8 de dezembro de 2014

A Sobrinha – Cap. 2

 



Bem vindas Novas seguidoras!!!
Parei o carro em frente ao prédio, pegamos suas coisas e entramos. Demi abriu a porta e viu tudo mobiliado. Selena havia preparado tudo mesmo. As coisas do bebê estavam prontas. Era pequeno o apartamento, mas era bem confortante. Tinha apenas um quarto, mas Demi não precisaria de mais mesmo. Ajudei-a guardar as coisas e arrumar o AP do jeito dela. Depois de um tempo sentamos no sofá e nos olhamos. Demi sorriu.

_Obrigado Tio, por tudo._ Demi falou se sentando mais perto de mim e me abraçando e eu retribuí.

_Que isso. O que precisar estou aqui._ Continuamos abraçados, ela me deu um beijo no rosto como costumava fazer antes, mas algo saiu diferente... Muito diferente. Ela repousou sua cabeça em meu peito e ficou assim.

_Você foi embora eu tinha 14 anos. Estava na adolescência.

_E quando voltei você tinha 16, mais rebelde que nunca._ Demi gargalhou.

_Aquela época foi um tanto revoltante._ falou olhando pra cima e me encarando ainda encostada em mim._ Mas foi umas das melhores, você ficou duas semanas lá, e foram os melhores dias.

_Você me ama mesmo né._ Falei brincando, a vi abrir a boca pra protestar, mas não saiu nada de lá. Resolvi mudar de assunto._ Tem certeza de que não quer ir lá pra casa?_ Ela se afastou.

_Não Joe, não vou. Não somos mais eu e você, agora tem uma criança envolvida... Já pensou, você está lá no maior amasso com uma garota e do nada ela pisa em uma chupeta ou escuta Kyle chorar. Você teria muito que explicar._ Sorri. É... Ela tinha razão, não sei o que faria. Acho que apenas continuaria o amasso sem me preocupar, o problema são as mulheres.

_Eu não a levaria pra casa, iríamos pra casa dela.

_Ah claro, você sempre tem uma resposta na ponta da língua._ Ela olhou pra mim e sorriu._ Pega Kyle, por favor, enquanto vou fazer a mamadeira dele?_ Olhei para o bebê que agora estava no carrinho acordado me olhando com aqueles grandes olhos castanhos bem claros, estava bem quietinho, apenas observando.

_Érr... Por quê? Ele está tão quietinho.

_Eu sei, só quero que o pegue um pouquinho.

_Ah , acho melhor não.

_Ta vendo, você não sabe nem pegar um bebê, como acha que iria viver com Kyle em sua casa, não são apenas as garotas._ A olhei e olhei pro bebê, como ela disse, eu sempre tenho uma resposta.

_Agora você vai ver._ Olhei para o bebê e me aproximei, coloquei as mãos atrás das costas dele tentando de alguma forma segurar o bebê de um jeito que não o machucasse ou ficasse desagradável, mas estava meio difícil, ela tinha razão, eu não dava conta de segurar um bebê, coloquei a mão na cabeça dele, mas não estava muito bom, então coloquei uma mão nas costas e outra na bundinha, ouvi Demi tentar segurar um riso e logo em seguida gargalhar me contagiando._ Para de rir, assim nunca vou dar conta.

_Tio, coloque a mão debaixo dos bracinhos dele e o levante sem deixar a cabecinha cair, o segurando pelas costinhas._ O garotinho já fazia cara feia pra mim, nem eu mesmo sabia o que estava fazendo mais._ Joe suas mãos são grandes, você consegue o segurar bem ok._ Sorri e como ela explicou o peguei, de mau jeito, mas consegui o tirar do carrinho. Olhei pra ela sem saber o que fazer, segurava o bebê enquanto ele me olhava com os olhinhos esbugalhados._ Joe, o coloque em seu colo, o abrace. Caramba, como vai ter filhos? Você não sabe de nada._ A olhei de cara feia e coloquei o bebê deitado em meu ombro, colocando uma mão em suas costinhas e a outra na bundinha grande por culpa da fralda. Kyle ficou quietinho, olhei pra Demi todo duro, Demi apenas riu, mas seu riso acabou assim que ela me observou, não sei por que, mas ela ficou me olhando segurar Kyle no colo.

_ Pra sua informação, não vou ter filhos._ Demi olhou em meus olhos assim que falei.

_Por quê?

_Por que não quero, e olhe você mesma, não tenho jeito pra essas coisas._ Ela se aproximou e olhou o bebê que se mexeu colocando sua mãozinha em meu ombro, perto do rosto.

_Não acredito nisso Joe, olha como é bom segurar uma criança. Você não sente isso? É tão bom, sentir que ele gosta de você, que está em seu colo._ Ela tinha razão, era bom, era tão fofo quanto um filhote de cachorro, mas custava caro cuidar.

_É bom, mas quando ta quietinho assim né._ Falei.

_Não, quando ele chora não é tão ruim quanto às pessoas falam. Ah. Não sei se é por que ele é meu filho, mas me sinto feliz por cada minuto que fico com ele._ Kyle me assustou por dar um leve pulinho.

_Ui. Ele soluçou._ Olhei pro bebê que parecia ainda estar com os olhos abertos apenas gostando do meu colo. Então soluçou novamente.

_Deve ser o frio. Nova York essa época é frio e ele deve não estar acostumado ainda, assim como eu._ Ela pegou uma mantinha e jogou em cima de Kyle ainda em meu colo. Caramba, aquilo não era tão ruim assim. Eu estava segurando uma vida, uma miniatura, mas era uma vida, que ainda por cima era muito fofa.

_Bom, tenho que ir._ Falei assim que vi pela janela que já estava escuro, havia ficado a tarde inteira ali com ela.

_Mas já?

_É Demi, tenho que ir._ Falei tentando colocar Kyle em seu colo, Demi se levantou e pegou o bebê, o tirando de meu colo e fazendo o local onde ele estava gelar. Kyle soltou um gritinho agudo e então começou a chorar, Demi começou a balançá-lo um pouco._ érr... Vou lá.

_Eu vou com você até lá embaixo.

_Não, não precisa._ falei pegando meu casaco que estava em uma cadeira que achei. Kyle não parava de chorar.

_Tudo bem._ falou abrindo a grande porta de madeira._ Tchau tio Joe, muito obrigada por tudo.

_Claro._ Lhe dei um beijo no rosto e logo olhei pro bebê que logo parou de chorar e ficou me olhando com os olhos arregalados._ Tchau garotão._ Toquei em seu nariz e logo ele voltou a chorar. Ri e saí de perto deles indo pro elevador.

 

Quando cheguei em casa, coloquei a chave do carro em cima da mesinha de centro da sala, me joguei em meu sofá e liguei a TV. Depois de meia hora, olhei a minha volta e percebi que estava sábado a noite em casa sozinho assistindo televisão. Caramba, isso não era pra mim.

Subi as escadas, tomei outro banho, vesti uma roupa que eu sabia que as mulheres adoravam, passei muito perfume e desci as escadas novamente, pegando as chaves do carro e saindo.

Poderia ligar pros meus amigos, mas tinha uma outra ideia, tinha tempos que estava de olho em uma pessoa, só não havia chegado nela ainda por ter muitas garotas, mas agora que estava livre poderia chegar.

Estacionei em frente ao PUB que ficava em frente à empresa em que trabalhava. Sempre frequentava esse Pub, e sempre encontrava um brinquedinho... Aquele lugar era ótimo.

Entrei e fui direto pro bar, onde uma linda bar-tender trabalhava.

_Sim._ falou e olhou pra mim, na hora ela deixou escapar todo o ar que estava nos pulmões. Bem, não é me achando, mas eu sempre fui bonito, ombros largos, musculoso, alto, cabelos pretos e cortados, olhos castanho esverdeados, boca em que as mulheres sonhariam em beijar, barriga e peitos definidos._ O que o senhor deseja?

_O que você deseja me dar?

_Ah eu não sei. O senhor é quem sabe.

_Não me chame de senhor, sou Joseph, prazer._ falei estendendo minha mão ela sorriu e pegou em minha mão.

_Evangeline.

_Então Evangeline, acho que já me conhece por freqüentar muito esse lugar.

_Ah sim, claro. Sempre vejo as garotas caindo em cima do senhor.

_Ah!_ Soltei um risinho. Peguei um copinho pequeno que estava lá._ Coloque o que quiser aqui._ Ela me olhou, mordeu um lábio e pegou o copinho. Depois de um tempo voltou e me entregou._ Então, vai trabalhar até quantas horas?

_Até as onze. Daqui três horas estou liberada.

_Bom saber...

_Mas_ não me deixou terminar._ Não sou tão fácil como essas mulheres e até mesmo garotinhas que ficam por aí ok.

_Isto é excitante.

_Pode até ser, mas não quer dizer que vai me conseguir._ Falou se debruçando no balcão.

_Sabe que posso conseguir até mesmo as mais difíceis, não sabe?_ falei passando as pontas dos dedos no decote de seu uniforme.

_Até pode ser.

_Não se faça de difícil ok. Você sabe o que quero._ Ela apenas se afastou de mim e sorriu indo em outro cara que se sentou do outro lado, o entregou um wisk e depois voltou pra mim com um sorriso no rosto.

_ Não estou me fazendo de difícil ok, você que só conhece facinha demais.

_Ok._ falei me levantando._ Você é quem sabe. É você quem vai perder._ Me virei e quando dei um passo....

_Joseph!_ Sorri e me virei._ Se me esperar, quem sabe._ Sorri pra ela.

_ Vou te esperar ali._ falei apontando pra uma mesa.

Me sentei na mesa e pedi alguma coisa pra beber, não queria comer. Olhei pra frente e vi uma bela mulher trajada em um belo vestido vermelho, ela me encarava e curvou seus lábios vermelhos em um sorriso. Sorri também a olhando de cima a baixo, seu belo decote mostrando boa parte de seus seios, o decote em sua coxa que estava em cima da outra e que balançava mostrando seu lindo salto. Ela dava pro gasto.

 

Acordei com um barulho insuportável, que eu era muito acostumado a ouvir no meio da semana. Me mexi, e estava meio apertado no meio de duas mulheres.

_O que é isso?_ Evangeline perguntou.

_É meu celular._ falei olhando minha calça jogada do outro lado do quarto, meu celular estava no bolso. Dulce, a garota de vermelho se levantou completamente nua e pegou meu celular e atendeu. Franzi meus olhos e minha testa. Quem ela pensava que era?

_É pra você_ ela falou se deitando ao meu lado novamente.

_É claro que é pra mim._ falei._ Alô.

_Oi._ escutei a voz de Demi baixa, parecia envergonhada.

_Demi!_ Me sentei na cama.

_Desculpa atrapalhar, só liguei pra falar que esse é meu novo numero. Érr... É o numero de NY mesmo.

_Ah... Claro. Bom saber._ falei pegando uma bermuda na gaveta.

_Bom, liguei também pra falar que vou ficar o dia inteiro fora, não precisa ir me visitar.

_É? Fazendo o quê?

_Bom quero resolver logo a faculdade e vou comprar o meu carro também... Ah, claro a cadeirinha de Kyle também, pra andar no carro né.

_Um carro? De onde tirou dinheiro?_ Perguntei descendo as escadas.

_Bom, vendi meu carro lá no Texas pra comprar um novo aqui._ Falou e parecia super feliz.

_Não quer que eu vá com você?

_ Não. Você parece bem ocupado.

_Que isso. Você sabe que isso só ocupa a noite ok._ Demi soltou uma risadinha.

_Bom, seria bom. Quando sair da faculdade te ligo então, pode ser?

_Claro. E você quer fazer o quê?

_Psicologia. Minha mãe já arrumou tudo. Só falta ajeitar as coisas na faculdade.

_ Hum, quer dizer que vamos ter uma psicóloga na família._ Demi sorriu.

_Pois é._ Se achou pelo telefone e eu ri._ Bom tenho que caçar uma babá ou uma creche pra deixar Kyle também._ Falou e pareceu um pouco exausta pela respiração.

_É._ falei.

_Então tchau tio. Acho que já tirei muito seu tempo e também tenho muita coisa pra fazer hoje.

_Tchau._E logo ela desligou.

Logo em seguida meu celular tocou e vi um SMS do Davis, meu melhor amigo.

“Te espero aqui na lanchonete aqui perto de seu AP. Quero bater um papo, vem logo!”

Sorri. Subi as escadas e entrei no quarto onde as duas mulheres estavam.

_Está na hora de vocês irem._ falei pegando as roupas e jogando em cima delas.

_Mas já?_ Dulce perguntou._ Estou cansada ok.

_Eu tenho que sair. Vamos, andem logo._ Evangeline me olhou de cara feia. Apenas dei de ombro e saí do quarto.
Continua...


Lêem:
Galera obrigada pelos comentários e opiniões.
Resolvi escrever algo polêmico kkkkk.
Existe um escritor (que eu não me lembro o nome kkkkk) que gosta de escrever coisas assim polêmicas em família, mostrar novas visões e eu gosto muito disso, resolvi encrencar com a cabeça dos meus leitores, agora é só esperar o fim pra ver o que acontece. Obrigada galera e continuem comentando...
Talvez eles não fiquem juntos, talvez aconteça coisas que ninguém nunca imaginou que iria acontecer... Leem e descobrirão!

BEKA...

4 comentários:

  1. Awn eu to amando ❤
    Q fofo o Joe segurando o Kyle *-*
    Cara ta perfeitaa
    Acho q nunca comentei aqui :o
    Bem parabens suas fics sao perfeitaas e eu to simplesmente apaixonada
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    Xoxo

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  2. Nossa eu to adorando! Ta maravilhosa e eu to adorando esse jeito polemico de escrever. POSTA

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  3. Joe mulherengo, mas com a Demi ele é um fofo.

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