17 de dezembro de 2014

A Sobrinha – Cap. 5


Desculpa pela demora... Se eu contar o que aconteceu vocês vão ficar com raiva de mim.... Eu simplesmente esqueci de postar, estava tão vidrada nas férias... kkkk Desculpa galera!!!
Vamos lá!


Acordei no dia seguinte com o despertador. Me arrumei rapidamente como todos os dias, fui até o quarto de Demi e percebi que ela já havia saído á muito tempo.

 

_Bom dia.

_Bom dia._ as duas secretarias responderam ao mesmo tempo.

Entrei em minha sala e comecei a arrumar algumas papeladas que estavam bagunçadas. Depois de umas duas horas Davis chegou, entrou em sua sala, fez algumas coisas que não me importava e depois veio a minha, nem bateu na porta apenas entrou.

_ Olá Joseph.

_Não tem nada pra fazer?_ perguntei ainda entretido na papelada.

_Por enquanto não. Algumas coisas vão chegar daqui algumas horas pra mim. Terminei a maioria ontem.

_Ok. Por isso chegou bem tarde hoje._ falei ainda sem olhar pra ele. Sentou-se em minha mesa e ficou me olhando.

_Como está sua vida agora que sua sobrinha está com você?_ Olhei pra ele soltando todo ar, estava um pouco cansado.

_Bem legal, nós sempre vivemos juntos, estava até com saudade._ Ri comigo mesmo.

_Você gosta mesmo dela né._ o olhei e meu sorriso sumiu.

_Claro, ela é minha sobrinha.

_Eu sei, mas você falou pra ela morar na sua casa como não faria com mais ninguém, ainda por cima ela tem um filho... Duvido que você fosse abrigar uma irmã sua._ Abri a boca pra falar, mas nada saiu. Pensei.

_ É diferente, sempre fui o mais novo de minhas irmãs, Demi sempre foi à pessoa em que eu cuidava e eu sinto que eu preciso proteger ela._Levantei de minha cadeira e fechei as cortinas, sei que ninguém poderia nos ouvir, mas eu odiava ver as secretarias nos olhando. Me sentei ao lado de Davis.

_Talvez eu não consiga entender por ser filho único e não ter prima mulher.

_É._ Concordei.

_E como está lidando com um bebê?_ O olhei e ele riu.

_É bem cansativo. Cara, Kyle é muito fofo, mas chora demais.

_Como todo bebê.

_É eu sei só que o problema não sou eu, é Demi, ela está levando-o pra faculdade, ainda não achou babá e está procurando emprego.

_Ela está procurando emprego?_ perguntou passando os dedos no queixo pensativo.

_É._ falei com a voz de óbvio.

_Estão empregando mulheres aqui neste PUB._ falou apontando o dedo pra janela. É o PUB onde Evangeline trabalha.

_Não, não... Este PUB é completamente pra homens. Não quero vê-la aí.

_Cara, pensa bem, pelo menos você pode ficar de olho nela mais frequentemente, é bem aqui de frente._ Parei um pouco pra pensar, andei até a janela e fiquei olhando o lugar._ E muitas mulheres trabalham aí, por que você acha que todos os homens iriam dar em cima somente dela.

_Não acho que eles vão dar em cima somente dela, mas... É por que você ainda não a conhece.

_Uai. Depois do almoço vamos vê-la, conversar sobre o emprego e eu aproveito pra conhecê-la, conheço muita gente daquele PUB e se ela quiser pode ter certeza que ela já tem um emprego.

_Ok._ falei ainda pensativo. Ela precisava trabalhar e talvez o PUB pagasse bem.

 

Eram três da tarde quando eu e Davis resolvemos ir pra casa conversar com Demi, entrei em casa e vi o cercadinho na sala, percebi que Davis também levou os olhos pra lá.

_ Demi._ chamei, mas nada. Subimos as escadas, olhei em seu quarto e nada._ Acho que ela não está aqui._ Então ouvi um choro.

_Está lá no terraço._ Davis falou. Subimos as escadas e entramos no salão de vidro e de lá deu pra ver Demi em frente à piscina balançando o carrinho de Kyle, só que o problema era que ela estava de biquíni, péssima hora pra levar Davis pra vê-la.

_Uou._ Davis deixou escapar. Continuamos andando até Demi nos ver.

_Oi._ falou um pouco nervosa e pegou seu roupão rapidamente.

_Não precisa gatinha, não está nos incomodando._ Demi riu sem graça e eu olhei pra Davis de cara feia._ É brincadeira. Sou amigo de Joe. Davis._ falou estendendo a mão e Demi a segurou sorrindo.

_Já ouvi falar sobre você. Sou Demi, sobri...

_Também já ouvi falar muito sobre você.

_Ah!_ Demi soltou sua mão sem graça.

_Ok agora você conhece o babaca que Davis é._ falei ainda sem jeito de ver o corpão de Demi somente de biquíni, aquela sena não saía de minha mente. Davis me deu um soco no braço.

_Então este é o Kyle que Joe não para de falar._ falou olhando o bebê. Eu não falava muito de Kyle pra ele. Olhei pra Demi e fiz sinal de que ele era doido._ Posso pegá-lo?_ eu e Demi o olhamos, mas eu o olhei completamente espantado. Davis querendo pegar um bebê?

_Claro._ Demi falou. Davis pegou Kyle rápido, pratico e muito bem, o bebê nem chorou. Onde Davis havia aprendido?

_Ele é muito fofo mesmo. Vou ter que vir mais dias só pra vê-lo._ Demi riu. Davis estava tentando impressioná-la.

_ Ok, vamos direto ao ponto, temos que voltar pra empresa._ falei tirando Kyle de seu colo e tentando ajeitá-lo no meu, mas só consegui com a ajuda de Demi. Os dois riram de minha cara.

_Direto ao ponto?_ Demi olhou pra nós dois com o cenho franzido.

_É. Bom, fiquei sabendo que você está querendo um emprego...

_Sim, estou querendo muito._ Demi se interessou e até se sentou na cadeira debaixo do grande guarda-sol, assim eu e Davis a seguimos.

_Estão empregando mulheres no PUB na frente da empresa onde eu e Joseph trabalhamos, eles pagam bem, mas acho que a carga horária vai ocupar muito de seu tempo, mas se você quiser conheço pessoas lá dentro.

_Não importa a carga horária, preciso trabalhar, sendo que não me atrapalhe na faculdade.

_Posso conversar lá com eles.

_Nossa, você é um anjo que apareceu na hora certa, daqui duas horas vou ter uma entrevista com uma babá e só faltava o emprego. Quero muito, se você puder me ajudar._ Olhei pra Demi e levantei uma sobrancelha, eles já estavam tão íntimos assim ao ponto de chamar de anjo?

_Então ta. Que dia quer ir falar com eles, posso marcar uma entrevista.

_Amanhã mesmo a tarde._ Abriu um sorriso enorme. Ficava linda, viajei um pouco em seu sorriso.

_Ok, vou falar que é urgente._ Percebi que Davis também.

_Bom. Já conversamos, já marcamos, agora é hora de voltar pra empresa._ falei me levantando até perceber que Kyle estava com a boca em meu terno, babando em tudo._ Não Kyle.

_Ah. Desculpa._ Demi o pegou de meu colo e limpou a baba com uma fralda de pano.

_Ta tudo bem._ falei olhando meu terno, depois olhei Demi de cabelo molhado._ Bem que eu queria ficar e aproveitar com vocês, mas...

_Eu também._ Davis riu pra Demi_ Gostei muito de te conhecer._ Falou pegando sua mão, depois a olhou de cima a baixo fazendo algo ferver em meu estomago._ Acho que o uniforme vai ficar ótimo em você._ Demi sorriu. Isso por que ainda não havia visto o uniforme.

_Da pra parar de cantar minha sobrinha e vamos trabalhar._ falei batendo em sua cabeça.

_Ok. Tchau Demi.

_Tchau._ falou rindo._ Foi bom te conhecer também.

 

 

_Acho que agora entendo o porquê de tanta preocupação. Ela é a maior gata._ Davis falava enquanto mexia em alguns papeis e escrevia no notebook, eu estava sentado na poltrona em sua sala ouvindo o que ele falava._ Se você deixasse, já estava lá com ela, e eu simplesmente adorei o filho dela, é fofo mesmo.

_E falando em Kyle, onde aprendeu pegar um bebê tão bem?

_Não sou igual a você meu querido, eu gosto de criança e espero um dia ter um filho.

_Serio?_ Fiquei assustado. Não conhecia aquele lado de Davis.

_É. Só que não consigo ficar só com uma mulher, então não sei se isso um dia irá acontecer.

_Foi o que pensei._ Peguei meu notebook e comecei a mexer em alguns documentos do trabalho.

Depois de horas terminei o trabalho e percebi que teria que viajar para outro estado para resolver o problema com outra filial. Davis já havia ido embora e sua secretaria também. Estava cansado e olhei para Lina, ela parecia bem vidrada no que fazia, abri a porta e olhei pra ela, estava precisando relaxar um pouco.

_Senhorita Bloom._ A chamei e ela me olhou. Levantou-se e veio correndo até minha sala.

_Sim senhor._ Me olhou preocupada._ Vai me passar mais coisas pra fazer? Por que já passou da hora de ir.

_Não, nada disso._ falei chegando perto dela._ Só quero terminar o que começamos no outro dia._ falei segurando sua cintura, ela pareceu um pouco nervosa. Segurou minhas mãos e tirou de sua cintura e passou por mim.

_Acho melhor não._ falou ainda de costas pra mim.

_Como assim?_ Não acreditei que ela estava fugindo de mim._ Por quê?

_Por nada._ Se virou pra mim assustada e eu percebi que tinha coisa ali.

_Já que não é nada..._ me aproximei dela enquanto ela chegava pra trás _ então por que está fugindo? Você queria.

_Mas agora eu não quero. Tem certeza que você quer?_ Ela perguntou e eu parei. Por que daquela pergunta?

_ Como assim? Claro que quero.

_O senhor não quer outro?... Outra?

_O que?_ perguntei nervoso. O que ela estava tentando falar?

_Nada._ saiu correndo até a porta.

_EI._ Gritei e ela parou com a mão tremendo na maçaneta._ Pode me falar o que está acontecendo. Por que está fugindo?_ Ela parou pra pensar e então se virou.

_Vou falar, mas espero que isso não interfira no meu emprego.

_Ta. Desembucha. _ sentei-me à mesa com os braços cruzados.

_Estão comentando que o senhor é... É gay.

_O que?_ me levantei num pulo._ Quem falou isso?

_Não sei quem começou a falar, mas eu comentei com minha amiga que trabalhava pra você e ela me contou que alguém falou isso pra ela.

_Ah claro, e então por que eu seria o maior pegador de MULHERES dessa cidade?

_ÉRR... Me disseram que você esconde quem é pegando todas as mulheres, mas na verdade você e seu amigo Davis tem um lance escondido.

_O que? Davis? E EU?_ Estava pirando, já estava andando de um lado pro outro puxando meu cabelo._ Logo Davis? Isso é uma baita e uma mentira._ Olhei pra ela._ Tem mais alguma coisa?

_Érr._ ela pareceu um pouco nervosa.

_Fala.

_Disseram que o que você tem entre as pernas é bem pequeno.

_Ah fala serio! Não é não, você quer ver?_ Comecei a tirar o cinto.

_Não, não, não quero._ Falou segurando minhas mãos._ Agora, será que posso ir embora?_ Olhei pra ela e arrumei minha calça.

_Pode. Obrigada, isso não irá interferir em seu emprego._ ela abriu a porta._ Ah, e é grande viu, quando quiser ver é só me chamar e não sou gay e não tenho nada com Davis.

_Ok. Tchau senhor Jonas._ e saiu.

Andei de um lado pro outro completamente irado, eu iria descobrir quem inventou essa mentira.

Fui até o PUB e me sentei em uma mesa. Rapidamente uma garçonete sexy apareceu. Pedi uma bebida bem forte. Enquanto bebia fiquei de olho em uma mulher que também parecia tirar suas mágoas em bebida. Fui até sua mesa e me sentei, ela apenas me olhou.

_Olá!

_Olá._ respondeu e percebi um sorriso em sua face.

_Afogando as mágoas?_ ela sorriu.

_É. Acho que sim._ Falou e me olhou._ E você?

_Trabalhando muito._ Ri e pisquei pra ela que sorriu e estendeu a mão.

_Prazer, sou Edna Monteiro.

_Prazer. Sou Jonas._ Apertei sua mão e o sorriso dela sumiu.

_Joseph Jonas?

_Eu mesmo_ Ela puxou sua mão e gaguejou.

_Érr... Acho melhor eu ir, nos vemos outro dia... Quem sabe._ e saiu andando. Me levantei a olhando.

_EU NÃO SOU GAY._ Todos olharam pra mim. Bufei saí dali o mais rápido que pude.

Cheguei em casa completamente transtornado, joguei minhas coisas em cima do sofá e me joguei no outro, passei as mãos no rosto e pelo cabelo.

_Oi. Demorou hoje. Já estou terminando a janta._ Olhei e vi Demi com um pano em cima do ombro, parecia uma dona de casa. Ri. Me sentei e bati a mão no assento ao meu lado. Ela me olhou e depois se sentou.

_ Você não sabe o quanto estou cansado, hoje tive que trabalhar muito. Tudo por culpa de outra filial, e descobri que vou ter que viajar.

_O quê? Pra onde?

_Los Angles, vou ficar de três dias a uma semana por lá._ falei. Estava completamente exausto.

_Vai que dia?_ Ela perguntou, parecia triste.

_Depois de amanhã cedo._ A olhei e segurei em seu queixo que parecia bundinha de bebê, era adorável._ Por que essa cara?_ Ela olhou pra suas mãos.

_É que... Eu não sei... Eu senti a mesma coisa que sentia quando você me deixava no Texas._ Meu coração pulsou forte ao ouvi-la falar assim.

_Ah qual é?_ A segurei colocando no meu colo e a abraçando._ Aqui é minha casa, mesmo que você não quisesse eu iria voltar.

_Eu sei._ falou colocando seu rosto em meu pescoço e seu hálito me fez arrepiar._ Eu só senti isso de novo. Mas ta tudo bem ok. É coisa besta de minha parte._A abracei bem apertado.

_Eu te adoro sabia?

_É. ... Eu também._ A coloquei no sofá e me levantei.

_Vou tomar um banho, preciso descansar.

_Joe._ Ouvi sua voz ao por o pé no primeiro degrau da escada, olhei pra trás, mas Demi não me olhava, continuava de costas._Posso te pedir uma coisa?

_Claro._ Ela se virou no sofá e me olhou.

_Me promete que você não vai dormir com nenhuma garota por lá._ A olhei com o cenho franzido.

_O que?_ Me aproximei dela e percebi seu rosto corado, mas ela não se atrevia a desviar seus olhos do meu. Ela mordeu o lábio me fazendo grudar os olhos ali.

_Só me prometa.

_Não posso te prometer isso Demi. Ainda mais por que por aqui as coisas não estão indo muito ao meu favor._ Ela suspirou._ Por que... Por que dessa promessa?

_Não é nada._ falou se levantando num pulo._ Vou terminar a janta e você vai tomar seu banho._ Segurei seu braço e ela se virou assustada. Ficamos nos encarando, soltei seu braço. Seus olhos brilhantes ficavam dançando enquanto olhavam em meus olhos.

_Eu ainda não entendi o porquê dessa promessa._ Ela abriu a boca pra falar, mas nada saía.

_Eu tinha que tentar._ Ficamos nos encarando, mas não perguntei mais nada. Senti um medo no fundo de meu peito se eu fosse mais além. Ela apenas se virou e saiu em passos largos em direção à cozinha. Subi as escadas e fui para meu banho.
 
Continuar...

COOOMEEENTEMMMMMMM!!!


BEKA!!!

12 de dezembro de 2014

A Sobrinha – Cap. 4

 

OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS E BEM VINDOS SEGUIDORES.


Quando as portas do elevador se abriram Demi travou no lugar. A olhei e estranhei seu jeito. O que havia acontecido?

_Demi?

_Não acredito que nunca me trouxe aqui._ Falou entrando deixando as malas e outras coisas pra trás, apenas com Kyle no colo. Dei um jeito de pegar e empurrar pro apartamento suas coisas. O elevador se fechou e foi-se depois que tirei tudo de dentro. Olhei pra Demi que não parava de observar o AP._ Oh Deus. Que sonho. Por que não me falou que morava em um lugar assim, já teria aceitado morar com você sem pensar duas vezes._ Ri.

_Gostou?

_Se eu gostei? Eu adorei. Ah. Pelo amor de Deus, me mostre meu quarto.

_Já vou avisando que meu quarto é a única suíte ok.

_Não tem problema.

Nós subimos as escadas, Demi não perdia nada, olhava tudo e carregava Kyle nos braços que estava acordado e também parecia intrigado com o lugar e não chorava por estar observando também com os olhinhos claros arregalados. Abri a porta do terceiro quarto do apartamento. Bom, meu apartamento tinha três quartos. Ela olhou tudo maravilhada eu apenas ria da cara dela. Do nada ela me olhou assustada.

_Espero que esse não seja o quarto em que você leva suas peguetes.

_Não se preocupe, levo elas pro quarto mais distante._ Ela me olhou e depois voltou a olhar o quarto.

_Você mora sozinho, pra que um apartamento tão grande? Não se sente sozinho?

_Não. E tenho um apartamento grande por que minha família mora longe e quando quiserem me visitar tenho quartos para ficarem, mas poucas pessoas vêem me visitar, somente papai e mamãe e algumas irmãs, mas sempre teve quartos. _ Falei e ela riu.

_É, você pensa em tudo mesmo._ Ela olhou a cama._ Mas vou querer minha cama.

_Por quê?

_Por que minha cama é melhor que essa.

_Caramba, você acha que eu dormi com alguma garota aqui.

_E isso também.

_Você quem sabe ok._ Ela sorriu. Ela estava feliz, parecia outra garota. Essa sim parecia a Demi que eu conhecia e que tinha o sorriso mais bonito que eu já vi em todo o mundo._ Vem, quero te mostrar um lugar que acho que vai gostar muito._ Ela se levantou e entrelaçou sua mão na minha, a olhei e ela sorriu, Kyle me olhou também, parecia bem assustado.

A levei até o fim do corredor, onde tinha uma escada, subimos e abri a porta onde dava em uma área bem grande cheia de cadeiras e mesas, tinha uma churrasqueira e uma TV, e as paredes eram de vidro e tinha uma grande porta de vidro, ela ficou olhando tudo, mas não dei muito tempo a puxei pra sair dali, passamos pela porta de vidro e ela parou com a boca aberta. Era um lugar amplo, tinha algumas cadeiras de tomar sol e subindo uma escada onde tinha uma grande piscina.

_Oh, o terraço._ Ela falou sem sair do lugar.

_Você gostou lá de baixo, achei que gostaria muito mais daqui de cima.

_Com certeza._ Ela começou a andar pelo lugar e olhar tudo com muita atenção, até Kyle começar a chorar, ela nem deu muita bola, apenas começou a balançá-lo e olhar algumas coisas intrigada, mas Kyle não deu trégua e começou a chorar o mais alto que pôde, aquele chorinho agudo de bebezinho novinho._Oh Kyle não faz isso._ Demi reclamou.

_Érr... Me deixa..._ Olhei pra ela que me olhou confusa, apontei pro bebê e ela riu.

_Tem certeza?

_Tenho._ Arrumei meu braço e ela riu.

_O segure em pé, ele não quer ficar deitado agora._ Franzi o cenho, como arrumar o braço pra segurar um bebê em pé? Ela segurou o bebê que ainda chorava e o colocou em meu ombro, passei uma mão por sua bundinha e outra em suas costas, ele parou de chorar instantaneamente e me olhou com o rostinho vermelho e olhinhos arregalados._Caramba, que efeito que você tem sobre ele hein.

_Homens se entendem._ Sorri pro bebezinho lindo que ainda me olhava, então seu rosto se contorceu e ele voltou a chorar. Bom, como pode imaginar fiquei desesperado._Ei garotão, não vai chorar agora né? _ Demi bufou e o pegou de meu colo.

_Ele ta com fome, não vai nos deixar em paz enquanto não comer._ Ela falou entrando pela porta de vidro e descendo as escadas e eu a segui. Ela se sentou no sofá se aconchegando e desceu sua blusa novamente, arregalei os olhos e virei o rosto antes que pudesse ver demais, a ultima vez havia pagado um mico daqueles, agora não ficaria tão intrigado com seus seios. A ouvi dando uns risos._ Caramba, você vai ficar sempre assim quando me ver amamentando meu filho?

_Ahm?_ Perguntei a olhando novamente.

_Você ta tipo, sem jeito, não sabe o que fazer, tio Joe pode se sentar aqui do meu lado e me fazer companhia se não tiver nada pra fazer agora.

_Falando nisso, caramba, eu preciso voltar pro trabalho, tenho muita coisa pra resolver hoje com a outra filial.

_Ah claro. Eu vou ficar bem, vou tentar arrumar um pouco minhas coisas e quando o restante chegar peço pra alguém me ajudar.

_Tem certeza?

_Tenho, pode ir._ Ela sorriu e eu corri de volta ao meu trabalho.

 

 

Quando voltei pra casa, estava cansado e já passavam das sete da noite. Entrei em meu apartamento e vi Kyle em um cercadinho na sala brincando com alguns brinquedinhos de morder, subi as escadas e vi Demi arrumando um quarto bem bagunçado, mas todo mobiliado.

_Caramba, você deu conta do recado.

_É, eu sou de mais. Trabalha sempre até essa hora?_ Falou dobrando umas roupinhas de Kyle e colocando em uma gaveta.

_Não. É que tenho muitas coisas pra fazer essa semana. O patrão conseguiu nos encher de trabalho.

_Por quê? Vocês não fazem nada?

_Tipo isso._ Falei e ela riu balançando a cabeça negativamente._ Nós mandamos mais do que fazemos._ Falei sentando na cama, ela respirou fundo parecendo bem cansada e se sentou também.

_Quem é nós, mesmo?_ Ri.

_Eu e meu amigo Davis.

_Ah!_ Nos olhamos e ficou um clima meio estranho, eu estava cansado e ela parecia mais cansada ainda.

_Vou tomar um banho._ falei me levantando.

_Ok. Vou fazer a janta, depois eu banho._ Do nada escutamos um choro, Demi respirou fundo e sorriu pra mim como se estivesse rindo de sua situação.

Entrei em meu quarto e tirei minha roupa e entrei em meu banheiro me enfiando na água quente tentando relaxar um pouco. Depois de meia hora vi que meus dedos já estavam enrugados e então saí do banho. Escolhi um short e saí do quarto, desci as escadas e entrei na cozinha.

_Acabei de terminar._ Falou com Kyle em um braço.

_Então vamos comer, essa comida está com um cheiro muito bom. Quem diria heim, você fazendo comida boa.

_Qual é? Eu sempre fui boa pra fazer comida ok.

_Não enquanto eu morava lá.

_Isso já faz anos tio, as coisas mudam.

_Ok, então vamos comer.

Colocamos a comida e quando fui sair da cozinha a vi sentada na mesa da copa.

_Ta brincando né?_Falei e ela me olhou.

_O que?_ Me aproximei e puxei seu braço que ainda segurava Kyle.

_Vamos pra sala, é serio, odeio lugares assim em que só escutamos barulho de talheres batendo no prato ou neles mesmos._ Demi apenas riu e me seguiu. Nos sentamos no sofá e eu liguei a TV. Demi pegou uma cadeirinha para criancinhas e colocou Kyle e um brinquedinho pra ele ficar entretido. Não tinha muita coisa interessante na TV.

_Kyle faz quatro meses amanhã._ Demi falou pegando o brinquedinho que caiu da cadeira e o entregando.

_Serio?

_Aham._ respondeu com a boca cheia.

_Ta ficando velho hein rapazinho._ Brinquei e Demi riu.

_Nem me fale. Crescem tão rápido e vão ficando cada vez pior.

_Pior?_ A olhei e ela fingiu interesse na TV para não me olhar.

_É uai, mais bagunceiros, pestes._ riu e eu ri junto.

_É verdade, me lembro de você._ Ela riu enfim me olhando.

_Eu era bagunceira?

_Nunca vi uma menina com tanta energia igual a você.

_Ah! Deve ser por isso que os homens me adoram_ Arregalei os olhos e abri a boca sem me importar se estava cheia de comida, ela riu._ To brincando._ Continuei do mesmo jeito que estava._ Tudo bem, vou te falar uma coisa absurda, eu nunca transei com outro cara que não fosse o Brad._ Nessa hora eu engasguei... Ela me olhou assustada quando tentei respirar mas não conseguia._ Tio, tudo bem?

_Isso é serio?_ Consegui falar.

_Lembra quando tinha 17 anos e você foi me visitar? Eu falei que queria perder minha virgindade e você enlouqueceu e falou que isso era algo muito importante em uma mulher. Então eu acabei esperando e fiz com uma pessoa em que eu confiava.

_Me lembro muito bem, aquela sua época revoltada, por isso achei que você já tinha feito com outros, logo que fui embora.

_Não, seus conselhos entraram em minha cabeça._ Ela riu._ Apesar de você ser aquele “Faça o que eu falo, não faça o que faço” _ gargalhei colocando meu prato de lado, já estava cheio a vi fazer o mesmo. Kyle bocejou então ela o pegou e o colocou no cercadinho e jogou uma manta em cima, ele ficou quietinho nos observando.

_E você? Não tem nada absurdo pra me falar?_ Ela perguntou se sentando ao me lado.

_Bem, não sei se isso seja coisa pra se falar pra uma sobrinha.

_Ah que isso._ ela me olhou._ Você sabe que já compartilhamos muitos momentos bem... Diferentes de nossa situação, somos mais que sobrinha e tio, somos amigos, ou até mesmo mais que isso._ Olhei pra ela rindo.

_Nunca transei sem camisinha._ falei correndo e ela parou com os olhos arregalados e ficou estatua. Segurei risos pelo estado dela.

_Isso é serio? Não está brincando comigo?

_Não. Não mesmo.

_Uau. Não sei nem o que falar._ Ela olhou pra frente parecendo absorver o que eu falei.

_Agora é sua vez.

_Érr..._ Ela pareceu tentar lembrar o que falar._ Ah!_ Ela me olhou envergonhada._ Eu só fiz sexo quatro vezes em toda minha vida._ Essa foi minha vez de ficar com a boca caída.

_Caramba.... E... E engravidou?

_pois é. Não fui tão esperta quanto você.

_Meu Deus._ Deixei escapar.

_Ah qual é._ Ela me deu um tapa._ Nossa, você ta tão quentinho._ falou se aconchegando em mim, sorri e afaguei seus cabelos.

_Você está com frio?_ perguntei e arrepiei ao sentir suas mãos macias se arrastarem pelo meu peito nu até a barriga.

_Um pouco._ falou, ela parecia um pouco fora de órbita._ Aqui é bem mais frio do que no Texas._ falou e eu sorri.

_Isso é meio óbvio._ Falei e ela se levantou rapidamente.

_Érr..._ Arrumou o cabelo um pouco nervosa._ Vou colocar Kyle no berço, ele tem que dormir mais cedo._ E se levantou pegando Kyle._ Vou ter que levá-lo amanhã pra faculdade comigo.

_Se você quiser posso ver algumas babás...

_Nem pensar._ falou apressada parando na escada e olhando pra mim._ Quero uma babá que dure muito então com toda certeza não poderá ser de seu gosto._ gargalhei enquanto ela subia as escadas.

Depois de um bom tempo assistindo um programa que eu gostava muito, peguei os pratos e vasilhas sujas e lavei, passei um pano no fogão e arrumei a cozinha. Desliguei as luzes da cozinha e da sala. Subi as escadas e percebi que a luz do quarto de Demi estava acesa. A porta estava aberta e vi Demi em pé balançando o berço de Kyle, parecia simplesmente exausta. Dei uma batida e entrei, ela nem olhou pra mim.

_Ta tudo bem?_ Perguntei.

_Ta, é que Kyle não quer dormir. Quando paro de balançar ele chora.

_Bom, eu vou deitar, qualquer coisa é só me chamar.

_Ok. Pode ir.

Fui até meu quarto, fechei aporta e me deitei me aconchegando no edredom, mas não consegui pregar os olhos enquanto aquela luz que passava por debaixo da porta estava ligada. Rolei pela cama, mas sempre acabava olhando pra porta. Quando meus olhos estavam pesados escutei um choro alto. Bufei e me levantei. Abri a porta e fui até o quarto de Demi.

_Demi vai tomar seu banho, eu fico aqui de olho nele até voltar ok. Pode ficar o tempo que quiser, relaxa._ Ela soltou um suspiro.

_Obrigada tio Joe._ Falou colocando Kyle na sua cama e pegando uma toalha e saindo do quarto exausta.

_Bom garotão, agora é só nós dois, e eu não gosto de ver homens chorar ok._ falei me sentando ao lado dele na cama, ele parou de chorar enquanto me olhava, mas rapidamente voltou a chorar._Ei ei ei._ Ele chutava o ar e se esticava no macacãosinho verde._ Kyle hora de dormir._ falei, mas logo em seguida comecei a rir, eu estava falando com um bebê que simplesmente não entendia nada o que eu falava. Olhei pra ele e então o peguei no colo, dessa vez foi mais rápido, já estava aprendendo. Coloquei-o no meu ombro e comecei a dar leves batidinhas nas costas, rapidamente ele parou de chorar. Sorri comigo mesmo, eu estava ficando bom nisso. Depois de uns minutos ele soluçou e depois vomitou no meu ombro._ Owt Kyle._ falei nervoso. Peguei uma manta e limpei o leite vomitado. Coloquei ele no outro ombro e depois de uns minutos eu já estava cochilando em pé, resolvi colocar Kyle na cama novamente e quando fiz, percebi que ele já estava dormindo em meu ombro me deitei ao seu lado para esperar Demi...

_Joe... Tio Joe._ escutei a voz de Demi ao longe._ Joe._ Acordei e vi que ela estava me balançando._ Você dormiu.

_Eu o que?_ Me sentei passando a mão no rosto.

_Que gracinha, você dormiu ao lado de Kyle._ Olhei pro lado e vi a miniatura dormindo feito um anjo, olhei pra Demi e percebi que ainda estava de toalha.

_Quanto tempo ficou no banheiro?_ Ela parou pra pensar.

_Um bom tempo._ Falou sapeca e eu ri. Como sempre._ Como fez Kyle dormir?

_Apenas o peguei no colo e então ele vomitou em mim._ Falei me levantando.

_Ah entendi._ Falou sorrindo. Ela não parava de me olhar.

_Vou terminar o meu sono no meu quarto._ Acenei e fui para o meu quarto me jogando na cama.
 
Continua...


Que bom que estão gostando, sem muito tempo para responder agora, obrigada a todos pelos comentários e estou feliz por estarem gostando, e continuem comentando suas opiniões ok.




BEKA!!!

10 de dezembro de 2014

A Sobrinha – Cap. 3



Parei o carro em frente à lanchonete, era perto, mas pra ir caminhar no bosque eu ia de carro o que tem ir pra lanchonete também. Entrei e logo vi Davis sentado em uma mesa comendo esfomeado alguma coisa que nem dei bola.

_E aí cara._ falei me sentando na mesa e quando ia bater em sua mão resolvi deixar minha mão quietinha. A mão dele estava um pouquinho suja._ Cara você vai engordar assim.

_É pra isso que serve academia._ falou limpando sua boca com guardanapo.

_Sei.

_Toma. Pedi esse suco por que sei que você gosta dele._ Me entregou um suco da fruta de laranja.

_Obrigada._ Falei bebericando, não havia comido nada ainda. Chamei a garçonete._ pode me dar um misto quente._ Ela saiu.

_Cara, se eu te contar com quem passei essa noite, você não ganha de mim essa.

_Hum, fala._ falei já rindo da cara dele quando soubesse sobre minha noite.

_Claire, a secretaria do dono da empresa.

_O quê?_ Arregalei os olhos. Sim, ele havia me surpreendido. Ela era daquelas, tipo... Muito, muito difícil, já havia tentado ficar com ela varias vezes, ela era muito fiel ao namorado... Bom, nem tanto assim né._ A secretaria do chefão?

_Ela mesma._ Ele riu._ Encontrei com ela em um restaurante, eu não sei por que, mas ela parecia um pouco bêbada e..._ Ri.

_Quer dizer, caindo né, pra dormir com você.

_Não, caindo não, mas eu dei mais um pouquinho de bebida e ela acabou caindo sim.

_Ah cara, não acredito que você fez isso, ela deve estar se matando agora. Com o consentimento da garota é melhor.

_Diz o sabe tudo._ Me zoou._ E você? Com quem passou a noite?_ O olhei com cara feia, como assim ele já me perguntava assim?_ Que é? Não vem dizer que sábado à noite Joe Jonas não pegou ninguém.

_Ta, vai lá. Peguei a bar-tender do Pub de frente do escritório.

_O quê? A Evangeline? Já tentei ficar com ela varias vezes. Caramba foi ela quem quis?

_Claro. E também teve outra que conheci. Dulce, estava deslumbrante, toda de vermelho._ Davis ficou calado, com certeza sem palavras, com os olhos arregalados me olhando, a garçonete me entregou o misto e olhou pra ele pra ver se estava bem.

_Calma aí, eu entendi direito? Você passou a noite com duas?

_Foi cara. Por que o espanto? Você mesmo disse “Joe Jonas”. O que você acha que eu ia fazer sábado à noite?

_Cara, você sempre me surpreendendo._ Falou bebendo seu suco com vontade. Depois de um bom tempo processando ele olhou pra mim.

_E aquela sua sobrinha? Chegou de viagem?

_Chegou e cara, ela me surpreendeu, está mais linda do que nunca.

_Hum, você precisa me apresentar.

_Nem pense nisso, ela tem um filho ok.

_E daí?  É só por uma noite ou duas talvez._ O olhei com um olhar tipo: “Se você triscar nela, você morre”._ Que é? Você passa a noite com duas, imagina se fosse minha sobrinha também, você não estaria nem ligando... Sua sobrinha é apenas mais uma mulher gostosa no planeta.

_Não acredito que falou isso_ falei baixo fechando minhas mãos em punho.

_Tudo bem, tudo bem, já entendi. Nem pensar em triscar em sua sobrinha._ Bufou.

_Triscou, morreu._ falei nervoso. Mas eu o conhecia bem, sabia que ele não iria triscar o dedo nela se eu não autorizasse.

_Quantos anos ela tem?_ Ele perguntou e eu o olhei com o olhar pegando fogo._ Que é? Só curiosidade ok. Como amigo.

_19. Bem novinha ainda.

_Hum, está numa idade boa.

_Davis é serio?_ Falei largando meu misto quente no prato, pronto pra sair dali.

_ Cara, eu não to falando de mim. Você acha que existe só nós dois procurando rostinhos e corpinhos bonitos por aí?_ Olhei pra ele. Tinha razão, NY estava cheio de caras procurando mulheres apenas para usar, principalmente novinhas como Demi. Demi já havia sofrido demais, não podia deixá-la sofrer novamente por amor.

_Eu sempre vou estar do lado dela.

_Ah, serio mesmo que você sempre vai estar com ela? Você trabalha ok. E ela também, pelo que eu saiba vai estudar. Faculdade é uma coisa._ Falou lambendo os lábios e eu estremeci._ E ela parece um pouco bobinha, pra engravidar assim e ter um filho sem pai._ Na hora perdi a fome. Meu misto quente estava acabando mesmo, mas não consegui comer o restante.

_Vamos lá pra casa?

_Fazer o que lá?

_ Ah, passar o tempo, almoçar lá.

_Tudo bem. Quero comer sua comida.

_Você vai gostar. Moro sozinho há muito tempo, tive que aprender a sobreviver né.

_Hum, to louco pra saborear sua comida._ falou de um jeito engraçado me fazendo rir.

 

Fomos pra casa, compramos uísque e outras coisas, passamos o tempo conversando e fazendo bagunças. Depois fiz o almoço e o surpreendi como sempre. Umas três horas, Demi me ligou, falou que estava saindo da faculdade e que estava tudo certo. Davis foi embora, então banhei, troquei de roupa e fui buscá-la na faculdade, ela parecia muito cansada. Estava com Kyle nos braços, a bolsa dele e sem falar nas suas coisas.

Entramos na loja e ela olhou vários carros, demorou um bom tempo até achar um bom pra ela. Acabou comprando um Crossfox branco. Fomos em outra loja e ela comprou uma cadeirinha para Kyle. Ajeitou no carro e fomos para um restaurante, ela estava morrendo de fome. Pedi um almoço para ela, e um lanche pra mim, já era seis horas e ela não havia comido nada.

Kyle começou a chorar, Demi olhou ao redor e então abaixou sua blusa mostrando seu seio e colocando na boca de Kyle, na hora arregalei os olhos, bom aquela ali era Demi, a minha sobrinha e garotinha mostrando o seio pra todo mundo, mas depois foi diferente, foi algo materno, algo normal, não era como se qualquer mulher chegasse ali e mostrasse, ela tinha um filho, ela era mãe. Uma mãe amamentando seu filho. Era algo respeitoso.

_Agora só falta o emprego e a babá._ ela falou sorrindo pra mim que olhava seu filho amamentando._ Ok. Dá pra parar, ta me deixando envergonhada._ Falou jogando uma manta em cima da cabecinha do bebê. A olhei completamente vermelho, queimando de vergonha.

_É. Com o emprego posso te ajudar a encontrar._ falei com a voz embargado pela vergonha. Ela riu do meu jeito.

_Seria ótimo._ Depois de um tempo calados nossa comida chegou. Kyle acabou adormecendo e ela o colocou no carrinho. Depois começou a comer sua comida ferozmente, me lembrando de Davis. Ri na hora a fazendo me olhar e ficar vermelha e se arrumar na cadeira e começar a comer mais devagar.

 

Quando cheguei em casa estava exausto, essa noite iria dormir em meu quarto sozinho. Havia sido um dia bom, sim passar um dia com Demi com certeza é bom, mais foi completamente exaustivo. Andamos muito pela cidade, tudo bem que foi de carro, mas foi cansativo.

 

Acordei no dia seguinte com o Bii de meu despertador. Eram nove horas da manhã, me levantei fui pro banheiro de meu quarto, fiz minha higiene matinal, vesti meu traje de sempre, ajeitei a gravata e desci as escadas, peguei algumas coisas em minha geladeira que eu nunca deixava faltar, comi rapidamente e peguei as chaves de minha BMW e fui pro trabalho.

 

Quando o elevador parou no ultimo andar do prédio dei de cara com minha secretária, parei na hora e a observei. Hum, secretaria nova, bonita... Adoro meu chefão, ele sempre escolhe uma perfeita. Olhei pra sala que ficava em frente a minha e vi Davis.

_Já chegou?_ Perguntei.

_Sexta feira saí muito cedo e deixei muito trabalho pra hoje.

_Ah!_ Falei e andei até a minha sala, quando abri a porta parei. Oh Deus. Mesa nova. Olhei pra fora. Secretaria nova. Seria um bom jeito de estrear os dois não? Me recompus e entrei, mas antes escutei a secretaria nova perguntar para secretaria de Davis: ”Esse é meu chefe?” Apenas ri, já devia esperar. Todas as minhas secretarias acabavam expulsas por descobrirem que eu já havia a pegado. Meu chefe sempre despedia e contratava uma melhor ainda. Só Davis que acabou perdendo. Foram tantas demitidas que o chefão contratou uma mulher muito bem casada e fiel.

Minha sala era bem grande e nem tinha tanta coisa assim, andei até minha cadeira e me sentei colocando minhas pernas na nova mesa que agora era de vidro, olhei pra fora e vi Davis chamando sua secretaria correndo e nervoso... É. Ele tinha muito trabalho. Minha sala e a sala de Davis eram de vidro, dava pra ver tudo. Bom, você deve estar se perguntando como eu comia as minhas secretarias, bem, é só fechar as cortinas, é seguro.

Fiquei um tempo ali, não tinha muita coisa pra fazer ao contrário de Davis, resolvi tudo sexta-feira. Vi minha secretaria se levantar e olhar pra mim pelo vidro envergonhada e ir até a porta e bater.

_Pode entrar._ falei. Ela entrou sem jeito. Parecia ser nova no ramo. Na verdade ela é novinha, tinha cara de que acabou de sair da faculdade. Recostei meus braços atrás de minha cabeça deixando minha camisa social apertada nos braços e peitos.

_Senhor Jonas esse número ligou, parecia nervoso, não falou quem era só falou pro senhor ligar quando chegasse._ A olhei e a vi se arrepiar me olhando, apenas ri sem consegui segurar. Me desencostei e peguei o papel de sua mão. Conhecia bem aquele número, era de uma filial. Depois eu ligaria.

_Bom, você sabe meu nome, mas eu não sei o seu.

_Ah. Bloom. Me chamo Lina Bloom.

_Seja bem vinda senhorita Bloom._ Falei me levantando e indo até ela, ela ficou completamente dura com minha presença bem perto dela, peguei sua mão e a beijei sem tirar meus olhos dos seus. Ela mordeu seu lábio e respirou fundo. Ela era como as outras. Caía em meu feitiço tão fácil.

_Você não vai se arrepender. Sou muito boa no que faço._ A olhei de cima a baixo, a saia branca apertada que ia do joelho até a metade de sua barriga e a camisa social rosa clara.

_Sim, espero não me arrepender._ Falei a puxando mais pra perto e olhando em seus olhos, ela deixou sua respiração sair apressada. Sorri novamente. Ela estremeceu. Olhei pro lado e vi Davis me olhando de sua sala, parecia bem entretido, estava em pé quase grudado no vidro me olhando de boca aberta, depois olhei pra sua secretaria que balançava a cabeça negativamente. Fui até a cortina, sorri pra Davis que riu também e puxei a cordinha fechando a cortina por completo. Olhei pra Lina que sorriu um pouco nervosa. Me aproximei e ela se sentou na mesa, sorri, era do jeito que eu queria, me coloquei entre suas pernas e segurei suas pernas e quando ia beijá-la meu celular começou a tremer em meu bolso. O tirei dali e joguei em cima da mesa, não iria atendê-lo agora. Olhei pra ela que já estava mordendo os lábios, me aproximei e a beijei, não foi beijo romântico nem nada disso, eu não era assim, foi beijo rápido, quente, com tudo que tinha direito, mostrando logo qual era minha intenção. E no meio ao beijo abri os olhos pra saber onde era o zíper de sua saia e acabei vendo a pessoa que estava me ligando... Me separei rapidamente dela e peguei meu celular o atendendo antes que ela o desligasse.

_Demi..._ A ouvi fungar.

_Ah Tio! Desculpa, acho que estou te atrapalhando. Desculpa, eu já ia desligar... É que eu precisava conversar e não conheço ninguém aqui e... Não, esquece.

_Não, não estou ocupado. O que aconteceu?

_Não é nada, é que..._ A ouvi fungar novamente. Ela estava chorando?

_Demi o que aconteceu? Pode falar, estou a sua disposição._ falei me sentando em minha cadeira. Apontei o dedo para que Lina abrisse a cortina e saísse, ela me olhou como se eu fosse um louco tarado que broxava na hora errada.

_É que... Eu... Eu nunca fiquei tão sozinha quanto estou hoje. E eu sei que estava feliz ontem, mas... Eu posso ser bipolar, eu sei lá, está acontecendo tanta coisa em minha vida, eu não esperava nada disso..._ Davis me olhou, estava na cara que ele queria saber o que havia acontecido, por que até mesmo o chefão eu não atendia quando estava numa hora dessas._ Joe, eu nem fui pra faculdade, não sei o que fazer com Kyle...

_Demi.... Eu estou indo aí.

_O que?

_Me espera._ Desliguei o celular. Peguei o papel com o numero em cima de minha mesa e coloquei no bolso e saí._ Lina vou sair, não sei que horas volto, se tiver algum compromisso remarque e se me ligarem passa o meu número ok._ falei pegando um papel e colocando meu numero.

_Sim senhor.

_Joseph...

_Tchau Davis._ falei antes que ele quisesse tirar alguma satisfação.

 

 

Demi abriu a porta e eu parei na hora... Caramba, ela estava horrível, estava com o cabelo bagunçado, como se tivesse acabado de acordar, com os olhos inchados e vermelhos, umas bolsas enormes embaixo dos olhos e... E apenas com uma camiseta grande.

_Oh Deus! O que houve com você?_ Perguntei entrando e a abraçando, nunca havia a visto assim e não havia gostado nada disso.

_Eu pensei em trocar de roupa e passar um pouco de maquiagem e claro da uma ajeitada no cabelo, mas quem eu estou enganando? Estou acabada._ A puxei pra sentar no sofá.

_Demi, o que ta acontecendo?

_Eu não sei, esse é o problema, eu não sei mais nada da minha vida. Sabe quando você acorda e vê que o mundo desabou em cima de você?... Que você não sabe mais nada?... Que você já tinha preparado a sua vida inteira, mas depois sai tudo diferente e você não sabe como resolver?

_Calma Demi...

_Eu só queria fazer faculdade e me casar um dia, ter filhos e um trabalho bom, sabe, viver como qualquer pessoa.

_Eu sei Demi, mas... Érr... Talvez o destino quisesse mudar um pouco as coisas, talvez não fosse assim que era pra acontecer._ Demi apenas começou a chorar, eu há olhei um pouco desesperado. Meu Deus! O que eu poderia fazer?

_Eu sei. O problema é que não sei o que fazer. Eu tenho um filho agora tenho responsabilidades muito grandes, nunca tive um pingo de responsabilidade, não sei o que fazer. Você foi embora cuidar da sua vida por que quis, eu fui forçada.... Minha juventude acabou e agora vai ser muito mais difícil um homem querer algo sério comigo._ Eu estremeci com o que ela falou.

_ Demi...

_Eu me sinto sozinha, tenho meu filho, mas não é a mesma coisa... E não quero te atrapalhar sempre, mas você é o único por aqui que eu conheço. E tio você não sabe o quanto te agradeço por tudo.

_Demi, eu já sei..._ Me levantei em um pulo e dei minha mão a ela._ vamos pra casa.

_O que?

_Sim, vamos pra casa, você vai morar lá.

_Tio Joe já conversamos sobre isso.

_Já conversamos então não precisa falar mais nada, apenas vem comigo.

_Não Joe, eu já tenho uma casa.

_Você não tem, você acha que tem. Você acha que esse lugar é sua casa?_ Ela olhou em volta, mas não respondeu._ Demi, você mesma falou que está se sentindo sozinha aqui e que a única pessoa que tem aqui sou eu. Então vamos juntar o útil ao agradável._ Ela me olhou pensativa.

_E todas essas coisas?

_ sei lá. Você vende, fica só com o útil e entrega o dinheiro a sua mãe, por enquanto você não vai precisar disso tudo.

_Meu Deus o que eu to fazendo?_ Perguntou a si mesma.

_Demi, está fazendo o certo.

_Eu não sei mais de nada.

_Quando chegar lá em casa nós decidiremos isso. Você vai se mudar ainda hoje._ Falei pegando sua mão e a levantando com um puxão._Anda, vai se trocar. Cadê Kyle?

_Está dormindo, ontem ele dormiu tarde, foi o maior trabalho fazê-lo dormir.

_Oh Demi! Você tem que deixá-lo dormir pouco de dia pra ele dormir a noite toda. Vai acordá-lo, arruma o que precisa aí coloca no carro e depois mandamos alguém vir buscar o restante das coisas ok?_ Ela me olhou pensativa.

_Ok._ falou com uma grande e demorada respiração.
 
Continua...


Galera obrigada pelos comentários... Assim vocês só me inspiram mais... É uma gracinha msm o Joe com Kyle neh... (pra quem não sabe pronunciar o nome Kyle, se pronuncia assim: Caiow)
Nina Gomes não me lembro de ver você comentando aqui antes mas estou muitississimo feliz por estar aqui e comentando a sua opinião. Obrigada.
 
BEKA!!!!

8 de dezembro de 2014

A Sobrinha – Cap. 2

 



Bem vindas Novas seguidoras!!!
Parei o carro em frente ao prédio, pegamos suas coisas e entramos. Demi abriu a porta e viu tudo mobiliado. Selena havia preparado tudo mesmo. As coisas do bebê estavam prontas. Era pequeno o apartamento, mas era bem confortante. Tinha apenas um quarto, mas Demi não precisaria de mais mesmo. Ajudei-a guardar as coisas e arrumar o AP do jeito dela. Depois de um tempo sentamos no sofá e nos olhamos. Demi sorriu.

_Obrigado Tio, por tudo._ Demi falou se sentando mais perto de mim e me abraçando e eu retribuí.

_Que isso. O que precisar estou aqui._ Continuamos abraçados, ela me deu um beijo no rosto como costumava fazer antes, mas algo saiu diferente... Muito diferente. Ela repousou sua cabeça em meu peito e ficou assim.

_Você foi embora eu tinha 14 anos. Estava na adolescência.

_E quando voltei você tinha 16, mais rebelde que nunca._ Demi gargalhou.

_Aquela época foi um tanto revoltante._ falou olhando pra cima e me encarando ainda encostada em mim._ Mas foi umas das melhores, você ficou duas semanas lá, e foram os melhores dias.

_Você me ama mesmo né._ Falei brincando, a vi abrir a boca pra protestar, mas não saiu nada de lá. Resolvi mudar de assunto._ Tem certeza de que não quer ir lá pra casa?_ Ela se afastou.

_Não Joe, não vou. Não somos mais eu e você, agora tem uma criança envolvida... Já pensou, você está lá no maior amasso com uma garota e do nada ela pisa em uma chupeta ou escuta Kyle chorar. Você teria muito que explicar._ Sorri. É... Ela tinha razão, não sei o que faria. Acho que apenas continuaria o amasso sem me preocupar, o problema são as mulheres.

_Eu não a levaria pra casa, iríamos pra casa dela.

_Ah claro, você sempre tem uma resposta na ponta da língua._ Ela olhou pra mim e sorriu._ Pega Kyle, por favor, enquanto vou fazer a mamadeira dele?_ Olhei para o bebê que agora estava no carrinho acordado me olhando com aqueles grandes olhos castanhos bem claros, estava bem quietinho, apenas observando.

_Érr... Por quê? Ele está tão quietinho.

_Eu sei, só quero que o pegue um pouquinho.

_Ah , acho melhor não.

_Ta vendo, você não sabe nem pegar um bebê, como acha que iria viver com Kyle em sua casa, não são apenas as garotas._ A olhei e olhei pro bebê, como ela disse, eu sempre tenho uma resposta.

_Agora você vai ver._ Olhei para o bebê e me aproximei, coloquei as mãos atrás das costas dele tentando de alguma forma segurar o bebê de um jeito que não o machucasse ou ficasse desagradável, mas estava meio difícil, ela tinha razão, eu não dava conta de segurar um bebê, coloquei a mão na cabeça dele, mas não estava muito bom, então coloquei uma mão nas costas e outra na bundinha, ouvi Demi tentar segurar um riso e logo em seguida gargalhar me contagiando._ Para de rir, assim nunca vou dar conta.

_Tio, coloque a mão debaixo dos bracinhos dele e o levante sem deixar a cabecinha cair, o segurando pelas costinhas._ O garotinho já fazia cara feia pra mim, nem eu mesmo sabia o que estava fazendo mais._ Joe suas mãos são grandes, você consegue o segurar bem ok._ Sorri e como ela explicou o peguei, de mau jeito, mas consegui o tirar do carrinho. Olhei pra ela sem saber o que fazer, segurava o bebê enquanto ele me olhava com os olhinhos esbugalhados._ Joe, o coloque em seu colo, o abrace. Caramba, como vai ter filhos? Você não sabe de nada._ A olhei de cara feia e coloquei o bebê deitado em meu ombro, colocando uma mão em suas costinhas e a outra na bundinha grande por culpa da fralda. Kyle ficou quietinho, olhei pra Demi todo duro, Demi apenas riu, mas seu riso acabou assim que ela me observou, não sei por que, mas ela ficou me olhando segurar Kyle no colo.

_ Pra sua informação, não vou ter filhos._ Demi olhou em meus olhos assim que falei.

_Por quê?

_Por que não quero, e olhe você mesma, não tenho jeito pra essas coisas._ Ela se aproximou e olhou o bebê que se mexeu colocando sua mãozinha em meu ombro, perto do rosto.

_Não acredito nisso Joe, olha como é bom segurar uma criança. Você não sente isso? É tão bom, sentir que ele gosta de você, que está em seu colo._ Ela tinha razão, era bom, era tão fofo quanto um filhote de cachorro, mas custava caro cuidar.

_É bom, mas quando ta quietinho assim né._ Falei.

_Não, quando ele chora não é tão ruim quanto às pessoas falam. Ah. Não sei se é por que ele é meu filho, mas me sinto feliz por cada minuto que fico com ele._ Kyle me assustou por dar um leve pulinho.

_Ui. Ele soluçou._ Olhei pro bebê que parecia ainda estar com os olhos abertos apenas gostando do meu colo. Então soluçou novamente.

_Deve ser o frio. Nova York essa época é frio e ele deve não estar acostumado ainda, assim como eu._ Ela pegou uma mantinha e jogou em cima de Kyle ainda em meu colo. Caramba, aquilo não era tão ruim assim. Eu estava segurando uma vida, uma miniatura, mas era uma vida, que ainda por cima era muito fofa.

_Bom, tenho que ir._ Falei assim que vi pela janela que já estava escuro, havia ficado a tarde inteira ali com ela.

_Mas já?

_É Demi, tenho que ir._ Falei tentando colocar Kyle em seu colo, Demi se levantou e pegou o bebê, o tirando de meu colo e fazendo o local onde ele estava gelar. Kyle soltou um gritinho agudo e então começou a chorar, Demi começou a balançá-lo um pouco._ érr... Vou lá.

_Eu vou com você até lá embaixo.

_Não, não precisa._ falei pegando meu casaco que estava em uma cadeira que achei. Kyle não parava de chorar.

_Tudo bem._ falou abrindo a grande porta de madeira._ Tchau tio Joe, muito obrigada por tudo.

_Claro._ Lhe dei um beijo no rosto e logo olhei pro bebê que logo parou de chorar e ficou me olhando com os olhos arregalados._ Tchau garotão._ Toquei em seu nariz e logo ele voltou a chorar. Ri e saí de perto deles indo pro elevador.

 

Quando cheguei em casa, coloquei a chave do carro em cima da mesinha de centro da sala, me joguei em meu sofá e liguei a TV. Depois de meia hora, olhei a minha volta e percebi que estava sábado a noite em casa sozinho assistindo televisão. Caramba, isso não era pra mim.

Subi as escadas, tomei outro banho, vesti uma roupa que eu sabia que as mulheres adoravam, passei muito perfume e desci as escadas novamente, pegando as chaves do carro e saindo.

Poderia ligar pros meus amigos, mas tinha uma outra ideia, tinha tempos que estava de olho em uma pessoa, só não havia chegado nela ainda por ter muitas garotas, mas agora que estava livre poderia chegar.

Estacionei em frente ao PUB que ficava em frente à empresa em que trabalhava. Sempre frequentava esse Pub, e sempre encontrava um brinquedinho... Aquele lugar era ótimo.

Entrei e fui direto pro bar, onde uma linda bar-tender trabalhava.

_Sim._ falou e olhou pra mim, na hora ela deixou escapar todo o ar que estava nos pulmões. Bem, não é me achando, mas eu sempre fui bonito, ombros largos, musculoso, alto, cabelos pretos e cortados, olhos castanho esverdeados, boca em que as mulheres sonhariam em beijar, barriga e peitos definidos._ O que o senhor deseja?

_O que você deseja me dar?

_Ah eu não sei. O senhor é quem sabe.

_Não me chame de senhor, sou Joseph, prazer._ falei estendendo minha mão ela sorriu e pegou em minha mão.

_Evangeline.

_Então Evangeline, acho que já me conhece por freqüentar muito esse lugar.

_Ah sim, claro. Sempre vejo as garotas caindo em cima do senhor.

_Ah!_ Soltei um risinho. Peguei um copinho pequeno que estava lá._ Coloque o que quiser aqui._ Ela me olhou, mordeu um lábio e pegou o copinho. Depois de um tempo voltou e me entregou._ Então, vai trabalhar até quantas horas?

_Até as onze. Daqui três horas estou liberada.

_Bom saber...

_Mas_ não me deixou terminar._ Não sou tão fácil como essas mulheres e até mesmo garotinhas que ficam por aí ok.

_Isto é excitante.

_Pode até ser, mas não quer dizer que vai me conseguir._ Falou se debruçando no balcão.

_Sabe que posso conseguir até mesmo as mais difíceis, não sabe?_ falei passando as pontas dos dedos no decote de seu uniforme.

_Até pode ser.

_Não se faça de difícil ok. Você sabe o que quero._ Ela apenas se afastou de mim e sorriu indo em outro cara que se sentou do outro lado, o entregou um wisk e depois voltou pra mim com um sorriso no rosto.

_ Não estou me fazendo de difícil ok, você que só conhece facinha demais.

_Ok._ falei me levantando._ Você é quem sabe. É você quem vai perder._ Me virei e quando dei um passo....

_Joseph!_ Sorri e me virei._ Se me esperar, quem sabe._ Sorri pra ela.

_ Vou te esperar ali._ falei apontando pra uma mesa.

Me sentei na mesa e pedi alguma coisa pra beber, não queria comer. Olhei pra frente e vi uma bela mulher trajada em um belo vestido vermelho, ela me encarava e curvou seus lábios vermelhos em um sorriso. Sorri também a olhando de cima a baixo, seu belo decote mostrando boa parte de seus seios, o decote em sua coxa que estava em cima da outra e que balançava mostrando seu lindo salto. Ela dava pro gasto.

 

Acordei com um barulho insuportável, que eu era muito acostumado a ouvir no meio da semana. Me mexi, e estava meio apertado no meio de duas mulheres.

_O que é isso?_ Evangeline perguntou.

_É meu celular._ falei olhando minha calça jogada do outro lado do quarto, meu celular estava no bolso. Dulce, a garota de vermelho se levantou completamente nua e pegou meu celular e atendeu. Franzi meus olhos e minha testa. Quem ela pensava que era?

_É pra você_ ela falou se deitando ao meu lado novamente.

_É claro que é pra mim._ falei._ Alô.

_Oi._ escutei a voz de Demi baixa, parecia envergonhada.

_Demi!_ Me sentei na cama.

_Desculpa atrapalhar, só liguei pra falar que esse é meu novo numero. Érr... É o numero de NY mesmo.

_Ah... Claro. Bom saber._ falei pegando uma bermuda na gaveta.

_Bom, liguei também pra falar que vou ficar o dia inteiro fora, não precisa ir me visitar.

_É? Fazendo o quê?

_Bom quero resolver logo a faculdade e vou comprar o meu carro também... Ah, claro a cadeirinha de Kyle também, pra andar no carro né.

_Um carro? De onde tirou dinheiro?_ Perguntei descendo as escadas.

_Bom, vendi meu carro lá no Texas pra comprar um novo aqui._ Falou e parecia super feliz.

_Não quer que eu vá com você?

_ Não. Você parece bem ocupado.

_Que isso. Você sabe que isso só ocupa a noite ok._ Demi soltou uma risadinha.

_Bom, seria bom. Quando sair da faculdade te ligo então, pode ser?

_Claro. E você quer fazer o quê?

_Psicologia. Minha mãe já arrumou tudo. Só falta ajeitar as coisas na faculdade.

_ Hum, quer dizer que vamos ter uma psicóloga na família._ Demi sorriu.

_Pois é._ Se achou pelo telefone e eu ri._ Bom tenho que caçar uma babá ou uma creche pra deixar Kyle também._ Falou e pareceu um pouco exausta pela respiração.

_É._ falei.

_Então tchau tio. Acho que já tirei muito seu tempo e também tenho muita coisa pra fazer hoje.

_Tchau._E logo ela desligou.

Logo em seguida meu celular tocou e vi um SMS do Davis, meu melhor amigo.

“Te espero aqui na lanchonete aqui perto de seu AP. Quero bater um papo, vem logo!”

Sorri. Subi as escadas e entrei no quarto onde as duas mulheres estavam.

_Está na hora de vocês irem._ falei pegando as roupas e jogando em cima delas.

_Mas já?_ Dulce perguntou._ Estou cansada ok.

_Eu tenho que sair. Vamos, andem logo._ Evangeline me olhou de cara feia. Apenas dei de ombro e saí do quarto.
Continua...


Lêem:
Galera obrigada pelos comentários e opiniões.
Resolvi escrever algo polêmico kkkkk.
Existe um escritor (que eu não me lembro o nome kkkkk) que gosta de escrever coisas assim polêmicas em família, mostrar novas visões e eu gosto muito disso, resolvi encrencar com a cabeça dos meus leitores, agora é só esperar o fim pra ver o que acontece. Obrigada galera e continuem comentando...
Talvez eles não fiquem juntos, talvez aconteça coisas que ninguém nunca imaginou que iria acontecer... Leem e descobrirão!

BEKA...