começou a argumentar.

_CALA A BOCA LÍCIA._ Minha mãe gritou._ Você é uma irresponsável por ter ajudado Demi a fugir e não avisar ninguém.

_Se eu tivesse avisado eu já estaria aqui há muito tempo. Mãe a senhora não entende eu odeio esse lugar. _ Me levantei impaciente.

_Demi...

_Vocês chamaram a polícia._ Interrompi meu pai._ Eu fui obrigada a voltar. Obrigada.

_Demi somos seus pais, você nunca foi assim com a gente, o que te deu?_ Meu pai perguntou incrédulo._ Não parece você, na verdade nem te reconheci.

_Eu mudei, não está vendo?_ Falei apontando pra mim_ Que droga.

                Subi as escadas e fui direto para meu quarto, parei na porta... Aquela porta me dava nojo, era branca com florzinhas rosa. Abri e me deparei com o quarto do jeito em que deixei. As paredes brancas e rosa, a escrivaninha no canto completamente entupido de livros e materiais, era minha cara, minha cama completamente rosa, pôster de famosos, figurinhas no enorme espelho que tinha na parede, figurinhas de corações na janela... Comecei a chorar olhando tudo aquilo. Eu era uma garota sonhadora cheia de esperanças. Eu era uma garotinha... Uma garotinha ridícula e inocente... Apaixonada. Eu era uma nerd ridícula, que não sabia se defender, que só sabia chorar. Deitei na cama e me encolhi, passei três anos sem chorar pra soltar tudo agora.

                Eu fugi com minha tia quando tinha quinze anos, ela me ajudou muito, me levou para outro estado, me fez mudar. Meus pais chamaram a polícia e demorou três anos para me encontrarem. Minha tia na época também era uma menina, tinha 21 anos, não ligava pra nada, ela sempre foi revoltada, mas depois de um tempo começou a se preocupar, mas eu não queria voltar, não estava pronta. Quando fizesse dezoito anos ligaria pros meus pais e falaria onde estava, já seria maior de idade, mas eles conseguiram me achar antes. Daqui um mês faço dezoito, mas como ainda sou menor de idade fui obrigada a voltar.

                Passei minha mão por baixo do travesseiro e senti um caderno, na hora abri os olhos, não podia acreditar que ainda estava ali. O puxei e me sentei, abri na primeira página...

Querido diário... Sei que é meio cafona começar assim, mas é assim que todos começam, não é?

Bom, pra começar, meu pai que resolveu me dar. Falou que viu na vitrine e achou a minha cara, achei muito fofo da parte dele...

                Comecei a rir. Caramba, como eu era cafona. O abri bem no meio em qualquer página...

Ai Meu Deus... Você não sabe o que aconteceu hoje comigo...

Desculpa-me por começar assim, mas é algo que eu nunca imaginaria que aconteceria logo comigo.

Joe Jonas falou que gosta de mim... AAaaaaaaa, eu não acredito, acho que ele quer me beijar... Logo eu. Quem disse que populares não gostam de nerds...

                Meu sorriso sumiu na hora, fechei o caderno e olhei pro teto tentando respirar, mas estava impossível, como se o ar não quisesse entrar em meu pulmão...

_Aaaaaaaaaaaaaa._ Gritei e joguei o caderno na parede e caí na cama chorando novamente. Queria tirar tudo isso de mim o mais rápido possível, não iria aguentar muito tempo.

                Olhei pro banheiro e então corri pra dentro dele, abri o Box e liguei o chuveiro me colocando debaixo de roupa sem me importar, a água quente caindo sobre mim me ajudou um pouco, até cessou meus soluços. Depois de me sentir melhor tirei minhas roupas e comecei a tomar banho.

                Joseph Jonas... Era a ultima pessoa que eu queria lembrar em toda a minha vida... Apesar de que todos esses anos foi algo impossível... O que ele fez é algo impossível de se esquecer, não só pra mim como pra todos.

                Saí do banho completamente pelada sem me importar e abri a gaveta... Meu Deus... Aquelas roupas... Segurei uma saia que eu gostava muito de usar pra ir ao colégio, perecia roupa de crente... Credo! E as blusas, sempre folgadas ou de mangas. Eu era uma nerd total. Peguei meu roupão “rosa” e saí, fui até em baixo onde todos estavam conversando e peguei minha mala, eles pararam pra me olhar, mas rapidamente saí e voltei pro quarto.

                Vesti uma blusa preta com uns cortes na frente que mostrava umas partes do sutiã, uma saia jeans, meia-calça preta de buraquinhos e um all-star preto cano longo, enchi minha cara de maquiagem preta, joguei uma blusa de frio bem grande em cima de minha roupa e saí do quarto. Minha blusa de frio era tão grande que tampava minha saia inteira atrás.

                Passei pela sala e abri a porta...

_Aonde você vai?_ Meu pai perguntou.

_Não vou fugir ok._ respondi ainda de costas. Quando fui sair minha mãe segurou meu pulso.

_Demi... Não precisa ser assim, do mesmo jeito que sofreu nós sofremos, nós passamos tudo juntos._ A olhei, sabia muito bem do que ela estava falando. Sim, eles haviam passado. Dei um leve sorriso e me soltei saindo de casa.

                Apertava as mangas enquanto passava por aquelas ruas, que pra falar a verdade estavam bem mudadas, tinham mansões novas, coisas diferentes. Coloquei o capuz na cabeça quando percebi que estava chegando à praça da cidade. Como hoje era sexta com certeza ela estaria bem cheia, e como pensei estava. Encontrei um lugar vazio no escuro debaixo de uma árvore e fui direto pra lá. Comecei a observar a cidade, estava bem renovada, vi as pessoas, conhecia algumas, mas a maioria era de fora, novas pra mim, e foi olhando elas que vi Ashley, a garota mais ridícula do colégio, estava com suas cachorrinhas, as garotas que sempre a seguia, parece que não se cansavam de ser usadas por Ashley, ela andava se achando com aquela mini saia, passou por mim, mas nem me viu por eu estar no escuro, graças a Deus. Abaixei o capuz da blusa e fiquei olhando o movimento até ver um grupo de rapazes e conhecer um... Zack. Fazia parte do grupinho de populares, é ele gostava muito de me zoar por eu ser uma nerd, ele e os amiguinhos dele. Do nada reconheci um a um. Sterling, Nick, Kevin, Fred e... E Joe. Oh Meu Deus... Eles estavam bem mais velhos e claro eles estavam lindos. Aqueles otários estavam uns gatos.

                Olhei pra Joe... Estava com uma camisa cavada branca mostrando seu corpo definido, uma calça jeans e all-star, seu cabelo estava cortado e ele estava bem mais velho. Do nada o vi se virar de frente pra mim, mas não me olhou, apenas deu um sorriso e vi Ashley chegando e lhe dando um selinho. Não creio que esses dois estão juntos até hoje, devem estar casando já. Bom, eles se merecem.

                Aquela cena me deu tanto nojo que me levantei, mas fiquei olhando tanto pros dois que nem vi quando esbarrei em alguém, vi muitos livros caírem no chão.

_Oh desculpe._ Vi muitos olhares em cima de nós, ou melhor, todos os olhares.

_Não tem problema._ A menina falou. Me abaixei e a ajudei, nos olhamos e a reconheci na hora.

_Oh Deus! Lisa!_ Ela me olhou como se eu fosse doida.

_Sou eu._ falou desconfiada.

_Não se lembra de mim?_ Perguntei. Ela me observou por um tempo.

_Não, me desculpe._ falou educada com uma cara de sinto muito.

_Demétria, Demi... Não se lembra? Lovato._ Ela arregalou os olhos.

_Oh Deus! Demi... É você mesmo? Você está bem diferente.

_Eu sei._ ri. Ela colocou os livros em cima de um banco e me abraçou apertado.

                Lisa sempre foi minha melhor e única amiga, nós sempre contávamos segredos uma pra outra, ela sempre soube tudo sobre mim e Joseph e eu sempre soube sobre ela também. E pra falar a verdade Lisa também estava bem diferente, estava linda, usando calças mais justas e seu cabelo estava enorme, estava linda.

_Caramba, você está bem diferente._ Ela falou me olhando.

_Você também.

_Não quanto você._ Nós rimos._Demi foi muito bom te ver, mas eu tenho que entregar esses livros na biblioteca e já ta passando da hora.

_Tudo bem._ falei.

_Foi muito bom te ver, depois nos encontramos ok.

_Ok, vai lá._ Nos abraçamos de novo e então ela foi.

                Bom eu também já estava de saída, não havia mais nada pra fazer ali, todos estavam me olhando e eu acabei ficando sem graça, coloquei o capuz e saí. Tive que passar pelo grupinho ridículo, Joe olhou pra mim e deu um sorriso sedutor e depois piscou. Ashley o olhou com uma cara de bicho, eu apenas sorri de volta e então levantei o dedo proibido. Do nada o sorriso dele sumiu e os amigos dele começaram a lhe zoar, Ashley me olhou de cima a baixo como uma recalcada ridícula. Apenas saí em passos firmes e sem olhar pra trás como eu devia ter feito há três anos.

                Cheguei em casa e fui direto pro meu quarto, sentei no sofazinho que tinha na janela e fiquei olhando pra fora.

                Joseph sempre foi um idiota, desde sempre... Ele era praticamente um ano mais velho que eu, ele fazia aniversario no começo do ano e eu no final. Sempre estudamos juntos. Eu sempre fui à nerd e ele e os amiguinhos os idiotas da sala.

                Todo fim de ano tinha um programa de arte na praça da cidade e todos mostravam seu lado artístico, me lembro que tentei cantar esse ano, mas vi o grupinho de Joseph e eles me vaiaram, então travei e não consegui cantar. Joe era um idiota, por que eu sabia que cantava bem, meus pais sempre me incentivaram, mas por culpa dele nunca dei conta de mostrar meu talento.

                Lembro-me muito bem quando eu passava o que eles falavam de mim...

_Ei nerd!_ Zack falou._ Não fala mais com a gente não?_ tentei passar sem olhar, sabia que era gracinha deles.

_Que bom, por que não queremos escutar sua voz._ Joe falou debochado fazendo seus amiguinhos rirem. Parei no armário para guardar meus materiais.

_Aí ridícula._ Ashley falou chegando perto._ Um pedaço da sua perna está à mostra._ Falou me zoando, eu estava de saia até o joelho e uma meia grande, só que minha meia estava um pouco abaixada, olhei pra Ashley e arrumei a meia.

_É melhor arrumar mesmo, por que estava ficando cego._ Sterling falou fazendo todos rirem. Ashley começou a rir e saiu com suas amiguinhas e bateu seu ombro no meu me fazendo bater no armário. Lembro-me de quase chorar na frente deles. Por que sempre eu? Sempre eu.

                Bom, Joe sempre me fazia chorar, na verdade não era somente ele, mas ele era o que me importava, mesmo chorando eu acabava perdoando ele. Na verdade eu sempre gostei dele, bem, eu sempre achei normal por que na verdade todas as garotas gostavam dele, não só dele como dos amigos dele, eles sempre foram um grupo de garotos muito lindos, mas do que adianta ser bonito se não presta?

                Lembro-me que Joe adorava falar dos meus óculos. Sim, eu usava óculos, agora uso lentes, não por beleza, mas sim por ser melhor. Ele adorava falar que eram fundo de garrafa, e nem era tudo isso, na verdade nem tinham tanto grau, era só pra me zoar mesmo, parecia que ele sentia prazer nisso. Ele também adorava agarrar Ashley na minha frente, acho que pra mostrar que eu nunca chegaria aos pés dela e que eu nunca o teria, como se ele soubesse que eu gostava dele.

                Mas um dia, tudo mudou, ou ele mudou, eu não sei. Só me lembro que estava na escola, muitos já haviam ido embora, eu tinha ficado pra estudar na biblioteca do colégio e Joe teve que ficar também por que ele estava em reforço.

                Quando fui sair da sala Joe esbarrou em mim e meus materiais caíram no chão, esperei ele me zoar ou gritar nervoso e me xingar, mas não...

_Desculpa._ ele falou se abaixando junto a mim e me ajudou a pegar minhas coisas. Na hora parei e fiquei o olhando com a testa franzida._ O que foi?

_Érr... Nada._ falei e terminei de pegar minhas coisas._ Obrigada.

_Érr... Demi..._ Falou e pareceu envergonhado, colocou a mão atrás da cabeça e ficou olhando pros lados. Na hora estremeci, ele me chamou pelo apelido, ele sempre me chamava de Lovato ou apelidinhos insultantes._ Érr... Eu vi você saindo e queria te pedir um favor..._ Apenas fiquei o olhando._ Falta dois meses pra gente entrar de férias e eu preciso passar, e minhas aulas não estão me ajudando em nada, como você é bem inteligente será que poderia me ajudar?_ Fiquei o olhando. Ele estava falando serio?

_Tem certeza que não é nenhuma brincadeirinha?_ Perguntei desconfiada.

_Tenho. É serio, preciso da sua ajuda.

_Jura?_ Eu não confiava em Joe Jonas.

_Juro._ Eu fiquei o olhando pensando. Não sabia se podia aceitar. Talvez ele estivesse falando a verdade, bom, que ele precisava de ajuda isso eu não duvidava.

_Tudo bem._ falei.

                Nesse mesmo dia comecei a dar aulas a ele no colégio, mas depois ele pediu pra ir a minha casa e então ele ficou indo pra lá em uma semana depois do colégio. Me lembro do ultimo dia de aula dele na minha casa, tivemos uma conversa bem interessante.

_ Bom terminamos por aqui._ falei._ Acho que você já está pronto.

_Obrigado._ Ele deu um sorriso sem graça. Ficamos nos olhando e como eu me senti mais a vontade perto dele depois de uma semana criei coragem e perguntei.

_Por que está sendo legal comigo? Você sempre me zoou e nem ligava se eu chorava ou não, apenas dizia que não gostava de mim e pronto, isso é por que estou te ajudando?_ Ele me olhou e pareceu pensar o que iria dizer.

_Olha Demi, eu nunca tive nada contra você, na verdade até pensei em ser seu amigo, mas... Eu tenho reputação, tenho meus amigos, então apenas os segui. Eu sei que se sente mal por tudo que faço e te peço desculpas._ Ele falou tão fofo e tão gentil que não teve como não o desculpar. Apenas assenti com a cabeça e olhei pro chão, meus olhos com certeza deveria estar brilhando de mais e eu não queria que ele visse._ Na verdade te olhando de perto assim te acho até bonita. Nunca havia reparado._ O olhei e parecia ser sincero. Meu coração na hora pulou.

_É serio?_ Não consegui segurar.

_Uhum._ falou chegando perto. Ele colocou a mão em meu rosto e acariciou com o polegar, olhou nos meus olhos sob os óculos._ É sim._ Falou como se estivesse hipnotizado. Ficamos assim por um tempo, eu nunca tinha beijado e parecia que ele iria fazer isso, um medo enorme tomou meu peito e então o empurrei.

_Ta na hora de você ir.

_Mas já?_ ele perguntou.

_É terminamos._ falei apontando pro caderno. Ele continuou me olhando.

_Demi, acho que sei por que sempre peguei no seu pé._ O olhei, essa eu queria saber. Fiquei esperando a resposta._ Por que sempre gostei de você, e eu... Eu não queria acreditar, mas... Mas agora tudo faz sentido._ Na hora minha respiração saiu falha. Eu não podia acreditar aquilo só podia ser mentira.

                Depois desse dia, ele sempre me encontrava no colégio, na hora do lanche e em outras horas, na sala sempre ficava do meu lado e não se importava com a zoação dos amigos. Um dia ele até roubou um beijo meu, mas foi apenas um selinho. Ashley me olhava com a cara mais feia que ela tinha. Ninguém do colégio conseguia acreditar, estávamos praticamente namorando. Lembro-me também do meu primeiro beijo, com certeza foi inesquecível.

                Estávamos na praça da cidade, eu estava sentada no chão encostada na árvore e ele deitado no meu colo. Estávamos rindo de qualquer coisinha. Então ele se sentou e me olhou.

_Demi, por que nunca me deixa te beijar?_ perguntou.

_Eu... Èrr..._ essa me pegou de surpresa._ Eu não sei.

_Você nunca beijou não é?_ Ele perguntou todo fofo e passou a mão por minha bochecha.

_Érr... Não._ Abaixei o rosto envergonhada e ele pegou em meu queixo levantando meu rosto.

_Você fica linda vermelha._ falou e eu soltei um risinho envergonhado._ Me deixa ser o primeiro?_ Minha respiração saiu a todo vapor. Eu só podia estar sonhando.

_Uhum._ soltei.

                Ele sorriu e então se aproximou. Eu não sabia o que fazer então apenas fechei os olhos. Senti seus lábios triscarem nos meus, era uma coisa tão boa que segui meus instintos, abri meus lábios e ele encaixou seus lábios nos meus, foi algo puro e bonito. Então ele segurou minha cintura e me puxou pra mais perto até nossos corpos se colarem e nosso beijo ficou mais intenso... Só quando ficamos totalmente sem fôlego que nos separamos. Ficamos ofegantes um olhando pro outro. Caramba, aquilo era muito bom. Então voltamos a nos beijar.

                Depois desse dia sempre nos beijávamos. Na minha casa, na casa dele, no colégio, na praça, no armário, no quartinho do zelador... Em todos os lugares que possa imaginar, já estava no ultimo mês de aula, seus amigos até pararam de me zoar um pouco. Me lembro no dia em que ele me chamou pra ir a sua casa, quando cheguei lá não havia ninguém, apenas ele. Ficamos conversando, brincando e beijando muito. Teve uma hora que as coisas ficaram intensas demais. Lembro que ele me pediu pra “dormir” com ele... Eu não sabia o que dizer, mas a lábia dele me convenceu. Por que não? Eu queria ter minha primeira vez com alguém que eu confiava e que eu amava, e ele era tudo isso. Lembro que cedi e acabamos ficando no seu quarto. Foi à melhor noite que tive em toda minha vida, foi algo com amor, carinho, paixão, calma... Foi tudo de bom, ele havia sido perfeito.

                Mas tudo acabou no outro dia no colégio...

_Demi... DEMI..._ Lisa veio correndo em minha direção._ Oh meu Deus Demi._ Ela parecia desesperada.

_O que aconteceu?_ Perguntei assustada.

_Você não sabe?_ Perguntou e parecia que iria chorar.

_O que Lisa? Fala.

_Hum, não sabia que era tão gostosinha assim._ Fred falou. Então vi Joe e os amiguinhos chegar e claro Ashley também. Não estava entendendo nada.

_Ah Joe, vai... Isso é muito bom._ Zack fingiu uma voz fina e todos começaram a rir. Eu arregalei os olhos na hora.

_O... O q..._ Não consegui terminar.

_Aí Joe, mereceu cada centavo da aposta, não sei como conseguiu comer essa daí._ Sterling falou me olhando com cara de nojo. Ashley abraçou Joe rindo. Senti meus olhos se encherem de lágrimas, não podia ser.

_Juro que pensei que não iria conseguir._ Nick falou me olhando.

_Eu pensei que odiava o Joe._ Kevin falou também._ É, mas pelo que vi Joe consegue qualquer uma mesmo._ Eu já chorava descontrolada.

_Você... Você Jurou._ Chorei.

_Oh Joe, você jurou._ Zack fez piada._ Cara, essa foi à melhor._ Zack riu batendo na mão de Joe. Ele olhou pro chão e depois riu debochado balançando a cabeça negativamente e me olhou.

_Achava mesmo que iria me interessar por você?_ perguntou abraçando Ashley.

                Não aguentei, deixei meus materiais cair e saí correndo. Todos me olharam e riram de mim, entrei no banheiro e Lisa veio atrás, me sentei no chão e fiquei chorando.

_Demi olha isso._ Lisa me entregou seu celular. Do nada comecei a assistir a noite em que passei com Joe.

_O que é isso?_ Perguntei desesperada.

_Ta bombando na internet.

_Por que fazem isso comigo?_ chorei novamente, eu apenas queria sumir dali.

                Me lembro que esse foi o dia que mais chorei. Entramos de férias, mas mesmo assim as pessoas me olhavam torto. Ficavam me zoando e me xingando. Até os pais dos alunos me olhavam de um jeito constrangedor. Meus pais quase morreram, mas sempre ficaram do meu lado. Joe nunca se importou, até por que a zoada era eu. Foram os piores dias de minha vida, até que resolvi fugir, foi muito difícil deixar meus pais pra trás, mas foi o único jeito, aquele lugar havia virado um inferno pra mim... E agora estou de volta.

Continua...




BEKA!!!!!!!!!!! Não se esqueceram de mim neh?

23 de julho de 2014





Cap. 06


Já havia seis semanas que estava estudando sobre autismo, me tranquei no quarto não dando atenção a mais ninguém, nunca imaginei que chegaria a fazer algo do tipo, mas até que estou dando uma de bom estudante.
Através de muitos estudos realmente descobri que não há cura, mas me comprometi a ser o primeiro médico da história a encontrá-la. Irei curar Demi nem que leve todos os dias de minha vida. Taylor me ajuda no que preciso e ainda chamei um amigo da biomedicina para me ajudar nas pesquisas laboratoriais.
Meu último encontro com Demi foi aquele na sala do hospital, nem Selena nunca mais apareceu, mas hoje decidi vê-la e mostrar tudo o que sinto por ela, sem nem mesmo saber explicar, saber de onde vem e porque veio, mas aqui esta. Sou dela e agora vivo por ela, preciso então ouvi-la dizer que sente o mesmo por mim, mesmo depois do que fiz.
Troquei-me vestindo uma jaqueta, arrumei o cabelo, coloquei um óculos escuro e comprei uma rosa branca, vou tentar jogar meu charme, tenho certeza que não vai resistir.
Ao chegar no apartamento toquei a campainha, sabia que ela atenderia, pois estudei muito bem o horário que nem Miley e Selena estariam. Não demorou muito para a porta ser aberta e então poder ver meu anjo que a tanto tempo não via, tão linda e singela. Estava sem expressão, porem um pouco assustada.
-Boa Tarde Demi, trouxe pra você. – Entreguei à rosa. – Como pedido de desculpas por ter sido um imbecil e também como melhoras. Como está?
Ela de inicio não me respondeu, me olhava como que tentando decifrar algo:
- Não estou entendendo Joe, o que você quer?
- Quero que me perdoe, vim aqui para isso. Estou arrependido de tudo o que falei, acredite em mim.- Ela permaneceu em silêncio. – Posso entrar?
-Acho que não é uma boa idéia.
- Então vamos dar uma volta, ainda está cedo e o sol não está forte, podemos tomar café da manhã juntos, está com fome?
Demi deu um suspiro forte, olhou para os lados um pouco impaciente, agora que compreendia sobre o autismo conseguia ver os sinais com facilidade.
- Tudo bem Joe, só espere eu me trocar.
Dei um passo a frente com o maior sorriso do mundo para entrar, mas ela fechou a porta na minha cara. Porque mulheres tem que ser tão complicadas? Eu não ia fazer nada com ela lá dentro.
Fiquei uns dez minutos esperando até me cansar e sentar no chão ao lado da porta, então finalmente Demi sai de dentro da casa trancando a porta:
- Vamos? – Colocou as chaves dentro da bolsa.
Me levantei radiante com tamanha beleza:
- Está linda! – Demi estava com uma calça legue preta e uma blusa solta branca com vermelha e os cabelos amarrados no topo da cabeça com o conhecido “rabo de cavalo”. Ela é linda.
Dessa vez não a levei no café, há tempos não vou lá. Fomos para fora dos muros da faculdade e a levei para praia mais próxima que tinha, em um quiosque que costumava ir quando mais novo. Lá é um ambiente tranqüilo e familiar, sabia que iria gostar.
Sentamos de frente para o mar e logo vieram trazer o cardápio.
- Vou querer um capuccino. – Falei antes mesmo de recebê-lo, Demi deu uma olhada e pediu uma salada de frutas com leite condensado.
- O mar hoje está calmo. – Disse vidrada nas ondas que se quebravam próximo a areia.
- Costumava vim aqui quando criança com meus pais e irmãos e sempre dizia isso.
- Você não parece ser do tipo familiar.
- Confesso que fui crescendo e mudando, minhas amizades não foi a das melhores, mas pra minha sorte essa mudança continua constante e graças a uma pessoa é pra melhor.
- Que bom então. Fico feliz por você.
- Sei que fica. – Ela continuou a comer sua salada e comecei a observar, não conseguia compreender como conseguia ser tão linda, havia uma força maior que me prendia a ela, como se para me abastecer ela fosse minha fonte. – Demi obrigado por ter me perdoado, mesmo sem merecer você foi muito gentil comigo e também por ter aceitado meu convite.
- Não precisa agradecer Joe, confesso que fiquei triste, magoada, mas são águas passadas, não sou de guardar rancor isso não faz bem a ninguém.
- Sei melhor que ninguém que isso é verdade. Mas me diz Demi você me perdoou mas porque aceitou vir comigo?
Ela continuou comendo como se tivesse ignorado minha pergunta.
- Acredito em você. Sei que quer ser diferente. Desde quando te vi pela primeira vez.
- Você passou a acreditar em mim, antes mesmo de eu acreditar. Você me trouxe esperança Demi e serei eternamente grato.
- Você fala como se fosse embora pra nunca mais voltar.
- Jamais faria isso, nem se você quisesse, não tenho forças pra ficar longe de você.
- Por favor Joe, não comece.
- Perdão Demi, só que você se tornou meu porto seguro, meu motivo de mudança, motivo pra continuar a viver de uma forma diferente, melhor pra mim mesmo. Você me faz tão bem...
Tirei uma mexa de seu cabelo colocando atrás da orelha, toquei sua pele, tão macia, quente, suas bochechas estavam rosadas a deixando mais linda, como se fosse possível, tocar seu rosto me pareceu a melhor de todas as aventuras, fazia carinho sem conseguir tirar os olhos de tamanha beleza que se encontrava em minha frente, ela apenas fechou os olhos, parecendo aproveitar o momento, sentia que como eu estava gostando daquela proximidade, seus pêlos estavam arrepiados e nossa respiração estava pesada se misturando uma na outra.
Levantei seu queixo, olhando no mais profundo de seus olhos e aos poucos fui me aproximando, ela não recuou, foi o que precisei pra sentir seus lábios tão doce nos meus, senti meu estômago arder, minhas pernas ficaram fracas, quando senti sua língua, tive total certeza, de que não havia nada mais certo do que aquilo, naquele momento, era o melhor beijo da minha vida, senti amor, paixão, doçura, ingenuidade, Demi finalmente era minha e sempre seria.De repente, eu sabia que nunca havia sentido algo tão forte por outra pessoa como acontecia  naquele momento.
- Amo você Demi Lovato!
Ela sorriu entre o beijo:
-Amo você Joe Jonas.

Me senti o homem mais feliz do mundo, Aquelas poucas palavras mudaram toda minha vida, minha essência, nunca imaginei que chegaria a ser um bobo apaixonado, mas sim me tornei um, e essa é a melhor sensação que existe, a de amar e saber que é amado.

10 de julho de 2014


Pessoal temos uma nova leitora brunna gabriela gostaria d pedir p q vcs dessem uma olhada em seu blog q é divoo, digno d uma lovatic <3







Cap 05


Cheguei ao hospital já sem fôlego, perguntei a primeira enfermeira que vi sobre Demi.
- Posso saber o que é dela?
- Sou namorado.
- Assim, tudo bem. Ela já está melhor tomou os medicamentos que não havia tomado hoje, tiramos sangue pra fazer alguns exames, mas não se preocupe que ela já está fora de riscos, foi só mais um dos grandes sustos. – Me deu um sorriso acolhedor.
- Me diga, por favor, o que a Demi tem?
Ela me olhou espantada, como se a pergunta que tivesse feito fosse o fim do mundo.
- Você não sabe o que sua namorada tem?
- Também acho estranho então pode me dizer?
- Sr., Demi é autista.
Todo o mundo parou e sua voz ficou ecoando em minha mente. Demi é doente? A enfermeira se assustou com meu estado e veio falar comigo, mas apenas me afastei saindo do hospital procurando ar.
Me senti um inútil idiota, enganado. Minhas pernas estavam bambas, não conseguia acreditar que a única garota que me fez começar a ver as coisas diferentes não é normal. Sentia ódio dela e de todos que diziam ser meus amigos porque me enganaram. Minha vontade era de jogar todo esse sentimento na cara dela, por ser uma falsa, com aquele olhar ingênuo, mas que é como as outras, na verdade pior, Jehn com certeza é mais mulher que Demi. Olhei com convicção para o céu e decidi que era isso que faria.
Voltei com passos largos e duros para dentro do hospital, perguntei pra recepcionista o número do quarto e fui em direção ao quarto. Ao me aproximar da porta Kevin aparece me puxando para trás.
- O que está fazendo aqui? – Perguntou quase que num sussurro.
- Me solta! – Gritei. – Vou falar com aquela hipócrita agora!
- Pare de gritar. De quem você está falando?
- Da Demi, e de você também, de todos vocês que mentiram pra mim.
- Joe pode ser mais claro?
- Vocês esconderam de mim sobre a doença de Demi.
- Você não sabia? Deixa de ser idiota, só de olhar pra ela se percebe.
- Ela pra mim parece ser bem normal. – Disse exaltado, mas sem gritar como antes.
- Todos sabem, vai me dizer que você é a única pessoa da face de terra que não sabia? Deixe de se fazer de vítima, porque ela precisa de alguém que a ajude e apóie, ou você acha que é fácil lhe dar com essa doença?
- Mas como nunca percebi?
- Você é um burro, idiota que só olha pro seu próprio umbigo, se preocupar com os outros não está na sua lista de prioridades.
- Porque então ainda fala comigo?
- Porque por ser seu amigo irmão não desisto de você.
O olhei bem e vi que estava sendo sincero, o conheço muito bem.
- Preciso falar com ela! – Abri a porta entrando não dando oportunidade de me impedir.
A sala até que era grande, confortável e arejada. Demi estava deitada na maca, por um instante até pensei que estivesse dormindo, mas logo que percebeu a presença de alguém virou-se para a porta, estava tão pálida, com olheiras fundas e fraca, mas mesmo assim me acolheu com um sorriso.
- Não imaginei que viesse..- Disse com a voz falha.
Naquele momento me deu uma vontade tão grande de correr para os seus braços e lhe dar todo carinho e atenção, de cuidar dela, lhe dar muitos beijos, mas não era isso que deveria acontecer.
- Porque você não me falou ?
Ela me olhou sem entender, mas aos poucos parece que tudo foi ficando mais claro, pois sua feição foi mudando.
- É claro... está explicado porque você ficou tanto tempo comigo, se soubesse nem teria se dado o trabalho de saber meu nome. Me desculpe por ter sido uma perca de tempo pra você.
- A questão não é essa, não tenho preconceito ou seja lá o que está pensando, só podia ter me avisado, eu acreditei em você, vi em você uma luz que nunca vi em lugar algum, mas agora te vendo, você perdeu todo seu brilho.
- Você queria que eu dissesse: cuidado sou doente não se aproxime de mim!? Ta na cara que eu não sou como as outras garotas... olha pra mim!
- Eu estou vendo Demi, quem tem problema aqui não sou eu! Quer saber a verdade, cansei... cansei de tudo e de todos, cansei de você... você nunca me daria o que eu preciso mesmo.
Demi ficou paralisada me olhando assustada, como se estivesse sendo difícil absorver tudo o que tinha dito, mas não estava mais aguentando guardar tudo isso só pra mim, confesso ser um pouco explosivo.
Como não disse mais nada e eu também não tinha nada a dizer dei as costas batendo a porta.
- O que você fez Joe?
- Me deixa Kevin!
Sai daquele hospital o mais rápido que pude, praticamente correndo.
Cheguei em casa me jogando no sofá, minha cabeça explodia, então me lembrei do que Kevin disse sobre minha lista de prioridades e logo depois o que Demi disse:
“A partir do momento em que você investe tempo, energia e dinheiro com algo, ele se torna importante pra você. É difícil se importar com algo em que não se investiu.”
O sorriso dela veio em minha mente, como conseguia ser tão linda, e nunca demonstrou ter algum problema, mas sim mostrou ser saudável.
Peguei o notebook e fui pesquisar sobre Autismo que confesso saber muito pouco, praticamente nada resumindo.
Lendo os sites que encontrava me dava um aperto no coração, pois pude relacionar tudo a ela: Ler sempre os mesmos livros, não conseguir olhar nos olhos, déficits de atenção, resistência ao contato físico, fixação por movimentos, mudanças de humor repentinos. Realmente sempre esteve na minha cara mas nunca percebi. Sou um idiota, concordo com todos.
Naquele momento percebi que pela primeira vez na vida estava realmente me preocupando com alguém que não fosse eu, investiria em Demi e iria curá-la, mas me sentia tão perdido por não saber por onde começar....

Estava em frente a porta de mármore já impaciente, havia tocado a campainha três vezes, mas não podia dar meia volta, talvez a solução para Demi estivesse dentro desta casa que me parece ser bem aconchegante. Toco mais uma vez, prometendo a mim mesmo ser a última, então começo a ouvir passos rápidos vindo em minha direção.
-Desculpa eu estava no ban... Sr. Jonas? – Sr. Brehn me olhou espantado.
-Desculpe incomodar mas será que podemos conversar?
Ele me olhou com ar duvidoso, me dando espaço para entrar.
-Deseja comer ou tomar alguma coisa?
- Não, estou bem assim, obrigado. – Disse o acompanhando até o fundo da casa, onde se encontrava uma mesinha com quatro cadeiras de ferro bem trabalhadas, no meio do quintal gramado.
- Não costumo receber visitas de alunos, ainda mais de alunos como você, e já digo de antemão que aqui não sou professor por isso não tiro dúvidas, mas vindo de você duvido que tem algo haver com estudos.
Nos sentamos de frente um para o outro, não sabia muito bem por onde começar:
- Bem ... Sr., eu gostaria de saber qual é a cura para o autismo.
Ele me encarou bem, um pouco intrigado com minha pergunta:
- Sei que não tenho nada haver com sua vida, mas posso perguntar o motivo para tal pergunta?
- É algo muito pessoal Sr. Brehn, gostaria que não se importasse se não o responder.
Ele hesitou por um tempo e simplesmente falou:
- Não há cura. Infelizmente. – Disse abaixando o olhar.
Ok, aquela resposta foi um baque pra mim, o que iria fazer agora? Ficamos os dois em silêncio por um bom tempo:
-Mas deve haver alguma coisa que se possa fazer... Precisa ter...
- Olha Joe, pode ter plena certeza que se tivesse eu saberia. Mas a única forma tratamento atrás de tratamento, a pessoa se tiver sorte pode melhorar aos poucos, mas curada ela não fica.
Abaixei a cabeça passando as mãos pelo rosto como que tentando tirar aquela sensação de mim, literalmente estava sem saber o que fazer.
- Por favor Sr., preciso fazer alguma coisa, não posso ficar parado.
- Sr Jonas, você quer me dizer o que está acontecendo? – Me deu um olhar encorajador.
- Eu me apaixonei, essa é a verdade. Neste mundo imenso existe uma única mulher que foi capaz de me provar que há um coração dentro de mim, mas eu estraguei tudo.
- E o que autismo tem haver com isso?
- Ela é autista.
Ele pareceu desconfortável com aquela revelação, fechou as mãos em frente a boca erguendo a enorme sobrancelha ( os pêlos que não tem na cabeça, tem de sobra pelo resto do corpo) :
- Sr. Jonas, não é por nada, acredito que essa moça deve ser encantadora, mas... o conhecendo da forma que conheço e junto com todo o conhecimento que tenho sobre a doença, você não faria bem a ela, um autista precisa de cuidados e atenção.
- Eu sei e estou disposto a tudo por ela, ninguém acredita que sou capaz, mas ela sim, sempre apostou em mim e não vou decepcioná-la.
- Me surpreendo com sua atitude, mas tome cuidado, digo isso porque tenho um membro da família autista, a acompanhei desde quando a doença foi descoberta, quando tinha apenas dois anos, é muito delicado e acredite passamos por altos e baixos.
- Sinto muito Sr, não sabia. Mas me diga, o que posso fazer?
- Não há nada a fazer.
- Me perdoe mas se o senhor já perdeu sua energia e desistiu eu digo que estou cheio dela e vou lutar com ou sem sua ajuda.
Me levantei entrando dentro da casa para poder ir embora, mas ao passar pela sala principal me deparo com um porta retrato de Demi, então tudo pareceu se ligar.
- Demi é sua filha? – Ele me olhou surpreso com certeza não imaginava que a conhecesse.
- Você estava falando de Demi? – Ficamos os dois parados tentando absorver tudo o que estava acontecendo. – Na verdade é minha afilhada, mas para mim é como minha filha, por isso Joe esqueci, deixe Demi em paz.
- Isso jamais, mas se quiser recuperar as forças e vim lutar ao meu lado por ela, estarei aqui.
Eu mesmo abri a porta e sai indo em direção a biblioteca da faculdade. Ao entrar me senti perdido no meio de tantos livros, nunca estive aqui na verdade. Perguntei onde ficavam os livro de medicina para a recepcionista.

Subi uma escada no final do corredor que me levou a uma sala imensa com enormes prateleiras cheias de livros, então comecei minha busca desenfreada pelo que procurava.


Continua....

Desculpem pela demora mais minha net deu problema d novo se por acaso isso voltar a acontecer vcs ja sabem o motivo... Cont acompanhando e comentando muitooooo kk bjokas

Respondendo os Comentários:

diana - Demi realmente deu um susto em tds, mas agr vc já sabe o q ela tem kk// 
Mirely Bonfim - Obg, é mt bom saber q está gostando ;)
Fabiola Barboza - Obgadinhuu... cont acompanhando !!
Tatiane Luiza - Agr q vc descobriu o q Demi tem cont lendo, espero q goste do desfecho #
Stephane Gabrielle - Demi realmente estava estranha, vms ver agr o q Joe vai fazer né k
brunna gabriela - Q bom q vc está por dentro do nosso blog, cont atenta q ainda há mts histórias pr serem postadas \o/\o/

2 de julho de 2014




CAP 04


Conversava com Taylor logo depois de mais uma prova, ele é um cara legal, não é mulherengo como eu, mas é divertido, gosta de uma bagunça e ainda consegue ser responsável. Pode-se dizer que da sala é meu único amigo se precisasse de ajuda é a ele que pediria, mesmo tendo um papo estranho de que espera a mulher certa, alguém que ele realmente se interesse. Quando o último aluno saiu da sala o sr.Brenh veio nos encontrar com as provas nas mãos.
- Não foi ao café Sr. Jonas.
- Sabe muito da minha vida não é mesmo Sr. – Ri sarcasticamente. – Não sabia que a sua pudesse ser tão desinteressante assim.
- Se fosse o Sr. Tomaria cuidado com as brincadeiras, não se esqueça que sou eu que irei corrigir sua prova. – Me devolveu o sorriso e saiu.
Taylor começou a rir, e não encontrei nenhum motivo para tanta risada.
-O que foi? Qual é a graça?
- Você já viu a filha dele? É uma gata. Seria incrível se um dia ele se tornasse seu sogro.
- Você está louco! – Como estávamos sentados no degrau da escada bati na madeira o fazendo rir mais. – Isso jamais. Não vejo à hora de terminar esse período pra não precisar mais ver aquela careca.
Olhei para frente onde se encontrava uma sacada enorme e pude ver Demi indo em direção ao mesmo banco de sempre.
- Olha só preciso ir, não posso deixar o costume tenho que tomar meu café, Melissa deve estar sentindo minha falta.
- Ela e o restante da faculdade né.
Desci as escadas rindo, muitas garotas passaram a frequentar o café depois que descobriram minha rotina, o bom é que agora nem preciso de tanto trabalho já que elas vêem ate mim.
Quando cheguei em frente ao café vi meu anjo sentada folheando seu livro, dessa vez estava com uma saia longa até os pés, uma sandália de salto plataforma e uma blusa de manga ate o pulso um pouco transparente azul, amo observá-la. Fui chegando lentamente para não assustá-la.
- Bom dia Demi! – Ela me recebeu com um sorriso e instantaneamente dei outro com a mesma grandeza, não pude evitar. – Não cansa de ver o mesmo livro todos os dias no mesmo horário e lugar?
- Como sabe? Anda me observando? – Deu um sorriso que pra mim foi sexy.
- Na verdade sim. – Falei simplesmente a fazendo rir. – Porque não tira os olhos desse livro e olha pra mim? – sentei ao seu lado.
Ela de repente ficou nervosa, tentou não demonstrar, mas percebi. Ela se silenciou, sua respiração ficou pesada e aos poucos foi se virando até que pela primeira vez seus olhos encontraram os meus, rapidamente ela desviou para o lado, foi tão rápido, mas não consigo explicar o que senti no momento é como se um desfibrilador tivesse com carga máxima em meu coração, que estava gritando estridente dentro do peito e chegaria a acreditar que ela o estava escutando.
Ficamos em silêncio por um instante, não sabia em que estava pensando ou se havia sentido o mesmo que eu, a olhando de perfil pude ver que estava se acalmando diferente de mim que quanto mais a olhava mais a desejava. Demi então se virou para mim e deu um belo sorriso.
- Está contente agora? Estou olhando pra você.
Estava nervoso, isso é tão estranho então apenas sorri um pouco sem graça, foi quando notei quase saindo de sua bolsa um pequeno livro de poesias.
- Gosta de poesias? – Seguiu meu olhar, tirou o livro e me entregou.
- Gosto de Fernando Pessoa.
- Detesto poesia. São muito melodramáticos e pregam algo falso.
- Os poetas pregam a vida, ela é falsa? – Não respondi, sei que não iria adiantar discutir. – Há poemas que nos remetem a descobrir e sentir coisas que estão dentro de nós que nos recusamos a aceitar, existe o mistério, sarcasmo, a paixão, nos faz ser mais humanos e pensar que se não aceitamos viver tal sentimento a outra pessoa possa vive-lo intensamente... – Demi falava com amor como se realmente sentisse tudo isso, porem parecia que o que estava dizendo era pra mim, pois nesse momento me lembrei das garotas com quem costumava passar as noites, lembrei-me de Miley – Você não pode sentir isso porque não sabe o que é amar...  Nunca amou uma mulher, seus amigos, seus momentos e sua vida, se o tivesse feito daria valor ao que tem. Tem pessoas que nascem com sorte e não sabem como desfrutar dela. Lembre-se Joe quem não luta por alguma coisa, cai por qualquer coisa.
Aquela última frase ficou martelando em minha mente, não entendi muito bem o que ela quis dizer mais um dia eu acabo descobrindo... espero. O relógio da faculdade deu doze badaladas, foi o prazo para o pátio encher de alunos.
- Aceita ser minha companhia para o almoço?
Demi pensou um tempo longo demais pra mim, mas deu um sorriso e acenou com a cabeça que sim.
Fomos a um restaurante um pouco distante da faculdade, no caminho enquanto dirigia tentava puxar assunto, algo sem sucessão, então decidi ligar a radio começou a tocar Coldplay, Paradise. Demi começou a fazer som seguindo a melodia da musica, fechava os olhos e parecia viajar, estava tão linda e singela, que me esqueci por um instante que precisava olhar para frente.
- Gosta dessa música? – Uma pergunta idiota eu sei, principalmente porque estava na cara a resposta, mas tudo pra podermos ter uma conversa.
- Sim. Sinto como se fosse feita pra mim.
- Legal se identificar com uma música. - Demi então começou a cantar baixo, mas pude notar como tem uma voz linda.
-Uau! Alem de tudo você canta muito bem.
Riu sem graça.
- A música me ajudou muito, me sinto bem com ela.
- Ajudou em relação a que? – perguntei dividindo meu olhar entre ela e a estrada.
A garota ficou em silencio observando suas mãos e nada falou, percebi um olhar triste, pelo visto deve ser algo que afetou sua infância, então não quis insistir. Estacionei o carro, desci de pressa e abri pra que ela saísse.
-Obrigada Sr. Jonas. – No momento me lembrei do professor Brenh, mas não há como comparar essa voz doce e aveludada com uma voz grossa e cascuda. Dei o braço para que pudéssemos entrar juntos, ela apenas ria de minhas atitudes acho que estava conquistando.
O almoço foi muito agradável, Demi é uma ótima companhia, apesar de falar pouco estava atenta ao que dizia e sempre ria de minhas piadas sem graça.
Estávamos comendo comida italiana, ou seja, macarronada. Enrolava os espaguetes cheios de queijo no garfo e os colocava na boca, parecia ser o mais gostoso de todos que já comi.
- Quero que você me diga algo que gosta muito. – A essa altura estávamos fazendo um jogo e sem precisar pensar respondeu.
- Música. E você?
- Mulheres. – Demi soltou uma gargalhada. – Qual é vocês são as criações mais perfeitas de Deus.
-Não sei se levo como elogio ou não.
- Leve. – Me divertia muito ao seu lado. – O que é mais importante pra você?
- Minha família e minhas amigas, que são minhas irmãs. Responde você agora.
- Bem... – Pensei um pouco, mas me senti estranho quando não soube o que responder. – Não sei.... confesso que não sei. Amo minha família, meus amigos, a faculdade é legal mas...
- Mas... Você não se dedica a nada.
- Como assim?
- A partir do momento em que você investe tempo, energia e dinheiro com algo, ele se torna importante pra você. É difícil se importar com algo em que não se investiu.
- Você deve achar que sou um desalmado.
- Não o pior é que não - deu um sorriso de lado. – Acredito nas pessoas e pra você ficar comigo deve ter um bom coração.
- Você tem um bom coração. – Ri sarcasticamente.
Demi olhou para o relógio assustada:
- Joe você pode me levar? Minha prova começa daqui vinte minutos.
- Odeio seu relógio. – Demi começou a rir e como dizer não a esse sorriso? – Tudo bem né. Garçom a conta, por favor.
Chegamos na faculdade e já praticamente em frente sua sala parei em sua frente e percebi sua respiração pesar , peguei suas mãos que estavam suando frio.
- Podemos nos encontrar depois da prova? Prometo fazer você ter a melhor tarde de todas.
- Porque você gasta tanto tempo comigo?
- Gosto da sua companhia. – Disse a olhando de cima a baixo. - E aí?
- Tudo bem, pode ser legal.
- Ótimo. – Um sorriso se formou em meus lábios. – Nos encontramos aqui. Boa prova. – Me deu um sorriso em forma de agradecimento e entrou na sala.
Saí mais feliz que o normal, a questão é que estou esperançoso em conseguir algo a mais com Demi essa noite, acredito que já está caidinha por mim e confesso que já não estou mais aguentando e que de hoje não passa.
Passei a tarde toda planejando meu resto de dia e noite com minha gata. Vou levá-la no bosque onde tem um parque, irei tentar ser o mais fofo e romântico possível, até comprei uma rosa pra ela, ensaiei uma música e irei cantar, depois vou falar que sou um ótimo cozinheiro e vou chamá-la pra comer em casa, já liguei no restaurante e encomendei a comida, Demi não precisa saber, e depois com o clima tudo vai acontecer. Hoje a noite promete.
Tomei meu banho, me perfumei e fui pra porta da sala de aula, não demorou muito ela saiu.
- E aí como foi? – Perguntei.
- Espero que bem, tive um branco em uma das questões... foi terrível.
- Fique calma. Se eu tivesse branco só em uma. – Demi riu de meu comentário. – Vamos?
- Onde pretende me levar?
- Surpresa. Gosta de surpresas? – Balançou a cabeça negativamente. – Ótimo. – Coloquei meu braço atrás de seu pescoço e a levei ate o carro.
Dentro do carro estávamos em silencio, apenas o cd tocava com musicas da Rihana, não quis forçar nada por isso me concentrei na estrada. Estacionei o carro e rapidamente desci para abrir a porta.
- Obrigada Sr. Jonas.
- Por favor, não me chame assim, Joe, prefiro. – Deixe só para o Sr. Brehr. 
- O bosque? – perguntou. Não sei se havia gostado da surpresa ou se achou meio patético da minha parte.
- Por quê? Não gostou?
- Não, não é isso. Venho aqui todo final de semana com minhas amigas e seus irmãos.
- Inacreditável. Eles passeavam com garotas novas e nunca me chamaram.
- Eles disseram que tinham um irmão, só que ele, no caso você, era meio desvirtuado no mundo e que sua diversão era diferente.
- Claro que não. Iria gostar de conhecer vocês, iríamos nos divertir muito. – Estava irado, enquanto Demi ria. – Como consegui rir de tudo?
- Nossa vida é baseada em nossas escolhas, eu escolho rir, mas esquece isso, não estamos aqui agora? Basta você provar quem esta com a razão, você ou eles.
- Vou te provar. E o que você vai querer? Pipoca ou algodão doce?
- Pipoca de sal.
- Prefiro de doce. – Fomos ate o pipoqueiro que estava vestido de palhaço, qual é a dele em? – Uma de sal e outra de doce, por favor.
Nos sentamos em um dos bancos do bosque em frente ao lago principal que jorrava água para cima, já estava quase escurecendo, o céu estava em seus tons de rosa para alaranjado, esbanjando todo seu charme.
- Tenho uma coisa pra você. – Parece que dizendo isso a despertei de um sono profundo, pois parecia ter viajado. – Feche os olhos. – Me olhou meio desconfiada, porem os fechou. Peguei a rosa que havia colocado em baixo do banco e tentei fazer a minha cara mais fofa. – Pode abrir.
Demi no mesmo instante abriu o maior de todos os sorrisos que já vi em seus lábios. Ela estava linda, radiante.
- Obrigada Joe. Ninguém nunca me deu uma flor antes, tirando meus pais.
- Ta brincando né? – Perguntei em gozação, mas percebi que havia falado sério. Mas como uma garota tão linda nunca recebera flores de alguém? – Você é tão linda. – Demi corou e começou olhar para os dedos. – Não foi minha intenção te deixar sem graça.
- Não tudo bem. Sou uma boba mesmo. – Ela fechou os olhos e os abriu repetidas vezes como se estivesse tentando se concentrar ou equilibrar.
-Está tudo bem? Parece estranha.
- Não, só fiquei meio zonza, mas já passou. Tem como você me levar pra casa?
- Mas já? Vamos ficar mais um pouco, quer uma água de coco? Talvez se sinta melhor. – Acenou que sim, então me levantei e fui comprar, não vou perder Demi agora, meu plano não pode dar errado. – Aqui está. – Entreguei.
- Obrigada. Mas é sério preciso ir embora. – Se levantou dando alguns passos lentos esperando que a acompanhasse.
- Espera Demi. – Entrei em seu caminho. – Quero te convidar pra jantar comigo, melhor ainda, eu cozinho pra você.
- Obrigada, mas é melhor não. – Ela começou a balançar a cabeça um pouco impaciente, estava estranha.
- Vamos vai ser legal...
- Que droga Joe, sai da minha frente, me deixa em paz! – Demi gritou comigo no meio do bosque, sua voz perdeu toda a doçura, sua feição perdeu os traços finos e delicados, ela estava tremendo, com os olhos estranhos, a mão dura. Ela então, simplesmente saiu me deixando sem resposta.
O que não esperava era Miley aparecer.
-O que você fez com ela? – Percebi que estava furiosa.
- Nada essa sua amiga é louca sabia? Não é normal, é de se notar. - Depois que disse isso pude ver lágrimas se formar nos olhos de Miley e senti o peso dessas palavras pra ela na minha cara. – Porque você me bateu, de novo?
- Você é um idiota Joe!
Selena apareceu assustada com meus irmãos e Dani logo atrás.
- O que está acontecendo aqui? – Sel perguntou.
- Suas amigas são loucas. É isso. – Agora eu estava furioso.
- Demi! – Dani grita e saiu correndo.
Me viro pra ver o que aconteceu e só consigo ver pessoas e mais pessoas se amontoando em um mesmo lugar. Todos seguiram Dani e nos enfiamos no meio da roda. Demi estava caída no chão, desacordada. Rapidamente me jogo no chão pra poder pega-la porem Miley me detem:
- Sai de perto dela. A culpa é sua por ela estar assim.
- Minha? Pode me explicar o que foi que fiz? – Perguntei sem entender.
- Liguem pra ambulância rápido! – Selena gritava aos prantos.
- Sel, Demi tomou o remédio? – Kevin perguntou aflito.
- Que remédio? – Perguntei. Simplesmente não estava entendendo nada.
- Não sei. Demi passou o dia todo fora. – Selena se agarrou a Nick chorando desesperada. – Se acontecer alguma coisa com ela não vou me perdoar.
- É claro que ela não tomou, Joe só queria sabe lá o que com ela... E nem se importou com sua saúde. – Miley gritava comigo como se eu tivesse culpa do que estava acontecendo.
A ambulância apareceu levando meu anjo pra longe de mim, só Sel e Miley foram lá dentro com ela. Kevin olhou pra mim e me alertou:
- Acho melhor você não ir, chega de problemas Joe. Está na hora de crescer. Qualquer coisa te avisamos.
As pessoas foram se afastando assustadas, mas logo voltaram a fazer suas atividades como se nada tivesse acontecido, diferente de mim, que estava com o coração apertado, não sabia o que estava acontecendo e não sabia o que fazer. Me sentei no banco e fiquei observando um casal de patos no lago. O pato parecia ser mais cavalheiro e decidido que eu.
- Oi meu amor! – Me assusto com a voz ao meu lado, não havia percebido a aproximação de alguém. – Finalmente te encontrei. – Jenh se aproximou me dando um selinho. – Tem algum programa hoje a noite?
- Desculpa Jenh mas não to a fim.
- Não esta agora, mas espera pra ver o que te aguarda. – Passou a mão em minha coxa perto do quadril, roçando o nariz atrás de minha orelha me fazendo arrepiar. A uma provocação dessa não tem como não se entregar.
Agilmente joguei-a em meu colo e lhe dei um beijo de calor, violento, apressado, como se desejássemos consumir um ao outro. Quando o ar foi acabando nos separamos.
- Com essa energia pra quem não está afim, podemos ter uma noite e tanto. Mas me diz o que te deixou chateado.
Neste momento me lembrei de Demi, por alguns segundos havia me esquecido.
- Estou indeciso sobre o que fazer, em relação a algo.
- Como assim? Pode ser mais claro?
- Quero fazer algo, mas Kevin proibiu. Talvez ele esteja certo, mas é como se meu coração quisesse falar mais alto que a razão.
- Você nunca foi um homem de razão Joe. Porque justo agora vai querer ser quem não é? Não sei do que se trata mas vai atrás do que tanto deseja.
A olhei sem acreditar no que havia escutado, logo ela me dando conselhos e me surpreendi com o que disse.
- Você tem razão. – Me levantei.
- Mas seja o que for que deve fazer deixe pra amanha porque hoje você é meu. – Me abraçou colocando uma de suas pernas entre as minhas. Me afastei dela o mais rápido possível.
-Preciso ir e... Obrigado.

Sai sem dar explicações.



Respondendo aos Comentários


Tatiane Luiza - Q bom q vc está adorando estou mt ^-^ obgduu
diana - Vdd Miley n merecia passar por isso, cont acompanhando flor kk bjuss
Stephane Gabrielle -  Td bem, é só n nos abandonar please... obg por cont lendo e comentando bjokas



Mais uma vez agradeço a tds q leem a mini, continuem lendo pq já está acabando cm disse terão poucos cap, comentem muitooo !!!! ;)