12 de dezembro de 2014

A Sobrinha – Cap. 4

 

OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS E BEM VINDOS SEGUIDORES.


Quando as portas do elevador se abriram Demi travou no lugar. A olhei e estranhei seu jeito. O que havia acontecido?

_Demi?

_Não acredito que nunca me trouxe aqui._ Falou entrando deixando as malas e outras coisas pra trás, apenas com Kyle no colo. Dei um jeito de pegar e empurrar pro apartamento suas coisas. O elevador se fechou e foi-se depois que tirei tudo de dentro. Olhei pra Demi que não parava de observar o AP._ Oh Deus. Que sonho. Por que não me falou que morava em um lugar assim, já teria aceitado morar com você sem pensar duas vezes._ Ri.

_Gostou?

_Se eu gostei? Eu adorei. Ah. Pelo amor de Deus, me mostre meu quarto.

_Já vou avisando que meu quarto é a única suíte ok.

_Não tem problema.

Nós subimos as escadas, Demi não perdia nada, olhava tudo e carregava Kyle nos braços que estava acordado e também parecia intrigado com o lugar e não chorava por estar observando também com os olhinhos claros arregalados. Abri a porta do terceiro quarto do apartamento. Bom, meu apartamento tinha três quartos. Ela olhou tudo maravilhada eu apenas ria da cara dela. Do nada ela me olhou assustada.

_Espero que esse não seja o quarto em que você leva suas peguetes.

_Não se preocupe, levo elas pro quarto mais distante._ Ela me olhou e depois voltou a olhar o quarto.

_Você mora sozinho, pra que um apartamento tão grande? Não se sente sozinho?

_Não. E tenho um apartamento grande por que minha família mora longe e quando quiserem me visitar tenho quartos para ficarem, mas poucas pessoas vêem me visitar, somente papai e mamãe e algumas irmãs, mas sempre teve quartos. _ Falei e ela riu.

_É, você pensa em tudo mesmo._ Ela olhou a cama._ Mas vou querer minha cama.

_Por quê?

_Por que minha cama é melhor que essa.

_Caramba, você acha que eu dormi com alguma garota aqui.

_E isso também.

_Você quem sabe ok._ Ela sorriu. Ela estava feliz, parecia outra garota. Essa sim parecia a Demi que eu conhecia e que tinha o sorriso mais bonito que eu já vi em todo o mundo._ Vem, quero te mostrar um lugar que acho que vai gostar muito._ Ela se levantou e entrelaçou sua mão na minha, a olhei e ela sorriu, Kyle me olhou também, parecia bem assustado.

A levei até o fim do corredor, onde tinha uma escada, subimos e abri a porta onde dava em uma área bem grande cheia de cadeiras e mesas, tinha uma churrasqueira e uma TV, e as paredes eram de vidro e tinha uma grande porta de vidro, ela ficou olhando tudo, mas não dei muito tempo a puxei pra sair dali, passamos pela porta de vidro e ela parou com a boca aberta. Era um lugar amplo, tinha algumas cadeiras de tomar sol e subindo uma escada onde tinha uma grande piscina.

_Oh, o terraço._ Ela falou sem sair do lugar.

_Você gostou lá de baixo, achei que gostaria muito mais daqui de cima.

_Com certeza._ Ela começou a andar pelo lugar e olhar tudo com muita atenção, até Kyle começar a chorar, ela nem deu muita bola, apenas começou a balançá-lo e olhar algumas coisas intrigada, mas Kyle não deu trégua e começou a chorar o mais alto que pôde, aquele chorinho agudo de bebezinho novinho._Oh Kyle não faz isso._ Demi reclamou.

_Érr... Me deixa..._ Olhei pra ela que me olhou confusa, apontei pro bebê e ela riu.

_Tem certeza?

_Tenho._ Arrumei meu braço e ela riu.

_O segure em pé, ele não quer ficar deitado agora._ Franzi o cenho, como arrumar o braço pra segurar um bebê em pé? Ela segurou o bebê que ainda chorava e o colocou em meu ombro, passei uma mão por sua bundinha e outra em suas costas, ele parou de chorar instantaneamente e me olhou com o rostinho vermelho e olhinhos arregalados._Caramba, que efeito que você tem sobre ele hein.

_Homens se entendem._ Sorri pro bebezinho lindo que ainda me olhava, então seu rosto se contorceu e ele voltou a chorar. Bom, como pode imaginar fiquei desesperado._Ei garotão, não vai chorar agora né? _ Demi bufou e o pegou de meu colo.

_Ele ta com fome, não vai nos deixar em paz enquanto não comer._ Ela falou entrando pela porta de vidro e descendo as escadas e eu a segui. Ela se sentou no sofá se aconchegando e desceu sua blusa novamente, arregalei os olhos e virei o rosto antes que pudesse ver demais, a ultima vez havia pagado um mico daqueles, agora não ficaria tão intrigado com seus seios. A ouvi dando uns risos._ Caramba, você vai ficar sempre assim quando me ver amamentando meu filho?

_Ahm?_ Perguntei a olhando novamente.

_Você ta tipo, sem jeito, não sabe o que fazer, tio Joe pode se sentar aqui do meu lado e me fazer companhia se não tiver nada pra fazer agora.

_Falando nisso, caramba, eu preciso voltar pro trabalho, tenho muita coisa pra resolver hoje com a outra filial.

_Ah claro. Eu vou ficar bem, vou tentar arrumar um pouco minhas coisas e quando o restante chegar peço pra alguém me ajudar.

_Tem certeza?

_Tenho, pode ir._ Ela sorriu e eu corri de volta ao meu trabalho.

 

 

Quando voltei pra casa, estava cansado e já passavam das sete da noite. Entrei em meu apartamento e vi Kyle em um cercadinho na sala brincando com alguns brinquedinhos de morder, subi as escadas e vi Demi arrumando um quarto bem bagunçado, mas todo mobiliado.

_Caramba, você deu conta do recado.

_É, eu sou de mais. Trabalha sempre até essa hora?_ Falou dobrando umas roupinhas de Kyle e colocando em uma gaveta.

_Não. É que tenho muitas coisas pra fazer essa semana. O patrão conseguiu nos encher de trabalho.

_Por quê? Vocês não fazem nada?

_Tipo isso._ Falei e ela riu balançando a cabeça negativamente._ Nós mandamos mais do que fazemos._ Falei sentando na cama, ela respirou fundo parecendo bem cansada e se sentou também.

_Quem é nós, mesmo?_ Ri.

_Eu e meu amigo Davis.

_Ah!_ Nos olhamos e ficou um clima meio estranho, eu estava cansado e ela parecia mais cansada ainda.

_Vou tomar um banho._ falei me levantando.

_Ok. Vou fazer a janta, depois eu banho._ Do nada escutamos um choro, Demi respirou fundo e sorriu pra mim como se estivesse rindo de sua situação.

Entrei em meu quarto e tirei minha roupa e entrei em meu banheiro me enfiando na água quente tentando relaxar um pouco. Depois de meia hora vi que meus dedos já estavam enrugados e então saí do banho. Escolhi um short e saí do quarto, desci as escadas e entrei na cozinha.

_Acabei de terminar._ Falou com Kyle em um braço.

_Então vamos comer, essa comida está com um cheiro muito bom. Quem diria heim, você fazendo comida boa.

_Qual é? Eu sempre fui boa pra fazer comida ok.

_Não enquanto eu morava lá.

_Isso já faz anos tio, as coisas mudam.

_Ok, então vamos comer.

Colocamos a comida e quando fui sair da cozinha a vi sentada na mesa da copa.

_Ta brincando né?_Falei e ela me olhou.

_O que?_ Me aproximei e puxei seu braço que ainda segurava Kyle.

_Vamos pra sala, é serio, odeio lugares assim em que só escutamos barulho de talheres batendo no prato ou neles mesmos._ Demi apenas riu e me seguiu. Nos sentamos no sofá e eu liguei a TV. Demi pegou uma cadeirinha para criancinhas e colocou Kyle e um brinquedinho pra ele ficar entretido. Não tinha muita coisa interessante na TV.

_Kyle faz quatro meses amanhã._ Demi falou pegando o brinquedinho que caiu da cadeira e o entregando.

_Serio?

_Aham._ respondeu com a boca cheia.

_Ta ficando velho hein rapazinho._ Brinquei e Demi riu.

_Nem me fale. Crescem tão rápido e vão ficando cada vez pior.

_Pior?_ A olhei e ela fingiu interesse na TV para não me olhar.

_É uai, mais bagunceiros, pestes._ riu e eu ri junto.

_É verdade, me lembro de você._ Ela riu enfim me olhando.

_Eu era bagunceira?

_Nunca vi uma menina com tanta energia igual a você.

_Ah! Deve ser por isso que os homens me adoram_ Arregalei os olhos e abri a boca sem me importar se estava cheia de comida, ela riu._ To brincando._ Continuei do mesmo jeito que estava._ Tudo bem, vou te falar uma coisa absurda, eu nunca transei com outro cara que não fosse o Brad._ Nessa hora eu engasguei... Ela me olhou assustada quando tentei respirar mas não conseguia._ Tio, tudo bem?

_Isso é serio?_ Consegui falar.

_Lembra quando tinha 17 anos e você foi me visitar? Eu falei que queria perder minha virgindade e você enlouqueceu e falou que isso era algo muito importante em uma mulher. Então eu acabei esperando e fiz com uma pessoa em que eu confiava.

_Me lembro muito bem, aquela sua época revoltada, por isso achei que você já tinha feito com outros, logo que fui embora.

_Não, seus conselhos entraram em minha cabeça._ Ela riu._ Apesar de você ser aquele “Faça o que eu falo, não faça o que faço” _ gargalhei colocando meu prato de lado, já estava cheio a vi fazer o mesmo. Kyle bocejou então ela o pegou e o colocou no cercadinho e jogou uma manta em cima, ele ficou quietinho nos observando.

_E você? Não tem nada absurdo pra me falar?_ Ela perguntou se sentando ao me lado.

_Bem, não sei se isso seja coisa pra se falar pra uma sobrinha.

_Ah que isso._ ela me olhou._ Você sabe que já compartilhamos muitos momentos bem... Diferentes de nossa situação, somos mais que sobrinha e tio, somos amigos, ou até mesmo mais que isso._ Olhei pra ela rindo.

_Nunca transei sem camisinha._ falei correndo e ela parou com os olhos arregalados e ficou estatua. Segurei risos pelo estado dela.

_Isso é serio? Não está brincando comigo?

_Não. Não mesmo.

_Uau. Não sei nem o que falar._ Ela olhou pra frente parecendo absorver o que eu falei.

_Agora é sua vez.

_Érr..._ Ela pareceu tentar lembrar o que falar._ Ah!_ Ela me olhou envergonhada._ Eu só fiz sexo quatro vezes em toda minha vida._ Essa foi minha vez de ficar com a boca caída.

_Caramba.... E... E engravidou?

_pois é. Não fui tão esperta quanto você.

_Meu Deus._ Deixei escapar.

_Ah qual é._ Ela me deu um tapa._ Nossa, você ta tão quentinho._ falou se aconchegando em mim, sorri e afaguei seus cabelos.

_Você está com frio?_ perguntei e arrepiei ao sentir suas mãos macias se arrastarem pelo meu peito nu até a barriga.

_Um pouco._ falou, ela parecia um pouco fora de órbita._ Aqui é bem mais frio do que no Texas._ falou e eu sorri.

_Isso é meio óbvio._ Falei e ela se levantou rapidamente.

_Érr..._ Arrumou o cabelo um pouco nervosa._ Vou colocar Kyle no berço, ele tem que dormir mais cedo._ E se levantou pegando Kyle._ Vou ter que levá-lo amanhã pra faculdade comigo.

_Se você quiser posso ver algumas babás...

_Nem pensar._ falou apressada parando na escada e olhando pra mim._ Quero uma babá que dure muito então com toda certeza não poderá ser de seu gosto._ gargalhei enquanto ela subia as escadas.

Depois de um bom tempo assistindo um programa que eu gostava muito, peguei os pratos e vasilhas sujas e lavei, passei um pano no fogão e arrumei a cozinha. Desliguei as luzes da cozinha e da sala. Subi as escadas e percebi que a luz do quarto de Demi estava acesa. A porta estava aberta e vi Demi em pé balançando o berço de Kyle, parecia simplesmente exausta. Dei uma batida e entrei, ela nem olhou pra mim.

_Ta tudo bem?_ Perguntei.

_Ta, é que Kyle não quer dormir. Quando paro de balançar ele chora.

_Bom, eu vou deitar, qualquer coisa é só me chamar.

_Ok. Pode ir.

Fui até meu quarto, fechei aporta e me deitei me aconchegando no edredom, mas não consegui pregar os olhos enquanto aquela luz que passava por debaixo da porta estava ligada. Rolei pela cama, mas sempre acabava olhando pra porta. Quando meus olhos estavam pesados escutei um choro alto. Bufei e me levantei. Abri a porta e fui até o quarto de Demi.

_Demi vai tomar seu banho, eu fico aqui de olho nele até voltar ok. Pode ficar o tempo que quiser, relaxa._ Ela soltou um suspiro.

_Obrigada tio Joe._ Falou colocando Kyle na sua cama e pegando uma toalha e saindo do quarto exausta.

_Bom garotão, agora é só nós dois, e eu não gosto de ver homens chorar ok._ falei me sentando ao lado dele na cama, ele parou de chorar enquanto me olhava, mas rapidamente voltou a chorar._Ei ei ei._ Ele chutava o ar e se esticava no macacãosinho verde._ Kyle hora de dormir._ falei, mas logo em seguida comecei a rir, eu estava falando com um bebê que simplesmente não entendia nada o que eu falava. Olhei pra ele e então o peguei no colo, dessa vez foi mais rápido, já estava aprendendo. Coloquei-o no meu ombro e comecei a dar leves batidinhas nas costas, rapidamente ele parou de chorar. Sorri comigo mesmo, eu estava ficando bom nisso. Depois de uns minutos ele soluçou e depois vomitou no meu ombro._ Owt Kyle._ falei nervoso. Peguei uma manta e limpei o leite vomitado. Coloquei ele no outro ombro e depois de uns minutos eu já estava cochilando em pé, resolvi colocar Kyle na cama novamente e quando fiz, percebi que ele já estava dormindo em meu ombro me deitei ao seu lado para esperar Demi...

_Joe... Tio Joe._ escutei a voz de Demi ao longe._ Joe._ Acordei e vi que ela estava me balançando._ Você dormiu.

_Eu o que?_ Me sentei passando a mão no rosto.

_Que gracinha, você dormiu ao lado de Kyle._ Olhei pro lado e vi a miniatura dormindo feito um anjo, olhei pra Demi e percebi que ainda estava de toalha.

_Quanto tempo ficou no banheiro?_ Ela parou pra pensar.

_Um bom tempo._ Falou sapeca e eu ri. Como sempre._ Como fez Kyle dormir?

_Apenas o peguei no colo e então ele vomitou em mim._ Falei me levantando.

_Ah entendi._ Falou sorrindo. Ela não parava de me olhar.

_Vou terminar o meu sono no meu quarto._ Acenei e fui para o meu quarto me jogando na cama.
 
Continua...


Que bom que estão gostando, sem muito tempo para responder agora, obrigada a todos pelos comentários e estou feliz por estarem gostando, e continuem comentando suas opiniões ok.




BEKA!!!

10 de dezembro de 2014

A Sobrinha – Cap. 3



Parei o carro em frente à lanchonete, era perto, mas pra ir caminhar no bosque eu ia de carro o que tem ir pra lanchonete também. Entrei e logo vi Davis sentado em uma mesa comendo esfomeado alguma coisa que nem dei bola.

_E aí cara._ falei me sentando na mesa e quando ia bater em sua mão resolvi deixar minha mão quietinha. A mão dele estava um pouquinho suja._ Cara você vai engordar assim.

_É pra isso que serve academia._ falou limpando sua boca com guardanapo.

_Sei.

_Toma. Pedi esse suco por que sei que você gosta dele._ Me entregou um suco da fruta de laranja.

_Obrigada._ Falei bebericando, não havia comido nada ainda. Chamei a garçonete._ pode me dar um misto quente._ Ela saiu.

_Cara, se eu te contar com quem passei essa noite, você não ganha de mim essa.

_Hum, fala._ falei já rindo da cara dele quando soubesse sobre minha noite.

_Claire, a secretaria do dono da empresa.

_O quê?_ Arregalei os olhos. Sim, ele havia me surpreendido. Ela era daquelas, tipo... Muito, muito difícil, já havia tentado ficar com ela varias vezes, ela era muito fiel ao namorado... Bom, nem tanto assim né._ A secretaria do chefão?

_Ela mesma._ Ele riu._ Encontrei com ela em um restaurante, eu não sei por que, mas ela parecia um pouco bêbada e..._ Ri.

_Quer dizer, caindo né, pra dormir com você.

_Não, caindo não, mas eu dei mais um pouquinho de bebida e ela acabou caindo sim.

_Ah cara, não acredito que você fez isso, ela deve estar se matando agora. Com o consentimento da garota é melhor.

_Diz o sabe tudo._ Me zoou._ E você? Com quem passou a noite?_ O olhei com cara feia, como assim ele já me perguntava assim?_ Que é? Não vem dizer que sábado à noite Joe Jonas não pegou ninguém.

_Ta, vai lá. Peguei a bar-tender do Pub de frente do escritório.

_O quê? A Evangeline? Já tentei ficar com ela varias vezes. Caramba foi ela quem quis?

_Claro. E também teve outra que conheci. Dulce, estava deslumbrante, toda de vermelho._ Davis ficou calado, com certeza sem palavras, com os olhos arregalados me olhando, a garçonete me entregou o misto e olhou pra ele pra ver se estava bem.

_Calma aí, eu entendi direito? Você passou a noite com duas?

_Foi cara. Por que o espanto? Você mesmo disse “Joe Jonas”. O que você acha que eu ia fazer sábado à noite?

_Cara, você sempre me surpreendendo._ Falou bebendo seu suco com vontade. Depois de um bom tempo processando ele olhou pra mim.

_E aquela sua sobrinha? Chegou de viagem?

_Chegou e cara, ela me surpreendeu, está mais linda do que nunca.

_Hum, você precisa me apresentar.

_Nem pense nisso, ela tem um filho ok.

_E daí?  É só por uma noite ou duas talvez._ O olhei com um olhar tipo: “Se você triscar nela, você morre”._ Que é? Você passa a noite com duas, imagina se fosse minha sobrinha também, você não estaria nem ligando... Sua sobrinha é apenas mais uma mulher gostosa no planeta.

_Não acredito que falou isso_ falei baixo fechando minhas mãos em punho.

_Tudo bem, tudo bem, já entendi. Nem pensar em triscar em sua sobrinha._ Bufou.

_Triscou, morreu._ falei nervoso. Mas eu o conhecia bem, sabia que ele não iria triscar o dedo nela se eu não autorizasse.

_Quantos anos ela tem?_ Ele perguntou e eu o olhei com o olhar pegando fogo._ Que é? Só curiosidade ok. Como amigo.

_19. Bem novinha ainda.

_Hum, está numa idade boa.

_Davis é serio?_ Falei largando meu misto quente no prato, pronto pra sair dali.

_ Cara, eu não to falando de mim. Você acha que existe só nós dois procurando rostinhos e corpinhos bonitos por aí?_ Olhei pra ele. Tinha razão, NY estava cheio de caras procurando mulheres apenas para usar, principalmente novinhas como Demi. Demi já havia sofrido demais, não podia deixá-la sofrer novamente por amor.

_Eu sempre vou estar do lado dela.

_Ah, serio mesmo que você sempre vai estar com ela? Você trabalha ok. E ela também, pelo que eu saiba vai estudar. Faculdade é uma coisa._ Falou lambendo os lábios e eu estremeci._ E ela parece um pouco bobinha, pra engravidar assim e ter um filho sem pai._ Na hora perdi a fome. Meu misto quente estava acabando mesmo, mas não consegui comer o restante.

_Vamos lá pra casa?

_Fazer o que lá?

_ Ah, passar o tempo, almoçar lá.

_Tudo bem. Quero comer sua comida.

_Você vai gostar. Moro sozinho há muito tempo, tive que aprender a sobreviver né.

_Hum, to louco pra saborear sua comida._ falou de um jeito engraçado me fazendo rir.

 

Fomos pra casa, compramos uísque e outras coisas, passamos o tempo conversando e fazendo bagunças. Depois fiz o almoço e o surpreendi como sempre. Umas três horas, Demi me ligou, falou que estava saindo da faculdade e que estava tudo certo. Davis foi embora, então banhei, troquei de roupa e fui buscá-la na faculdade, ela parecia muito cansada. Estava com Kyle nos braços, a bolsa dele e sem falar nas suas coisas.

Entramos na loja e ela olhou vários carros, demorou um bom tempo até achar um bom pra ela. Acabou comprando um Crossfox branco. Fomos em outra loja e ela comprou uma cadeirinha para Kyle. Ajeitou no carro e fomos para um restaurante, ela estava morrendo de fome. Pedi um almoço para ela, e um lanche pra mim, já era seis horas e ela não havia comido nada.

Kyle começou a chorar, Demi olhou ao redor e então abaixou sua blusa mostrando seu seio e colocando na boca de Kyle, na hora arregalei os olhos, bom aquela ali era Demi, a minha sobrinha e garotinha mostrando o seio pra todo mundo, mas depois foi diferente, foi algo materno, algo normal, não era como se qualquer mulher chegasse ali e mostrasse, ela tinha um filho, ela era mãe. Uma mãe amamentando seu filho. Era algo respeitoso.

_Agora só falta o emprego e a babá._ ela falou sorrindo pra mim que olhava seu filho amamentando._ Ok. Dá pra parar, ta me deixando envergonhada._ Falou jogando uma manta em cima da cabecinha do bebê. A olhei completamente vermelho, queimando de vergonha.

_É. Com o emprego posso te ajudar a encontrar._ falei com a voz embargado pela vergonha. Ela riu do meu jeito.

_Seria ótimo._ Depois de um tempo calados nossa comida chegou. Kyle acabou adormecendo e ela o colocou no carrinho. Depois começou a comer sua comida ferozmente, me lembrando de Davis. Ri na hora a fazendo me olhar e ficar vermelha e se arrumar na cadeira e começar a comer mais devagar.

 

Quando cheguei em casa estava exausto, essa noite iria dormir em meu quarto sozinho. Havia sido um dia bom, sim passar um dia com Demi com certeza é bom, mais foi completamente exaustivo. Andamos muito pela cidade, tudo bem que foi de carro, mas foi cansativo.

 

Acordei no dia seguinte com o Bii de meu despertador. Eram nove horas da manhã, me levantei fui pro banheiro de meu quarto, fiz minha higiene matinal, vesti meu traje de sempre, ajeitei a gravata e desci as escadas, peguei algumas coisas em minha geladeira que eu nunca deixava faltar, comi rapidamente e peguei as chaves de minha BMW e fui pro trabalho.

 

Quando o elevador parou no ultimo andar do prédio dei de cara com minha secretária, parei na hora e a observei. Hum, secretaria nova, bonita... Adoro meu chefão, ele sempre escolhe uma perfeita. Olhei pra sala que ficava em frente a minha e vi Davis.

_Já chegou?_ Perguntei.

_Sexta feira saí muito cedo e deixei muito trabalho pra hoje.

_Ah!_ Falei e andei até a minha sala, quando abri a porta parei. Oh Deus. Mesa nova. Olhei pra fora. Secretaria nova. Seria um bom jeito de estrear os dois não? Me recompus e entrei, mas antes escutei a secretaria nova perguntar para secretaria de Davis: ”Esse é meu chefe?” Apenas ri, já devia esperar. Todas as minhas secretarias acabavam expulsas por descobrirem que eu já havia a pegado. Meu chefe sempre despedia e contratava uma melhor ainda. Só Davis que acabou perdendo. Foram tantas demitidas que o chefão contratou uma mulher muito bem casada e fiel.

Minha sala era bem grande e nem tinha tanta coisa assim, andei até minha cadeira e me sentei colocando minhas pernas na nova mesa que agora era de vidro, olhei pra fora e vi Davis chamando sua secretaria correndo e nervoso... É. Ele tinha muito trabalho. Minha sala e a sala de Davis eram de vidro, dava pra ver tudo. Bom, você deve estar se perguntando como eu comia as minhas secretarias, bem, é só fechar as cortinas, é seguro.

Fiquei um tempo ali, não tinha muita coisa pra fazer ao contrário de Davis, resolvi tudo sexta-feira. Vi minha secretaria se levantar e olhar pra mim pelo vidro envergonhada e ir até a porta e bater.

_Pode entrar._ falei. Ela entrou sem jeito. Parecia ser nova no ramo. Na verdade ela é novinha, tinha cara de que acabou de sair da faculdade. Recostei meus braços atrás de minha cabeça deixando minha camisa social apertada nos braços e peitos.

_Senhor Jonas esse número ligou, parecia nervoso, não falou quem era só falou pro senhor ligar quando chegasse._ A olhei e a vi se arrepiar me olhando, apenas ri sem consegui segurar. Me desencostei e peguei o papel de sua mão. Conhecia bem aquele número, era de uma filial. Depois eu ligaria.

_Bom, você sabe meu nome, mas eu não sei o seu.

_Ah. Bloom. Me chamo Lina Bloom.

_Seja bem vinda senhorita Bloom._ Falei me levantando e indo até ela, ela ficou completamente dura com minha presença bem perto dela, peguei sua mão e a beijei sem tirar meus olhos dos seus. Ela mordeu seu lábio e respirou fundo. Ela era como as outras. Caía em meu feitiço tão fácil.

_Você não vai se arrepender. Sou muito boa no que faço._ A olhei de cima a baixo, a saia branca apertada que ia do joelho até a metade de sua barriga e a camisa social rosa clara.

_Sim, espero não me arrepender._ Falei a puxando mais pra perto e olhando em seus olhos, ela deixou sua respiração sair apressada. Sorri novamente. Ela estremeceu. Olhei pro lado e vi Davis me olhando de sua sala, parecia bem entretido, estava em pé quase grudado no vidro me olhando de boca aberta, depois olhei pra sua secretaria que balançava a cabeça negativamente. Fui até a cortina, sorri pra Davis que riu também e puxei a cordinha fechando a cortina por completo. Olhei pra Lina que sorriu um pouco nervosa. Me aproximei e ela se sentou na mesa, sorri, era do jeito que eu queria, me coloquei entre suas pernas e segurei suas pernas e quando ia beijá-la meu celular começou a tremer em meu bolso. O tirei dali e joguei em cima da mesa, não iria atendê-lo agora. Olhei pra ela que já estava mordendo os lábios, me aproximei e a beijei, não foi beijo romântico nem nada disso, eu não era assim, foi beijo rápido, quente, com tudo que tinha direito, mostrando logo qual era minha intenção. E no meio ao beijo abri os olhos pra saber onde era o zíper de sua saia e acabei vendo a pessoa que estava me ligando... Me separei rapidamente dela e peguei meu celular o atendendo antes que ela o desligasse.

_Demi..._ A ouvi fungar.

_Ah Tio! Desculpa, acho que estou te atrapalhando. Desculpa, eu já ia desligar... É que eu precisava conversar e não conheço ninguém aqui e... Não, esquece.

_Não, não estou ocupado. O que aconteceu?

_Não é nada, é que..._ A ouvi fungar novamente. Ela estava chorando?

_Demi o que aconteceu? Pode falar, estou a sua disposição._ falei me sentando em minha cadeira. Apontei o dedo para que Lina abrisse a cortina e saísse, ela me olhou como se eu fosse um louco tarado que broxava na hora errada.

_É que... Eu... Eu nunca fiquei tão sozinha quanto estou hoje. E eu sei que estava feliz ontem, mas... Eu posso ser bipolar, eu sei lá, está acontecendo tanta coisa em minha vida, eu não esperava nada disso..._ Davis me olhou, estava na cara que ele queria saber o que havia acontecido, por que até mesmo o chefão eu não atendia quando estava numa hora dessas._ Joe, eu nem fui pra faculdade, não sei o que fazer com Kyle...

_Demi.... Eu estou indo aí.

_O que?

_Me espera._ Desliguei o celular. Peguei o papel com o numero em cima de minha mesa e coloquei no bolso e saí._ Lina vou sair, não sei que horas volto, se tiver algum compromisso remarque e se me ligarem passa o meu número ok._ falei pegando um papel e colocando meu numero.

_Sim senhor.

_Joseph...

_Tchau Davis._ falei antes que ele quisesse tirar alguma satisfação.

 

 

Demi abriu a porta e eu parei na hora... Caramba, ela estava horrível, estava com o cabelo bagunçado, como se tivesse acabado de acordar, com os olhos inchados e vermelhos, umas bolsas enormes embaixo dos olhos e... E apenas com uma camiseta grande.

_Oh Deus! O que houve com você?_ Perguntei entrando e a abraçando, nunca havia a visto assim e não havia gostado nada disso.

_Eu pensei em trocar de roupa e passar um pouco de maquiagem e claro da uma ajeitada no cabelo, mas quem eu estou enganando? Estou acabada._ A puxei pra sentar no sofá.

_Demi, o que ta acontecendo?

_Eu não sei, esse é o problema, eu não sei mais nada da minha vida. Sabe quando você acorda e vê que o mundo desabou em cima de você?... Que você não sabe mais nada?... Que você já tinha preparado a sua vida inteira, mas depois sai tudo diferente e você não sabe como resolver?

_Calma Demi...

_Eu só queria fazer faculdade e me casar um dia, ter filhos e um trabalho bom, sabe, viver como qualquer pessoa.

_Eu sei Demi, mas... Érr... Talvez o destino quisesse mudar um pouco as coisas, talvez não fosse assim que era pra acontecer._ Demi apenas começou a chorar, eu há olhei um pouco desesperado. Meu Deus! O que eu poderia fazer?

_Eu sei. O problema é que não sei o que fazer. Eu tenho um filho agora tenho responsabilidades muito grandes, nunca tive um pingo de responsabilidade, não sei o que fazer. Você foi embora cuidar da sua vida por que quis, eu fui forçada.... Minha juventude acabou e agora vai ser muito mais difícil um homem querer algo sério comigo._ Eu estremeci com o que ela falou.

_ Demi...

_Eu me sinto sozinha, tenho meu filho, mas não é a mesma coisa... E não quero te atrapalhar sempre, mas você é o único por aqui que eu conheço. E tio você não sabe o quanto te agradeço por tudo.

_Demi, eu já sei..._ Me levantei em um pulo e dei minha mão a ela._ vamos pra casa.

_O que?

_Sim, vamos pra casa, você vai morar lá.

_Tio Joe já conversamos sobre isso.

_Já conversamos então não precisa falar mais nada, apenas vem comigo.

_Não Joe, eu já tenho uma casa.

_Você não tem, você acha que tem. Você acha que esse lugar é sua casa?_ Ela olhou em volta, mas não respondeu._ Demi, você mesma falou que está se sentindo sozinha aqui e que a única pessoa que tem aqui sou eu. Então vamos juntar o útil ao agradável._ Ela me olhou pensativa.

_E todas essas coisas?

_ sei lá. Você vende, fica só com o útil e entrega o dinheiro a sua mãe, por enquanto você não vai precisar disso tudo.

_Meu Deus o que eu to fazendo?_ Perguntou a si mesma.

_Demi, está fazendo o certo.

_Eu não sei mais de nada.

_Quando chegar lá em casa nós decidiremos isso. Você vai se mudar ainda hoje._ Falei pegando sua mão e a levantando com um puxão._Anda, vai se trocar. Cadê Kyle?

_Está dormindo, ontem ele dormiu tarde, foi o maior trabalho fazê-lo dormir.

_Oh Demi! Você tem que deixá-lo dormir pouco de dia pra ele dormir a noite toda. Vai acordá-lo, arruma o que precisa aí coloca no carro e depois mandamos alguém vir buscar o restante das coisas ok?_ Ela me olhou pensativa.

_Ok._ falou com uma grande e demorada respiração.
 
Continua...


Galera obrigada pelos comentários... Assim vocês só me inspiram mais... É uma gracinha msm o Joe com Kyle neh... (pra quem não sabe pronunciar o nome Kyle, se pronuncia assim: Caiow)
Nina Gomes não me lembro de ver você comentando aqui antes mas estou muitississimo feliz por estar aqui e comentando a sua opinião. Obrigada.
 
BEKA!!!!

8 de dezembro de 2014

A Sobrinha – Cap. 2

 



Bem vindas Novas seguidoras!!!
Parei o carro em frente ao prédio, pegamos suas coisas e entramos. Demi abriu a porta e viu tudo mobiliado. Selena havia preparado tudo mesmo. As coisas do bebê estavam prontas. Era pequeno o apartamento, mas era bem confortante. Tinha apenas um quarto, mas Demi não precisaria de mais mesmo. Ajudei-a guardar as coisas e arrumar o AP do jeito dela. Depois de um tempo sentamos no sofá e nos olhamos. Demi sorriu.

_Obrigado Tio, por tudo._ Demi falou se sentando mais perto de mim e me abraçando e eu retribuí.

_Que isso. O que precisar estou aqui._ Continuamos abraçados, ela me deu um beijo no rosto como costumava fazer antes, mas algo saiu diferente... Muito diferente. Ela repousou sua cabeça em meu peito e ficou assim.

_Você foi embora eu tinha 14 anos. Estava na adolescência.

_E quando voltei você tinha 16, mais rebelde que nunca._ Demi gargalhou.

_Aquela época foi um tanto revoltante._ falou olhando pra cima e me encarando ainda encostada em mim._ Mas foi umas das melhores, você ficou duas semanas lá, e foram os melhores dias.

_Você me ama mesmo né._ Falei brincando, a vi abrir a boca pra protestar, mas não saiu nada de lá. Resolvi mudar de assunto._ Tem certeza de que não quer ir lá pra casa?_ Ela se afastou.

_Não Joe, não vou. Não somos mais eu e você, agora tem uma criança envolvida... Já pensou, você está lá no maior amasso com uma garota e do nada ela pisa em uma chupeta ou escuta Kyle chorar. Você teria muito que explicar._ Sorri. É... Ela tinha razão, não sei o que faria. Acho que apenas continuaria o amasso sem me preocupar, o problema são as mulheres.

_Eu não a levaria pra casa, iríamos pra casa dela.

_Ah claro, você sempre tem uma resposta na ponta da língua._ Ela olhou pra mim e sorriu._ Pega Kyle, por favor, enquanto vou fazer a mamadeira dele?_ Olhei para o bebê que agora estava no carrinho acordado me olhando com aqueles grandes olhos castanhos bem claros, estava bem quietinho, apenas observando.

_Érr... Por quê? Ele está tão quietinho.

_Eu sei, só quero que o pegue um pouquinho.

_Ah , acho melhor não.

_Ta vendo, você não sabe nem pegar um bebê, como acha que iria viver com Kyle em sua casa, não são apenas as garotas._ A olhei e olhei pro bebê, como ela disse, eu sempre tenho uma resposta.

_Agora você vai ver._ Olhei para o bebê e me aproximei, coloquei as mãos atrás das costas dele tentando de alguma forma segurar o bebê de um jeito que não o machucasse ou ficasse desagradável, mas estava meio difícil, ela tinha razão, eu não dava conta de segurar um bebê, coloquei a mão na cabeça dele, mas não estava muito bom, então coloquei uma mão nas costas e outra na bundinha, ouvi Demi tentar segurar um riso e logo em seguida gargalhar me contagiando._ Para de rir, assim nunca vou dar conta.

_Tio, coloque a mão debaixo dos bracinhos dele e o levante sem deixar a cabecinha cair, o segurando pelas costinhas._ O garotinho já fazia cara feia pra mim, nem eu mesmo sabia o que estava fazendo mais._ Joe suas mãos são grandes, você consegue o segurar bem ok._ Sorri e como ela explicou o peguei, de mau jeito, mas consegui o tirar do carrinho. Olhei pra ela sem saber o que fazer, segurava o bebê enquanto ele me olhava com os olhinhos esbugalhados._ Joe, o coloque em seu colo, o abrace. Caramba, como vai ter filhos? Você não sabe de nada._ A olhei de cara feia e coloquei o bebê deitado em meu ombro, colocando uma mão em suas costinhas e a outra na bundinha grande por culpa da fralda. Kyle ficou quietinho, olhei pra Demi todo duro, Demi apenas riu, mas seu riso acabou assim que ela me observou, não sei por que, mas ela ficou me olhando segurar Kyle no colo.

_ Pra sua informação, não vou ter filhos._ Demi olhou em meus olhos assim que falei.

_Por quê?

_Por que não quero, e olhe você mesma, não tenho jeito pra essas coisas._ Ela se aproximou e olhou o bebê que se mexeu colocando sua mãozinha em meu ombro, perto do rosto.

_Não acredito nisso Joe, olha como é bom segurar uma criança. Você não sente isso? É tão bom, sentir que ele gosta de você, que está em seu colo._ Ela tinha razão, era bom, era tão fofo quanto um filhote de cachorro, mas custava caro cuidar.

_É bom, mas quando ta quietinho assim né._ Falei.

_Não, quando ele chora não é tão ruim quanto às pessoas falam. Ah. Não sei se é por que ele é meu filho, mas me sinto feliz por cada minuto que fico com ele._ Kyle me assustou por dar um leve pulinho.

_Ui. Ele soluçou._ Olhei pro bebê que parecia ainda estar com os olhos abertos apenas gostando do meu colo. Então soluçou novamente.

_Deve ser o frio. Nova York essa época é frio e ele deve não estar acostumado ainda, assim como eu._ Ela pegou uma mantinha e jogou em cima de Kyle ainda em meu colo. Caramba, aquilo não era tão ruim assim. Eu estava segurando uma vida, uma miniatura, mas era uma vida, que ainda por cima era muito fofa.

_Bom, tenho que ir._ Falei assim que vi pela janela que já estava escuro, havia ficado a tarde inteira ali com ela.

_Mas já?

_É Demi, tenho que ir._ Falei tentando colocar Kyle em seu colo, Demi se levantou e pegou o bebê, o tirando de meu colo e fazendo o local onde ele estava gelar. Kyle soltou um gritinho agudo e então começou a chorar, Demi começou a balançá-lo um pouco._ érr... Vou lá.

_Eu vou com você até lá embaixo.

_Não, não precisa._ falei pegando meu casaco que estava em uma cadeira que achei. Kyle não parava de chorar.

_Tudo bem._ falou abrindo a grande porta de madeira._ Tchau tio Joe, muito obrigada por tudo.

_Claro._ Lhe dei um beijo no rosto e logo olhei pro bebê que logo parou de chorar e ficou me olhando com os olhos arregalados._ Tchau garotão._ Toquei em seu nariz e logo ele voltou a chorar. Ri e saí de perto deles indo pro elevador.

 

Quando cheguei em casa, coloquei a chave do carro em cima da mesinha de centro da sala, me joguei em meu sofá e liguei a TV. Depois de meia hora, olhei a minha volta e percebi que estava sábado a noite em casa sozinho assistindo televisão. Caramba, isso não era pra mim.

Subi as escadas, tomei outro banho, vesti uma roupa que eu sabia que as mulheres adoravam, passei muito perfume e desci as escadas novamente, pegando as chaves do carro e saindo.

Poderia ligar pros meus amigos, mas tinha uma outra ideia, tinha tempos que estava de olho em uma pessoa, só não havia chegado nela ainda por ter muitas garotas, mas agora que estava livre poderia chegar.

Estacionei em frente ao PUB que ficava em frente à empresa em que trabalhava. Sempre frequentava esse Pub, e sempre encontrava um brinquedinho... Aquele lugar era ótimo.

Entrei e fui direto pro bar, onde uma linda bar-tender trabalhava.

_Sim._ falou e olhou pra mim, na hora ela deixou escapar todo o ar que estava nos pulmões. Bem, não é me achando, mas eu sempre fui bonito, ombros largos, musculoso, alto, cabelos pretos e cortados, olhos castanho esverdeados, boca em que as mulheres sonhariam em beijar, barriga e peitos definidos._ O que o senhor deseja?

_O que você deseja me dar?

_Ah eu não sei. O senhor é quem sabe.

_Não me chame de senhor, sou Joseph, prazer._ falei estendendo minha mão ela sorriu e pegou em minha mão.

_Evangeline.

_Então Evangeline, acho que já me conhece por freqüentar muito esse lugar.

_Ah sim, claro. Sempre vejo as garotas caindo em cima do senhor.

_Ah!_ Soltei um risinho. Peguei um copinho pequeno que estava lá._ Coloque o que quiser aqui._ Ela me olhou, mordeu um lábio e pegou o copinho. Depois de um tempo voltou e me entregou._ Então, vai trabalhar até quantas horas?

_Até as onze. Daqui três horas estou liberada.

_Bom saber...

_Mas_ não me deixou terminar._ Não sou tão fácil como essas mulheres e até mesmo garotinhas que ficam por aí ok.

_Isto é excitante.

_Pode até ser, mas não quer dizer que vai me conseguir._ Falou se debruçando no balcão.

_Sabe que posso conseguir até mesmo as mais difíceis, não sabe?_ falei passando as pontas dos dedos no decote de seu uniforme.

_Até pode ser.

_Não se faça de difícil ok. Você sabe o que quero._ Ela apenas se afastou de mim e sorriu indo em outro cara que se sentou do outro lado, o entregou um wisk e depois voltou pra mim com um sorriso no rosto.

_ Não estou me fazendo de difícil ok, você que só conhece facinha demais.

_Ok._ falei me levantando._ Você é quem sabe. É você quem vai perder._ Me virei e quando dei um passo....

_Joseph!_ Sorri e me virei._ Se me esperar, quem sabe._ Sorri pra ela.

_ Vou te esperar ali._ falei apontando pra uma mesa.

Me sentei na mesa e pedi alguma coisa pra beber, não queria comer. Olhei pra frente e vi uma bela mulher trajada em um belo vestido vermelho, ela me encarava e curvou seus lábios vermelhos em um sorriso. Sorri também a olhando de cima a baixo, seu belo decote mostrando boa parte de seus seios, o decote em sua coxa que estava em cima da outra e que balançava mostrando seu lindo salto. Ela dava pro gasto.

 

Acordei com um barulho insuportável, que eu era muito acostumado a ouvir no meio da semana. Me mexi, e estava meio apertado no meio de duas mulheres.

_O que é isso?_ Evangeline perguntou.

_É meu celular._ falei olhando minha calça jogada do outro lado do quarto, meu celular estava no bolso. Dulce, a garota de vermelho se levantou completamente nua e pegou meu celular e atendeu. Franzi meus olhos e minha testa. Quem ela pensava que era?

_É pra você_ ela falou se deitando ao meu lado novamente.

_É claro que é pra mim._ falei._ Alô.

_Oi._ escutei a voz de Demi baixa, parecia envergonhada.

_Demi!_ Me sentei na cama.

_Desculpa atrapalhar, só liguei pra falar que esse é meu novo numero. Érr... É o numero de NY mesmo.

_Ah... Claro. Bom saber._ falei pegando uma bermuda na gaveta.

_Bom, liguei também pra falar que vou ficar o dia inteiro fora, não precisa ir me visitar.

_É? Fazendo o quê?

_Bom quero resolver logo a faculdade e vou comprar o meu carro também... Ah, claro a cadeirinha de Kyle também, pra andar no carro né.

_Um carro? De onde tirou dinheiro?_ Perguntei descendo as escadas.

_Bom, vendi meu carro lá no Texas pra comprar um novo aqui._ Falou e parecia super feliz.

_Não quer que eu vá com você?

_ Não. Você parece bem ocupado.

_Que isso. Você sabe que isso só ocupa a noite ok._ Demi soltou uma risadinha.

_Bom, seria bom. Quando sair da faculdade te ligo então, pode ser?

_Claro. E você quer fazer o quê?

_Psicologia. Minha mãe já arrumou tudo. Só falta ajeitar as coisas na faculdade.

_ Hum, quer dizer que vamos ter uma psicóloga na família._ Demi sorriu.

_Pois é._ Se achou pelo telefone e eu ri._ Bom tenho que caçar uma babá ou uma creche pra deixar Kyle também._ Falou e pareceu um pouco exausta pela respiração.

_É._ falei.

_Então tchau tio. Acho que já tirei muito seu tempo e também tenho muita coisa pra fazer hoje.

_Tchau._E logo ela desligou.

Logo em seguida meu celular tocou e vi um SMS do Davis, meu melhor amigo.

“Te espero aqui na lanchonete aqui perto de seu AP. Quero bater um papo, vem logo!”

Sorri. Subi as escadas e entrei no quarto onde as duas mulheres estavam.

_Está na hora de vocês irem._ falei pegando as roupas e jogando em cima delas.

_Mas já?_ Dulce perguntou._ Estou cansada ok.

_Eu tenho que sair. Vamos, andem logo._ Evangeline me olhou de cara feia. Apenas dei de ombro e saí do quarto.
Continua...


Lêem:
Galera obrigada pelos comentários e opiniões.
Resolvi escrever algo polêmico kkkkk.
Existe um escritor (que eu não me lembro o nome kkkkk) que gosta de escrever coisas assim polêmicas em família, mostrar novas visões e eu gosto muito disso, resolvi encrencar com a cabeça dos meus leitores, agora é só esperar o fim pra ver o que acontece. Obrigada galera e continuem comentando...
Talvez eles não fiquem juntos, talvez aconteça coisas que ninguém nunca imaginou que iria acontecer... Leem e descobrirão!

BEKA...

6 de dezembro de 2014

A Sobrinha – Cap. 1


Meus amores nova fic... Comentem e me avisem se gostaram ok.
Acho que não vai ser muito grande.


Biibiibii...

Ouço meu despertador tocar ao longe. Havia me esquecido de desativá-lo, era sábado e podia dormir até mais tarde.

Olhei para o quarto e vi que não era o meu. Um sorriso surgiu em meu rosto, isso só podia significar uma coisa...

Virei-me e abracei a barriga nua da garota a trazendo mais pra perto, a senti se mexer um pouco, Dani estava acordando... Bom, o nome dela era Daniela, mas eu a chamava de Dani. Estávamos ficando juntos há duas semanas, sabe como é né, amigos com benefícios, amizade colorida. Pelo menos pra mim era assim.

_Bom dia._ A garota disse com voz rouca de sono e se virou pra mim, arregalei os olhos ao ver que não era Dani. Na verdade eu mal sabia o nome da garota que estava comigo na cama.

_Bom dia._ Respondi sorrindo em seguida, a noite havia sido boa, isso era o que importava.

Meu despertador parou de tocar sozinho do meu outro quarto, o oficial, eu não era acostumado a levar garotas pra lá.

A garota me deu um selinho e em seguida intensifiquei o beijo, ela subiu em cima de mim e eu sorri entre o beijo, essa era apressadinha, era das minhas...

Mas pra acabar com o clima, escuto a campainha tocar, ela separou seus lábios dos meus e me olhou. A empurrei de leve e abri a gaveta e peguei um short. Havia colocado algumas roupas rápidas de se vestir pra quando precisasse que era quase sempre. Saí do quarto, desci as escadas e abri a porta.

_Oi_ Dani falou com um sorrisinho sem graça no rosto._ Érr... O porteiro já me conhece e me deixou entrar sem te avisar, bem, queria te fazer uma surpresa.

_Ah!_ Foi à única coisa que eu disse, fiquei sim surpreso. E como assim o porteiro já a conhecia? Já fazia muito tempo que estávamos juntos assim?

_ Posso?_ falou apontando pra dentro.

_Ah Claro!_ falei acordando.

Ela entrou e foi direto pra cozinha, eu a segui, ela colocou uma sacola, como aquelas de piquenique em cima de minha mesa e me olhou sorrindo.

_Eu desconfiei que ainda estivesse dormindo, então trouxe um lanche para lancharmos juntos.

_O que?_ falei com os olhos arregalados.

_Érr... Fiz algo de errado?

_É que...

_JOSEPH, QUANDO VOLTAR, TRÁS ALGUMA COISA PRA COMER, MEU ESTOMAGO ESTÁ RONCANDO._A garota do quarto gritou. Dani me olhou assustada, depois olhou pra escada, saiu correndo subindo as escadas, eu apenas a acompanhei, ela entrou no quarto e arregalou os olhos ao ver uma garota completamente nua em minha cama, coberta apenas pelo lençol fino.

_O que é isso?_ Dani perguntou.

_Quem é ela?_ A garota perguntou e Dani me olhou. Fiquei com medo de responder aquela pergunta.

_Érr... Dani o que ta fazendo aqui?

_O que? Eu vim ter um lanche romântico com você e é assim que você me recebe?

_Nós não temos nada, somos apenas amigos...

_O QUE?

_Amizade colorida, com benefício...

_O que ta acontecendo aqui?_ A garota perguntou se sentando na cama assustada.

_VAI EMBORA._ Dani gritou.

_É melhor você ir._ falei pegando suas roupas pelo chão e a entregando. Ela apenas pegou e saiu correndo.

_Então esse tempo todo você estava me usando?

_Não. Estávamos nos usando.

_Ai meu Deus, eu devia saber... Minhas amigas me avisaram, você fez a mesma coisa com elas, e achando que iria ser algo serio com nós dois._ Ela me olhou com fúria nos olhos._ Você cometeu um erro Joseph... Você não devia ter se metido comigo. Seu IDIOTA._ falou me dando um tapa bem forte e saiu correndo saindo do apartamento furiosamente.

Passei as mãos pelo rosto. Porque as garotas sempre achavam que eu queria algo serio? Eu nunca dei nenhuma brecha pra que elas pensassem isso... E mesmo assim o ciclo se repetia.

Fui para meu quarto, tirei o short, peguei minha toalha e me enfiei debaixo da água gelada. Fiquei ali uma meia hora, depois saí e vesti uma calça de moletom, arrumei meu cabelo e desci as escadas indo pra cozinha. Comi algumas coisas que nunca faltava em minha geladeira e dentro de poucos minutos meu telefone toca... Sempre na mesma hora, eu sabia muito bem quem era.

_Oi pai._ falei.

_Oi Joseph. Como está?

_Estou bem.

_Qual é a garota de hoje?

_Ah, não tem garota._ Meu pai me ligava todo sábado, bom, eu morava em NY, longe, muito longe dele, ele e minha família vivia no Texas, meu estado natal, eu quis me mudar, ficar longe dos pais acaba dando um pouco de emoção, mas depois do tempo dá muita saudade, mas meu emprego estava apertado por agora.

_Que estranho. Todo sábado você tem uma garota do seu lado, o que aconteceu? Enfim se apaixonou?

_Credo pai... Claro que não!

_Ah! Pelo que eu vi não vou estar vivo quando meu neto nascer.

_Vai sonhando, não vou ter filhos.

_Joseph...

_Pai... Olha minha idade, se até hoje não tenho e nunca mudei de ideia, isso quer dizer que não vai acontecer. Sinto muito. O senhor já tem muitos netos e vai ter um bisneto há pouco tempo.

_Não é a mesma coisa, de cada filho o sentimento é diferente, todos são amor, mas emoções diferentes. Espero que um dia, saiba como é._ Falou com uma voz fraca e triste.

_Pai... Não vamos tocar nesse assunto mais Ok. Como mamãe está? E minhas irmãs?

_Estão todos bem, estão com saudades de você.

_Também estou com muita saudade delas. Quando tiver férias prometo ir visitá-los.

_E como está o trabalho?

_Tudo ótimo. Sabe como é né, ser chefe sempre é bom, trabalha pouco, ganha muito.

_Bom saber. Você batalhou muito pra chegar até esse cargo.

_Aham.

_Bom, te liguei pra avisar que Demetria deve estar chegando aí há pouco tempo e quero que vá vê-la no aeroporto.

_Acha que eu esqueci? Estou olhando as horas o tempo todo, agorinha estou indo.

_Sabe como é né, às vezes as garotas nos fazem esquecer compromissos.

_Não se preocupe que eu nunca deixaria Demetria sozinha. Ainda mais em uma cidade que ela mal conhece.

_Ok filho. Fique com Deus.

_Você também. Manda beijos pras minhas irmãs queridas e minha mamãe.

_Ta bom. Tchau._ E desligou.

Coloquei o telefone no lugar, subi as escadas troquei de roupa, desci até a sala, peguei a chave do carro e apertei o botão do elevador. Bom, meu apartamento era daqueles bem caro, mas também bem bonito. O elevador vai direto pra minha sala, a casa é completamente clara, cores neutras, praticamente quase toda branca, o sofá é branco com a mesinha de vidro... Em cima do meu apartamento tinha o terraço, completamente meu.

Desci até a garagem e entrei em minha BMW preta. Arranquei o carro e fui em direção ao aeroporto. Chegando lá, ainda estava um pouco cedo então parei em uma cafeteria, pedi um capuchino e comprei uma revista. Fiquei entretido até a hora em que o vôo chegou, corri até os portões e fiquei olhando, muita gente saía, mas nada de Demi, até que acabaram as pessoas e não a vi, olhei pros lados pra ver se ela já havia saído e eu não tinha percebido. Até que escutei uma garota pedindo ajuda com as malas pra algumas pessoas e a olhei... Arregalei os olhos... Meu Deus! Aquela era a Demi? Cheguei perto.

_Demi?_ Ela me olhou e sorriu.

_Tio Joe._ Falou me abraçando forte sem largar uma cesta.

_Caramba, é você mesma?_ perguntei ainda abraçando-a.

_Sou. Ai que saudade, não sabe o quanto senti sua falta._ Falou me beijando no rosto. _ O que faz aqui?

_Vim te buscar._ Falei

_Então expulsou uma garota de seu apartamento para vir me buscar?_ Sorri. Eu teria feito isso se Dani não tivesse aparecido, e ainda bem que ela apareceu... Nosso caso tava indo longe demais.

Ela se afastou e olhei pra cesta vendo um bebê dormindo.

_Oh Deus! Já nasceu?

_Já._ Demi gargalhou._ Você ta um pouco por fora né.

_Demais._ falei percebendo quanto tempo havia ficado longe de minha família._ Vem, vamos comer alguma coisa e você me conta as novidades.

_Ok! Só me ajude com as malas.

 

Parei o carro em frente a uma lanchonete, descemos e nos sentamos um uma mesa pedindo algumas coisas para Demi, eu já havia comido. Demi segurava seu filho nos braços, ele estava adormecido, parecia uma boneca.

_E as garotas Joseph? Continua como sempre né.

_É._ Sorri e ela balançou a cabeça em negação.

_Ah! Você não aprende mesmo.

_Ah! Não vem me dar lição de moral ok._ A olhei_ Demi, você está com quantos anos?

_Nossa! Se esqueceu até da minha idade._ Ela olhou pra mulher que estava colocando o lanche na mesa e balançou a cabeça em agradecimento._ Tenho 19 anos tiozinho.

_ Uau, você está um mulherão._ Demi riu ficando com as bochechas levemente rosadas, do jeito em que me lembrava.

_E como está com 28 anos? Melhor do que nunca né, pegando cada vez mais. Por que você também ta um pedaço de mau caminho._ gargalhei.

_E seu senso de humor continua o mesmo.

_Que foi? Não estou mentindo._ falou agora seria, estremeci com seu olhar.

_E Selena? Como está?

_Mamãe ficou com medo de me deixar vir pra onde você está. Sabe como é, onde a má influência está._ gargalhei.

_ É a cara de Selena. Ela quase me matou quando descobriu que todos os dias eu deixava você assistir aqueles seriados proibido para menores._ Demi gargalhou... Aaah que saudade daquela risada._ Pra uma garota de sete anos, você bem que entendia a graça.

_Sempre fui muito esperta.

_É. Me lembro muito bem que você ficava me espionando pela porta do meu quarto quando eu ia trocar de roupa ou estava com uma garota.

_Ah! Não se faça de santinho, você sempre soube que eu ficava te olhando quando ia trocar de roupa e por que não trancava a porta quando ia ficar com uma garota?

_Por que não havia necessidade, não passava dos limites. Não na casa dos meus pais._ Rimos.

_ Passamos tantos momentos bons juntos. Por que foi embora?

_Por que já tava passando da hora. E também Selena foi embora te levando junto, ficou bem sem graça lá em casa._ Demi riu sem graça olhando pra seu filho que se esticava, das pontinhas dos dedinhos dos pés até as mãozinhas que se fecharam e bocejou._Talvez se eu estivesse lá, você não teria que passar por isso.

_Ele não tem culpa de nada. Ele é uma das melhores coisas que já me aconteceu, não posso culpá-lo. A culpa foi minha de ter acreditado no pai dele.

_Não devia ter se entregado._ Demi me olhou.

_Você me falando isso?

_Demi, somos diferentes, você é apenas uma menina, e eu não tenho nenhum filho por aí.

_Joe.... Aconteceu... Não tem como voltar atrás. E mesmo se pudesse não voltaria, você não sabe o amor que sinto por essa coisinha._ Falou beijando uma de suas mãozinhas.

_E... E o... _ Não conseguia falar o nome dele._ E o cara?

_O Brad? Ele me deu uma bela quantia e foi embora.

_Que desgraçado.

_Você não sabe como fiquei. Fiquei... Fiquei chocada... Achei que meu mundo ia acabar, mas quando ele... Quando ele nasceu percebi que não posso desistir assim tão fácil._ Ela respirou fundo.

_Como você está?

_Me senti sufocada, por mim já tinha ido embora antes do Texas, mas queria que vovô o visse. Então esperei nascer pra vir embora. Você tinha que ver a cara do vovô, os olhinhos dele brilharam tanto.

_Posso imaginar.

_ Mas mamãe não me deixava em paz, estava preocupada de mais, então falei que iria Fazer faculdade fora e o primeiro lugar que veio em minha mente foi Nova York. Você já estava aqui mesmo.

_Bela escolha.

_Bom, e com o dinheiro que o Brad me deu da pra comprar um apartamento e bancar meu filho por um bom tempo.

_Tenho vontade de voltar pro Texas só pra quebrar a cara dele.

_Ah Tio, faça-me o favor, vocês não são tão diferentes assim ok._ Abri a boca pra lhe dar má resposta, mas não saiu nada, ela tinha razão, eu já fui um “Brad” na vida e talvez ainda seja. Me senti horrível por isso.

_Eu não faria isso que ele fez com você.

_O que? Você se casaria comigo?_ Respirei fundo.

_Ah! Sei lá. Mas não sumiria assim e sempre estaria presente na vida de meu filho.

_É. Desculpa. Você é mil vezes melhor que ele. Não posso comparar._ falou bebericando seu suco. O bebê se mexeu novamente fazendo um barulho baixo e agudo sair de sua garganta.

_Qual é o nome?_ Perguntei._ Ainda não sei._ Demi me olhou e riu.

_Kyle. Eu gostei desse nome e coloquei.

_Kyle. Lindo nome. E ta com quanto tempo de nascido?

_Três. Quase quatro meses._ Falou o olhando com tanto amor que transmitia pra mim._ Está bem novinho ainda.

_É.

_Vamos, já terminei.

_Vai lá pra casa?

_Não. Minha mãe pagou um apartamento pra mim e ela falou que vai pagar minha faculdade também, quero achar um emprego logo pra começar a me bancar.

_Tem certeza de que não quer ir pro meu apartamento? Lá você não vai precisar gastar. E você por agora está precisando de muita ajuda.

_Não Tio. Não quero viver à custa dos outros.

_Serio mesmo que você ta falando isso pra mim. Nós sempre moramos juntos.

_As coisas mudam.

_Ok. Onde é o seu apartamento?_ Ela pegou um papel na bolsa do bebê.

_Esse é o endereço.

_Caramba, é um pouco longe da minha casa._ Ela me olhou com um olhar de sinto muito, com certeza ela também queria morar perto de mim.

_Vamos.
 
Continua.
 
Está aí a nova fic galera. Espero que gostem e cometem por favor. Cadê os seguidores??
BJOKS.